Mundo de ficçãoIniciar sessãoMONSTER ROMANCE + SECOND CHANCE + ROMANCE ERÓTICO + FUGA X DESTINO + THRILLER ROMÂNTICO Entre paixões intensas, segredos revelados e escolhas que podem selar seus destinos, Aurora e Killiam terão de enfrentar o maior desafio de todos — provar que nenhum passado é mais forte do que a coragem de recomeçar. Fugiam do passado, mas encontraram um ao outro. Quando o destino chama, nem as cicatrizes podem calar o coração.
Ler maisAURORA
O coração batia em descompasso. Cada pulsar trazia uma onda de calor, como se meu sangue ardesse com fogo líquido. Eu sabia que estava começando.
A primeira dor veio nas costas, um estalo surdo, como se meus ossos estivessem quebrando. Caí de joelhos, ofegante, sentindo o chão frio sob as mãos.
E então veio outra onda — mais forte, mais profunda.
Meu corpo tremia, os músculos se contraíam, e eu sentia cada fibra se despedaçando para dar lugar a algo novo.
A dor era dilacerante — tão profunda que parecia rasgar minha alma ao meio.
O medo veio, mas passou rápido. O que ficou foi algo diferente. Selvagem. Vivo.
Meus sentidos se expandiram — minha audição mais apurada, meu olfato sentindo cheiros que eu não havia percebido e eu conseguia enxergar até os pequenos insetos que voavam naquela floresta.
Tudo estava mais nítido, mais intenso.
E então, um grito rasgou minha garganta quando minha coluna voltou a se curvar, os ossos se realinhando em um ajuste doloroso.
Onde antes havia pele, agora surgiam pelos.
E, quando tudo terminou, me vi ali… com as quatro patas firmes no solo, o coração acelerado e um novo mundo se abrindo diante de mim.
Imaginei que finalmente seria livre.
Mas me enganei completamente.
Victor, o alfa — que, desde a morte misteriosa dos meus pais, passou a demonstrar um interesse incômodo em mim — me observava como quem, enfim, encontrara o que desejara por toda a vida.
Ele nunca me tocou, nunca cruzou o limite.
Mas despertava algo primitivo em mim. Primeiro, medo. Depois, repulsa. Como se meu corpo soubesse de um perigo que minha mente ainda não entende.
Sonhava com o dia da minha transformação desde que aprendi o que ela significava.
Para a maioria dos lobos, esse era o momento mais sagrado da vida — quando deixávamos de ser jovens dependentes e nos tornávamos adultos, capazes de decidir o próprio destino.
Mas, para mim, esse sonho tinha outro peso. Não era sobre honra, nem sobre pertencer. Era sobre liberdade.
A transformação era a minha chance de partir. De deixar esta alcateia… e encontrar meu próprio caminho.
Mas, naquele instante, senti o peso das correntes invisíveis da ordem alfa, impondo que eu pertencia a ele — e que jamais deveria revelar a ninguém o que havia acontecido.
Nenhum lobo conseguia ir contra as ordens de um alfa.
Era algo que ia além da vontade, que se gravava na alma. A autoridade do alfa se entrelaça com nosso instinto, tornando impossível resistir.
— Ninguém pode saber o que você é agora — ordenou, a voz baixa e o olhar sombrio. — Se alguém souber, você estará morta.
Ainda não entendia o que tinha feito de errado. Tudo o que fiz foi… me tornar quem eu nasci para ser.
A partir daquele dia, deixei de ser alguém. Passei a existir apenas sob as ordens dele. Cada olhar era um lembrete de que eu não tinha escolha.
Maya — a companheira dele — aceitou-me em sua casa por ele alegar que eu era preciosa demais e ameaçou rejeitá-la se tentasse algo contra mim.
Eu não conseguia me rebelar, muito menos entender os motivos dele. Minha loba, acorrentada pela ordem imposta, permanecia em silêncio.
Toda vez que tentava se erguer dentro de mim, algo invisível a feria.
Só compreendi o verdadeiro motivo para ele não me deixar partir, quando fomos surpreendidos por um ataque.
Victor saiu gravemente ferido — uma mordida profunda dilacerava seu abdômen. O sangue jorrava sem controle, escorrendo por entre seus dedos enquanto ele tentava, em vão, conter o ferimento.
Os curandeiros fizeram de tudo.
Nada funcionava.
Sua regeneração natural não era veloz suficiente para deter aquilo. A ferida simplesmente não fechava.
Foi então que ele ordenou que me levassem até ele. Victor estava pálido, o olhar turvo pela dor, mas ainda assim me fitou com autoridade.
— Me cure — ordenou, a voz rouca. — Agora.
— Eu… eu não sei como fazer isso — gaguejei, sem entender ao certo o que ele esperava de mim.
— Toque-me e ordene a cura. Sua loba saberá como agir
Mesmo sem acreditar que funcionaria, obedeci.
Toquei sua pele e, com voz trêmula, ordenei a cura.
A dor me atravessou como um raio. Meu corpo arqueou, uma energia violenta me atravessando e, por um momento, tudo pareceu explodir dentro de mim.
Era como se cada pedaço do meu ser estivesse sendo arrancada à força. A energia me atravessou alcançando o corpo dele.
Minha visão escureceu, meus joelhos cederam, e caí, quase inconsciente no chão.
Mas, em minutos, diante de nossos olhos, o ferimento começou a se fechar, como se nunca tivesse existido.
Todos pareciam incrédulos — inclusive eu.
Mas ele não me olhou. Nem por um segundo. Apenas deu uma última ordem — seca, definitiva…
— Ninguém fala sobre isso.
Os curandeiros se entreolharam, visivelmente confusos com o que haviam presenciado.
Mas todos permaneceram em silêncio. Victor não precisava repetir. Sua presença bastava para silenciar até os pensamentos.
Percebi, em silêncio, porque aquele alfa miserável me mantinha presa. Eu possuía um dom raro, quase extinto entre nós — o poder de cura.
Era provável que minha loba fosse diferente, e foi exatamente por isso que ele proibiu minha transformação.
Depois disso, proibiu-me de tocar qualquer lobo ferido. Temia que o dom se esgotasse... ou até me matasse.
Queria ser o único a ter acesso a eles, como se meu dom fosse uma arma valiosa a ser controlada — por ele e por mais ninguém.
Para aqueles que nunca me viram transformada, eu era apenas a loba defeituosa que nunca havia se transformado.
E minha loba, impotente, permaneceu calada — ferida, submissa, aprisionada.
Victor fazia questão de me violentar diversas vezes, como um castigo humilhante. Um tipo de diversão perversa e uma tentativa falha de me fazer quebrar.
Sempre que isso acontecia sua companheira ficava revoltada, mas ele sempre dizia que era algo necessário para controlar e manter meu poder.
A verdade era que tudo aquilo não passava de manipulação. Ele queria destruir tudo o que existia em mim que escapava ao seu controle.
Queria forçar minha rendição como se eu fosse um animal ferido, implorando por piedade.
Mas eu não admitiria mais aquilo. Não dessa vez.
Hoje, eu fugiria. Ou morreria tentando.
Aquele momento foi surreal. Não diria que foi meu primeiro orgasmo, mas com toda certeza… foi o melhor. Killiam sabia exatamente como tocar, como conduzir, como fazer meu corpo responder como se fosse feito só para ele.Pensar nisso, no entanto, trouxe um desconforto sutil que se espalhou pelo meu peito.Quantas já haviam passado pela sua cama antes de mim? — Perguntei pensativa. Minha loba rosnou, o ciúme queimando como brasas acesas.“Ele é nosso. Apenas nosso” — ela afirmou com convicção, como se quisesse apagar qualquer sombra de dúvida.E, de fato… desde que cheguei aqui, nunca o vi com outra mulher. Não havia olhares, nem toques, nem sorrisos direcionados a mais ninguém. Parecia que todo o seu foco estava em mim.No entanto, aquela sensação de pertencimento — intensa e maravilhosa — trouxe consigo algo mais. Um lembrete amargo.Havia coisas que, por um breve instante, eu havia esquecido completamente enquanto estava nos braços dele. Coisas que desejava poder apagar da memória… m
Sorri ao ver a expressão de Aurora. Por um instante, ela acreditou ter o controle. Mas o meu lobo jamais permitiria isso — não aqui, não nesta cama, onde eu pretendia reivindicá-la por inteiro.Antes que ela pudesse responder, empurrei dentro dela de uma vez, fundo, sem dar tempo para que se preparasse. Um suspiro alto escapou de sua garganta, seus olhos arregalando com a intensidade do momento.— Mero engano, pequena — sussurrei contra sua boca, ofegante. — Você só vai poder gozar quando eu permitir que você o faça.Cada centímetro do corpo dela seria meu — meu altar de adoração. Aurora era um verdadeiro incêndio em meus braços, e isso só tornava a necessidade de marcá-la ainda mais feroz.Afundei os dentes em seu pescoço, pressionando com firmeza, marcando sem ferir — ainda. Meu lobo rugia dentro de mim, exigente, possessivo.— Você é minha… minha doce Aurora. E eu vou te levar até o limite quantas vezes forem necessárias... até que seu corpo aprenda que quem manda aqui… sou eu.Min
AURORANão havia mais como lutar contra aquilo. Eu estava completamente entregue a ele, entregue ao nosso laço. Killiam venerava meu corpo como se eu fosse uma deusa, despertando em mim sensações que jamais havia experimentado antes.Após me proporcionar o prazer mais avassalador que já experimentei com a língua, ele subiu lentamente na cama, posicionando-se entre minhas coxas abertas. Seu olhar queimava em mim, cheio de desejo e devoção.Com uma delicadeza que contrastava com a intensidade de seus gestos, ele deslizou seus dedos pela pele quente e sensível da minha coxa, explorando cada centímetro com atenção.Seus toques eram suaves, mas carregados de promessa, guiando lentamente o caminho até a minha parte mais íntima — já quente, molhada e completamente receptiva ao seu toque.O calor que irradiava de mim parecia alimentar ainda mais seu fogo, e naquele instante, tudo ao redor desapareceu, deixando apenas a conexão profunda entre nós dois.— Está pronta para mim, Aurora? — pergunt
KILLIAMO vínculo pulsava dentro de mim como um tambor, batendo cada vez mais alto, mais forte, como se exigisse ser reconhecido, selado, consumado. Meu lobo estava impaciente. Exigindo o controle. Mas não ainda.O que eu sentia era como uma fome antiga, algo que não podia ser silenciado, não completamente. E ali, com ela entre meus braços, o corpo estremecendo sob meus toques... meu lobo rugia.“Ela é nossa. Torne-a nossa. Me dê o controle” Mas Aurora não estava pronta. Eu sabia disso. Sentia isso. Mesmo agora, quando seu corpo clamava pelo meu.Eu reconhecia o medo escondido em seus olhos — não de mim, mas do que viria depois. Do que significaria se entregar por completo. E, por Selene, eu não queria que ela se arrependesse.Mas também não conseguia parar.Ela era minha companheira e eu a desejava com cada fibra do meu ser. Talvez não pudesse tomá-la de uma forma que meu animal implorava — não ainda.Mas eu podia sentir seu gosto. Podia explorá-la com minha boca, minhas mãos e com
AURORAPor mais que eu tentasse me convencer de que era errado, de que seria perigoso, de que já havia sofrido demais… tudo isso se desfez quando os olhos de Killiam encontraram os meus.Ele estava ali, com aquele olhar intenso que sempre fazia meu coração tropeçar no peito. Era como se ele visse além da fachada que eu tentava manter, enxergando direto onde tudo doía, onde tudo também queria recomeçar.Eu podia fugir. Podia dizer que não. Que era cedo demais. Que eu ainda tinha marcas demais por dentro. Que era perigoso para ele, se eu levasse em conta quem Victor era. Mas, pela primeira vez em muito tempo, eu não queria fugir.Killiam se aproximou, lento, como se me desse a chance de recuar. Como se esperasse o menor sinal de recusa. Mas tudo o que fiz foi ficar ali, parada, com a respiração presa e os pensamentos em completo caos. E então, ele me beijou novamente.Seus lábios tocaram os meus como se me perguntassem se tudo bem, se eu estava pronta. E eu estava. Céus, como eu estava.
Vi o modo como seus olhos se arregalaram. O medo era genuíno — mas havia mais. Era como se minhas palavras tivessem tocado num ponto que ela escondia com todas as forças. Seu corpo inteiro ficou tenso, como se ela não esperasse aquela pergunta.Meu lobo rosnou dentro de mim, inquieto. Ele sentia o medo dela como se fosse nosso, e odiava isso. Odiava vê-la encolher desse jeito, como se eu fosse o inimigo.— Aurora… — tentei suavizar a voz, mas ela deu um passo para trás, como se precisasse de espaço para respirar.Fechei os olhos por um instante, tentando me controlar. Parte de mim queria respeitar o limite que ela claramente colocava entre nós.Mas a outra parte — mais selvagem, mais instintiva — queria agarrar aquela verdade e arrancá-la dela, mesmo que fosse na marra.Meu lobo não aceitava mais o silêncio. E, para ser honesto, nem eu.— Eu tentei deixar isso de lado — continuei, com a voz baixa, firme. — Tentei fingir que dava para seguir como se nada tivesse acontecido. Mas você ta
Último capítulo