Aquele momento foi surreal. Não diria que foi meu primeiro orgasmo, mas com toda certeza… foi o melhor. Killiam sabia exatamente como tocar, como conduzir, como fazer meu corpo responder como se fosse feito só para ele.
Pensar nisso, no entanto, trouxe um desconforto sutil que se espalhou pelo meu peito.
Quantas já haviam passado pela sua cama antes de mim? — Perguntei pensativa. Minha loba rosnou, o ciúme queimando como brasas acesas.
“Ele é nosso. Apenas nosso” — ela afirmou com convicção, como se quisesse apagar qualquer sombra de dúvida.
E, de fato… desde que cheguei aqui, nunca o vi com outra mulher. Não havia olhares, nem toques, nem sorrisos direcionados a mais ninguém. Parecia que todo o seu foco estava em mim.
No entanto, aquela sensação de pertencimento — intensa e maravilhosa — trouxe consigo algo mais. Um lembrete amargo.
Havia coisas que, por um breve instante, eu havia esquecido completamente enquanto estava nos braços dele. Coisas que desejava poder apagar da memória… m