KILLIAM
O vínculo pulsava dentro de mim como um tambor, batendo cada vez mais alto, mais forte, como se exigisse ser reconhecido, selado, consumado. Meu lobo estava impaciente. Exigindo o controle. Mas não ainda.
O que eu sentia era como uma fome antiga, algo que não podia ser silenciado, não completamente. E ali, com ela entre meus braços, o corpo estremecendo sob meus toques... meu lobo rugia.
“Ela é nossa. Torne-a nossa. Me dê o controle”
Mas Aurora não estava pronta. Eu sabia disso. Sentia isso. Mesmo agora, quando seu corpo clamava pelo meu.
Eu reconhecia o medo escondido em seus olhos — não de mim, mas do que viria depois. Do que significaria se entregar por completo. E, por Selene, eu não queria que ela se arrependesse.
Mas também não conseguia parar.
Ela era minha companheira e eu a desejava com cada fibra do meu ser. Talvez não pudesse tomá-la de uma forma que meu animal implorava — não ainda.
Mas eu podia sentir seu gosto. Podia explorá-la com minha boca, minhas mãos e com