Mundo ficciónIniciar sesión📘 História 1 – Dmitri & Anya Dmitri Volkov nunca quis ser pai, mas descobre que seu sêmen foi usado por engano. A mulher grávida é Anya, que perdeu a família e não abrirá mão do bebê. Ele executa o médico, exige o herdeiro e, diante da recusa dela, decide: se ela quer o filho, será sua esposa. --- 📕 História 2 – Maksim & Antonella Fugindo do marido mafioso, Antonella chega a Moscou com a filha doente. Sem opções, vira garota de programa e conhece Maksim, o Don russo, que a reivindica. Quando o ex descobre seu paradeiro, declara guerra. Agora, ela está entre dois homens dispostos a possuí-la.
Leer másAlessiaA estrada começou a subir pouco depois de deixarmos Moscou para trás. As árvores ficaram mais fechadas, o ar mais frio e limpo, e as montanhas surgiram no horizonte como uma muralha silenciosa. Era estranho como aquele lugar parecia existir fora do mundo que a gente vivia. Sem buzinas, sem sirenes, sem a tensão constante grudada na pele.Quando o carro parou, eu desci devagar e respirei fundo. O cheiro de pinho e terra úmida tomou meus pulmões. À frente, uma clareira se abria entre as árvores, com um campo irregular, pedras grandes espalhadas e uma vista absurda das montanhas ao fundo.Lorena foi a primeira a correr, o casaco grosso balançando no corpo pequeno.— Mamãe, olha! Dá pra fazer um castelo aqui! — ela disse, apontando para um monte de pedras empilhadas naturalmente.Antonella sorriu no mesmo instante. Ajoelhou perto da filha, ajeitou o gorro dela e segurou sua mão com cuidado.Maksim e Lev vinham logo atrás, carregando mochilas, mantas e caixas térmicas.— Eu realmen
OlegAnya, Areta e Lev saíram para caminhar pela região histórica da cidade, perto do lago. Eu até pensei em ir com eles, mas quando percebi que Alessia disse que não estava animada, resolvi ficar.Ela subiu para o quarto, e eu permaneci na sala, fingindo responder e-mails do escritório. Na verdade, precisava apenas de uma desculpa para continuar ali. Cerca de uma hora depois, Maksim começou a me enviar mensagens, perguntando por que eu ainda não tinha aparecido com o resto do grupo. Respondi que estava resolvendo assuntos pendentes.Alessia não havia descido para almoçar. Aquilo começou a me incomodar.Subi as escadas e bati levemente na porta do quarto.Alessia:— Pode entrar.Entrei devagar. Ela estava sentada na cama, com uma expressão cansada, distante. Não tínhamos intimidade suficiente para uma abordagem direta, então escolhi as palavras com cuidado.Oleg:— Você não desceu para almoçar. Fiquei um pouco preocupado. Sei que a casa não tem nada pronto, mas pensei que poderíamos s
AntonellaEu estava nervosa por causa da consulta de Lorena.Mesmo depois de tudo o que ela tinha passado, o medo ainda apertava meu peito. O médico que a atenderia ali não era o mesmo de Moscou, e isso me deixava inquieta. Problemas no coração nunca são simples, e cada nova consulta parecia um teste para o meu emocional.Eu descia a escada com Lorena no colo quando comecei a ouvir gargalhadas vindas da cozinha. Reconheci a voz de Maksim imediatamente. Por um instante, pensei que ainda estivesse sonolenta, mas quando cheguei mais perto e vi a cena — Anya ameaçando os homens com uma colher de pau enquanto eles riam como crianças — um sorriso escapou de mim sem perceber.Depois da confusão matinal, sentamos todos para tomar café. O clima estava leve, quase estranho depois de tantos dias de tensão.Alguns minutos depois, Alessia desceu acompanhada de Areta. Percebi na hora que Alessia estava abatida, os olhos inchados, como se tivesse chorado, mas preferi não comentar.Alessia:— Bom dia
MaksimDepois de repetir todas as instruções para Ivan mais de uma vez, finalmente consegui entrar no carro e seguir viagem para fora de Moscou. O caminho foi silencioso. Não havia assunto que rendesse depois de horas de estrada, e eu não tinha a menor vontade de conversar.Chegamos ainda cedo. Cedo o suficiente para eu acreditar, ingenuamente, que ninguém estaria acordado.Assim que coloquei o pé na cozinha, percebi o erro.Anya estava ali, concentrada, preparando o café. O detalhe impossível de ignorar era o rosto completamente coberto por um creme branco. Por um segundo, achei que tivesse entrado na casa errada.— Porra… — soltei no susto. — Quer me matar do coração?Ela virou o rosto devagar, a colher de pau firme na mão.Anya:— Você nunca viu uma mulher cuidando da pele, Maksim? Nem bom dia dá e já começa gritando. Estou preparando o café da menina, que tem médico daqui a pouco, e você entra feito um animal.Passei a mão no rosto.Maksim:— Bom dia… desculpa. Foi susto.Anya:—
MaksimEu já estava na base, conversando com Oleg e Lev, quando a ausência de Antonella começou a me incomodar mais do que eu gostaria de admitir. Pensei, por alguns segundos, em mandar buscá-las de volta. Mas descartei a ideia rapidamente. Minha mãe falaria sem parar, e, no fundo, eu sabia que era melhor deixá-las passar o fim de semana fora de Moscou.Ainda assim, ficar ali parado não me agradava.Foi então que a ideia surgiu, simples e impulsiva.— E se a gente aparecer lá de surpresa? — falei, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.Lev me olhou com uma mistura de surpresa e incredulidade.Lev:— Então deixa eu ver se entendi. Você está dando folga para todo mundo, ninguém trabalha, e a gente simplesmente sai de Moscou?Assenti.Maksim:— Exatamente. Deixamos Ivan responsável pela base. Ele segura tudo. Os eventos seguem normalmente, nada muda. Ele me envia os relatórios, o contador continua aqui, e qualquer coisa fora do lugar chega até mim. Se precisar, resolvo depois.Lev so
AlessiaAs mulheres estavam lá embaixo conversando, rindo baixo de alguma coisa que eu nem tentei entender. O som vinha abafado, distante, como se eu estivesse submersa. Minha cabeça não estava ali. Não estava em lugar nenhum.Desde que Antonella comentou que Maskim começaria a ajudar a gente, uma pergunta martelava na minha mente:Eu ainda queria continuar naquela vida?Pensei muito. Pensei demais.E a resposta, quando veio, foi clara e definitiva.Não.Eu não queria mais ser aquela mulher.Não queria mais entrar numa boate fingindo que estava no controle quando, na verdade, nunca estive. Não queria mais sorrir para homens que me olhavam como se eu fosse um produto. Não queria mais sair de madrugada com o corpo cansado e a alma vazia.Mas o medo sempre falava mais alto.E se ele não ajudasse de verdade?E se eu largasse tudo e depois não tivesse como sustentar a mim mesma e à minha mãe?Por isso continuei indo à boate, mesmo contra a minha vontade. Continuei fingindo que ainda perten
Último capítulo