Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla foi prometida a um noivo poderoso. Mas o homem que ela nunca deveria amar… é o único que a vê. Marjorie sempre soube que sua vida não lhe pertencia. Controlada pela mãe, pressionada por um casamento arranjado e cercada de limitações, ela cresceu acreditando que liberdade era um luxo que jamais teria. Até Apolo. O seu melhor amigo — perigoso, influente, imprevisível — sempre foi um homem proibido. Mas também o único que a protege, que a entende, que enxerga quem ela realmente é por trás das regras e obrigações. Quando Marjorie é enviada para um fim de semana “de faxina”, ela não imagina que Apolo está armando sua liberdade… e a dela própria. Entre hotéis luxuosos, batidas de morango, músicas lentas e um desejo que os dois escondem há anos, tudo explode. Agora, Marjorie precisa escolher: A segurança de um casamento arranjado… ou o perigo viciante de um homem que arriscaria tudo por ela. Mas cada escolha tem um preço. E às vezes, a tentação custa mais do que o coração pode pagar. O que ninguém sabe é que Bruno, o coroa sedutor pra quem Marjorie foi prometida, não é um simples empresário charmoso, mas um membro da máfia francesa, e a compra de Marjorie faz parte de um plano macabro para ele se tornar o chefe da família! Nesse triângulo amoroso, Marjorie conhece o céu e o inferno, descobre como funciona a máfia e o plano por trás do plano, que pode significar a vida ou o fim da dinastia Morelli.
Ler maisNarrado por Marjorie
Enquanto ia passando o cinto de segurança, tentava entender qual o grau de interesse do noivo, para ir me buscar na casa de outro homem para ser rejeitado pessoalmente? E não era qualquer homem! Ele veio até a casa de Apolo, depois do escândalo onde fiquei exposta em rede nacional. Do jeito que minha mãe falou, deu a entender que o coroa só queria uma novinha, e eu fui escolhida aleatoriamente. Mas não. Essa insistência, mesmo depois de eu dizer várias vezes que não aceito o acordo, parece bem específico o desejo do moço ao meu lado em minha pessoa. Olhei de canto de olho pra ele, e não foi difícil entender porque meu corpo reagiu com tanta volúpia: Bruno era sim mais velho, mas muito bem apessoado, boca carnuda e um cheiro, meu Deus, que gritava “me experimenta”. Não é à toa que quando ele tocou minha mão para se apresentar, parece que tomei um choque, tamanha a eletricidade. Queria entender também porque dessa atração desmedida por uma pessoa que eu repúdio. Eu não sou assim. Sempre fui muito centrada em meus estudos e nunca dei muita atenção para os homens. Apolo é meu amor de adolescência e eu nem sabia que desejava tanto ele, até tudo acontecer, dois dias atrás! Dois dias. Puxa, só fazem dois dias que eu me entreguei para o amor da minha vida, vi tudo desmoronar, e agora estou com meu noivo ao meu lado, que faz minha intimidade pulsar só de sentir o cheiro dele, e mesmo que eu não saiba como vou resolver essa situação, onde estou em dúvidas entre dois homens lindos, poderosos e gostosos, preciso me concentrar na missão que tenho pra esse momento: segurar a barra do meu amigo por ter perdido o pai. Percebi que estava encarando o noivo quando vi um sorriso de lado, e aquilo fez meu coração parecer uma escola de samba. Com medo de ele ouvir as batidas aceleradas, que me faziam sentir meu coração na garganta, levantei o queixo e perguntei: — Porque está me encarando e não prestando atenção ao volante? E o que traz esse sorrisinho na sua cara? — Você sabia que é uma menina muito fácil de ser lida, Marjorie? — Você está me avaliando? Já não tinha avaliado a mercadoria antes? — Não estou te avaliando, estou lendo. Você simplesmente começou a me encarar, revirar os olhos e morder os lábios. Não precisa ser um gênio e nenhum don Juan pra entender que você teve pensamentos impróprios comigo. E não, você não é uma mercadoria, Marjorie. Vamos ter bastante tempo para conversarmos no caminho até a zona sul, e você vai ver que não sou esse demônio que você está pintando em sua cabeça, mas considere admitir que minha figura te agradou. — Convencido! Só em seus sonhos de velho tarado. Se enxerga, você é um coroa, quase cinquentão, devia era estar jogando xadrez na praça com os outros tiozinhos, não comprando estudantes para a sua cama. Bruno puxou o freio de mão, e passou as costas dos dedos em meu rosto. Aquilo me deixou com as pernas parecendo gelatina. Fechei os olhos, esperando que ele me beijasse, desejando que ele me beijasse, da forma lascívia como eu tinha imaginado que ele faria, mas apenas ouvi ele me respondendo: — Se não estivéssemos na porta da sua casa, com tempo contado para sairmos, eu iria te mostrar que faço coisas muito mais interessantes que jogar xadrez, Marjorie. E te provar que o coroa aqui dá conta de estudantes! Conforme ele ia falando, com uma voz melodiosa e sedutora, e os dedos dele queimando como brasa em minha pele, eu ia imaginando ele fazendo esse carinho lá embaixo, enquanto falava com essa voz gostosa em meu ouvido, bem perto. Conseguia até imaginar o calor dos lábios dele perto demais e… — Mas temos compromisso e eu não estou aqui para seduzir universitárias. Se apresse para chegarmos em tempo ao funeral. Saí do carro sem ter certeza que conseguiria sustentar as pernas, enquanto pensava o que estava acontecendo comigo? Eu sempre fui apaixonada por Apolo, certo? Certo! Decidi me entregar para fugir do noivo que me comprou da minha mãe, certo? Certo. Foi lindo, foi intenso, foi mágico e apesar de tudo, apenas fortificou o laço que tenho com Apolo há muito tempo, e nunca quis aceitar. Então, porque estou me derretendo desse jeito para um homem horrível daquele? Porque gostaria que ele me tocasse ainda mais do que ele me tocou? E se fosse honesta, ele só me tocou duas vezes, de forma bem inocente e não teve nada de horrível. Eu que estava somatizando tudo e criei em minha cabeça alguém tão cruel e pervertido como minha mãe, que teve coragem de me vender para um homem trinta anos mais velho. Quando adentrei a porta de casa, achei melhor novamente guardar esses pensamentos libidinosos para um outro momento. Agora era hora de ser amiga, mais do que amante, de Apolo.POV de CaioUm mês depois da invasão, eu já tinha feito todas as mudanças necessárias na segurança da família. Foi muito trabalho, muita dificuldade, e quase não tive tempo de ir ficar com o Yago na casa do Pablo. Estava com saudade do meu sobrinho, mas precisava confessar que estava sentindo falta daquela ruivinha também.Marjorie achou melhor que, até que tudo voltasse à normalidade, Yago e Joyce ficassem na casa do Pablo com as outras crianças. Elas começaram o último trimestre do ano letivo na faculdade. Para Beatriz, aquele seria o final e ela estaria formada; Joyce ainda teria um longo caminho a percorrer.Eu decidi que estava pronto para contar tudo à Beatriz. Já não a via mais como aquela menina doce e fraca. O ataque serviu para me fazer resolver as coisas comigo mesmo. Senti que precisava parar com tanto drama. Eu já me aceitava — se ela não me aceitasse, era um direito dela.Quando Joyce voltou para casa, e consequentemente Beatriz a acompanhou f
POV CaioDepois da invasão, Marjorie fez uma reunião com os irmãos, Apolo e Bruno, Beatriz e Pablo. Eu fiquei em silêncio, observando, como sempre fazia quando ela assumia o controle.— Nós precisamos nos mudar, nosso local secreto foi descoberto mesmo com toda discrição e cuidado que usamos todo esse tempo.— Não acho que seja uma boa ideia nos mudarmos.— Apolo, você está aqui como meu marido e pai do meu filho. Você não tem nada a ver com os assuntos da máfia, mas é um estrategista e sabe que nossa segurança está comprometida. Deveria ser o primeiro a me apoiar!— Sou obrigado a concordar com o Apolo, Marjorie. Mudar não é uma opção. Apolo, pode argumentar.Apolo respirou fundo antes de começar. Conhecia aquele tom. Era o mesmo que ele usava quando sabia que ia dizer algo que ninguém queria ouvir.— Quando a máfia francesa invadiu a sede da minha organização e matou meu pai, eu pensei nessa possibilidade, até porque a mídia fez um grande estardalhaço c
POV de Beatriz Achei melhor parar de sonhar acordada e prestar atenção na minha parte da tortura. Depois que Caio me convenceu de que ver o que ele estava fazendo era normal, eu perguntei:— Você disse que fazia isso com eles por dois motivos. Qual o segundo?— Tortura psicológica e essa é sua parte na brincadeira.Caio apontou pra Alberto, que desmaiou quando o viu esmagando o primeiro coração.Rapidamente eu entendi. Orientada por Caio, acordei Alberto e, vez ou outra, dava coronhadas na boca dele, incentivada por Caio que, enquanto trabalhava nos primeiros dezesseis homens, me lembrava do quanto ele foi cruel invadindo a casa, arriscando o Yago estar lá. E dizia que, mesmo que ele não fizesse mal ao menino, e se ele conseguisse sair ileso fisicamente do ataque, quais traumas poderia levar pra vida ao ver a mãe, os tios e um dos pais ou talvez os dois serem executados.Demorei pra perceber que Caio estava mexendo com o meu psicológico também. Mas não liguei. Entendia que tinha me
POV de Beatriz Saí no corredor e, como previ, o homem que estava fiscalizando o corredor chamou aquele sujeito estranho que substituiu o desavisado. Alberto, lembrei do nome dele.Fiz a sonsa o tempo todo, mas foi difícil me controlar para não quebrar o pescoço dele quando ele meteu a mão entre minhas pernas. Em vez disso, arranhei o rosto dele como qualquer mulher faria. Tomei um tapa na cara e senti o gosto de sangue na boca. Registrei mentalmente que faria aquele filho da puta pagar por isso.Minhas mãos estavam amarradas para trás com enforca-gato, exatamente como imaginei que fariam. Tão previsíveis que nem acreditava que tiveram a ousadia de invadir o QG de Marjorie. Mantive a farsa até ser levada até Caio e ter certeza de que ele tinha tudo sob controle. Dei um toque que ele entendeu, e estava tudo pronto para finalizarmos a ação juntos.Enquanto Alberto se preocupava em ameaçar Caio, pressionei o dedão contra o canivete que eu tinha posicionado com
POV de CaioSaí do escritório de Marjorie já pronto pra ação. O ataque podia acontecer a qualquer momento, e agradeci mentalmente a Beatriz por ter me alertado. Ia me recriminar por não ter percebido antes somente depois, mas agora precisava focar: alertar Joyce e Marjorie, conforme havíamos combinado para um caso de ataque coordenado.Lembro que, quando falei com Marjorie sobre isso, ela disse pra eu parar de assistir filmes. No Brasil essas coisas não aconteciam. Eu insisti, lembrando que ela era uma regente da máfia francesa agora, e que eu e Bruno tínhamos todo o treinamento necessário para orientá-la.Ela acabou permitindo que eu planejasse cada emergência, colocando paredes falsas em seu escritório e outra no quarto de Yago. Usei tecnologia americana de alto padrão e caríssima, tudo com extremo cuidado. Expliquei a ela porque havíamos usado mão de obra oriental — China, Japão e Índia.— Não temos negócios em nenhum desses países. Esses profissionais dificilmente seriam encontrad
POV de Beatriz Quando entrei, Caio estava sozinho na mesa de Marjorie. Bati, ele mandou entrar e continuou de cabeça baixa, analisando alguns papéis. Aproveitei aquele segundo de distração para observá-lo. Como era lindo.Usava calça jeans, tênis brancos e uma camiseta machão azul-bebê que deixava os braços tatuados à mostra. Sempre achei sexy o fato de ele ter os dois braços fechados de tatuagens.Perdi completamente o foco observando os músculos dele e mordi os lábios. Ele pigarreou para chamar minha atenção, e eu corei violentamente ao perceber que estava praticamente babando no tanquinho dele — e ele viu.— Desculpe. Achei que Marjorie estivesse aqui.— Não. Marjorie e Apolo aproveitaram que Bruno viajou e tiraram o dia de folga pra passear com o filho.Um alerta gigante acendeu na minha cabeça.— Bruno viajou? Quando, pra onde, por quê?— Sim. Há alguns dias estão monitorando uma atividade suspeita, e temos um negócio muito grande pra estourar em alguns dias. Bruno e o conselho
Último capítulo