Mundo ficciónIniciar sesiónTodos chamam Dante Moretti de "O Rei da Noite" — o homem que controla o tráfico de armas, a extorsão e os segredos mais valiosos da máfia. Seu rosto é desconhecido, presença sua, um mistério. Ele fala, ordena e sentenciou usando apenas os olhos refinados sob sua máscara de couro negro. Mas tudo muda quando Elena Vasquez , uma mulher com seu próprio passado sombrio, cruza seu caminho. Ela não teme Dante, e, pela primeira vez, alguém consegue enxergar além da máscara e da crueldade. O que começa como um jogo de poder se transforma em algo muito mais perigoso: uma paixão proibida que pode mudar tudo. Agora, entre o desejo e a vingança, entre a lealdade e o amor, Dante precisa decidir se remove a máscara ou permanece na escuridão. Mas há algo que ele esqueceu: no mundo da máfia, segredos custam caro...
Leer másO sol invadia o quarto 305 do hospital através da enorme janela de vidro, tingindo o ambiente de tons dourados e quentes. As cortinas brancas balançavam levemente com a brisa que escapava do ar-condicionado, e os equipamentos emitiam bipes ritmados como se marcassem o compasso do coração de alguém apaixonado.Firmino estava recostado na cama, a camisa azul claro aberta até o meio do peito e o cabelo escuro um pouco bagunçado, revelando o charme descuidado que parecia intencional. Ele segurava um copo de suco como se fosse um drinque de bar, e girava o canudo distraidamente com um sorriso preguiçoso.Foi quando Lorena entrou, segurando uma prancheta e usando o jaleco branco levemente justo no corpo. Seu coque bagunçado parecia ter sido feito às pressas, mas de forma encantadora. Ela usava tênis brancos, discretos, e o estetoscópio pendia em volta do pescoço como um colar de poder. Os olhos verdes encontraram os dele — e ali se formou o primeiro flerte silencioso do dia.— Chegou a hora
O carro preto cruzou os portões de ferro como um fantasma na escuridão. As rodas deslizaram suavemente pela estrada de paralelepípedos até parar diante da escadaria principal da mansão.Dante saiu primeiro. A máscara ainda cobria seu rosto, ocultando qualquer expressão. Dimitri desceu logo atrás, segurando a pasta com o acordo recém-assinado. Um dos homens da segurança se aproximou para receber o documento, e Dante fez um leve aceno de cabeça, autorizando-o a guardar com segurança nos cofres do escritório.Dante atravessou o hall principal em silêncio, ignorando os olhares curiosos dos empregados, os vestígios da movimentação intensa do dia anterior ainda espalhados pelo chão de mármore. Subiu as escadas devagar, como se cada degrau o aproximasse não apenas do quarto — mas de uma nova vida.A maçaneta girou devagar. Dante entrou.A luz do abajur ao lado da cama estava acesa, bem fraca, criando uma penumbra quente no ambiente. No centro da cama, Elena dormia profundamente, vestida com
O carro negro cortava a estrada sinuosa como um predador em silêncio. O mar ao longe rugia contra as pedras, sob um céu pesado, enquanto o sol se escondia atrás de nuvens escuras. Dentro do veículo, Dante observava a paisagem com os olhos cerrados, o maxilar travado e a respiração contida.À sua direita, Dimitri falava ao telefone em italiano com alguém da equipe de vigilância posicionada próximo ao esconderijo de Alejandro.— Confirmaram o local. A casa é grande, isolada, com uma pequena enseada aos fundos. Há dois cuidadores com ele e um segurança armado. Ele ainda está debilitado, mas consciente. — Dimitri virou-se, trocando um olhar rápido com Dante. — Quer que eu entre com o time?Dante negou com um gesto seco.— Eu vou entrar. Sozinho.Dimitri arqueou uma sobrancelha.— Dante...— Se esse filho da puta ainda respira, ele vai me ouvir. Pela última vez.O carro avançou por uma estrada de terra, cercada por pinheiros altos e úmidos. Um pouco mais adiante, o cheiro salgado do mar fi
O céu clareava lentamente sobre a propriedade, tingindo o horizonte com tons suaves de dourado e azul. Mas, apesar da calmaria aparente, a mansão seguia em constante movimento. Homens armados circulavam pelos jardins, caminhões descarregavam estruturas discretas para uma cerimônia improvisada e Mag, com uma prancheta em mãos, gritava ordens como uma general em campo de batalha.Dentro da mansão, no andar superior, Elena acordou envolta nos braços de Dante. Estavam no quarto dele — ou melhor, deles, agora. Ela ainda sentia os lábios dele em sua pele, os toques da noite anterior, a forma como ele a explorou com devoção e intensidade. Foi como se ambos tivessem libertado tudo o que sentiam em um só momento. Um amor urgente, bruto e cheio de cicatrizes, mas verdadeiro.Dante ainda dormia, o braço pesado ao redor da cintura dela, enfaixado ainda, pelo tiro de raspão de tomara na batalha contra Alejandro. A expressão mais leve do que ela jamais o vira. Elena ficou ali por alguns minutos, ob
A estrada até a mansão foi longa e silenciosa. Ariana dormia profundamente, o rostinho escondido contra o peito de Dante, enquanto uma das mãos permanecia repousada sobre o joelho de Elena.Ela, por sua vez, observava as duas figuras com o coração apertado. Ainda sentia o cheiro do lugar de onde haviam fugido, ainda ouvia a voz da velha dizendo que tinham aumentado o valor do resgate. Mas agora estavam com Dante. E, por mais confuso que tudo fosse, com ele... ela se sentia segura.O carro contornou o portão principal da propriedade e o cenário que surgiu diante dos faróis fez Dante estreitar os olhos.O gramado estava tomado por caixas, estruturas metálicas desmontadas, cabos, refletores e uma equipe de pelo menos trinta pessoas, algumas com pranchetas, outras segurando arranjos florais completamente encharcados.Ao descer do carro, ainda com Ariana nos braços, Dante parou por um segundo, absorvendo a cena.No meio do caos, Mag gritava com uma mulher loira de coque apertado e terninh
O tiroteio havia cessado. O som da última rajada ainda ecoava fraco ao longe, misturado aos estalos dos carros carbonizados e ao gotejar ritmado da chuva que voltava a cair.Dante, ainda usando sua máscara preta, permanecia imóvel diante do único homem que sobrevivera ao confronto. Seus homens o mantinham de joelhos na lama, os pulsos amarrados com uma fita de nylon e o rosto inchado por conta das pancadas.O capanga erguia os olhos lentamente, encarando a figura à sua frente com um misto de pavor e fascínio. O reflexo dos faróis nos olhos escuros por trás da máscara dava a Dante um aspecto quase sobrenatural.— Você é ele… — o homem murmurou, cuspindo sangue e tentando ajeitar a coluna, apesar da dor que irradiava das costelas. — O tal Dom… o mascarado…Dante não respondeu de imediato. Apenas se agachou lentamente diante dele, o rosto coberto permanecendo a poucos centímetros do rosto do capanga, o silêncio pesando como um aviso.— Se sabe quem eu sou, então já sabe o que acontece co
Último capítulo