Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla nunca deveria ter sido sua esposa. Ele nunca deveria tê-la tocado. Um casamento arranjado, uma mentira cruel e um pacto de sangue selaram o destino de Angelina Harrington, a filha adotiva esquecida e marcada pelas cicatrizes do passado. Jogada nos braços de Nikolai Volkov, o temido Dom da máfia russa, ela descobre que não existe escapatória — apenas a dor de ser odiada por um homem que jura que ela é cúmplice da traição que o amarrou a ela. Frio. Cruel. Impiedoso. Nikolai transformou sua vida em um inferno, mas quanto mais tenta destruí-la, mais se vê aprisionado pela força e pela inocência daquela que deveria ser apenas sua punição. Entre ódio e desejo, vingança e paixão, uma guerra começa: Ele promete quebrá-la. Ela promete não se render. Mas quando segredos vêm à tona e o sangue da máfia exige sacrifícios, só uma pergunta importa: o ódio será mais forte que o amor? Avisos de Conteúdo: Leitura +18: contém cenas explícitas de sexo, violência e linguagem imprópria. Dark Romance: relacionamento intenso, tóxico e de poder desigual. Gatilhos sensíveis: coerção, abuso psicológico, violência física e emocional, traumas, vingança, perda e luto. Não recomendado para leitores que buscam histórias leves ou romances convencionais.
Ler maisNIKOLAI VOLKOV O que eu não esperava, porém era o que Dimitri falaria a seguir, me olhando nos olhos ele falou: — O que você não sabe, Nikolai, é quem foi o traidor. Ou melhor, a traidora que forjou essas fotos. Minha sobrancelha se contraiu. Algo dentro de mim gelou. Dimitri me encarou, sem hesitar. — Rosana Kozlov. Meu coração disparou. Ouvi o sangue latejar nos meus ouvidos. Rosana? A secretária do meu pai? Uma trepada casual. A mulher que trabalhava para nós há anos. A mesma que semanas atrás jurou lealdade, que se dizia preocupada, que vinha com conversas sobre os "olhares" de Angeline para os seguranças. — Como essa vadia fez isso? — a pergunta saiu num rosnado, meus punhos cerrados, minhas unhas cravadas na palma das mãos. Dimitri não pestanejou. Abriu uma pasta escura e começou a dispor as evidências sobre a mesinha ao lado da cama de Angeline: prints de transações bancárias, gravações de áudio, cópias de e-mails, fotos dos encontros de Rosana com um homem que eu reco
NIKOLAI VOLKOV O carro cortava a noite em velocidade absurda, as luzes da cidade borradas além dos vidros. Eu não via nada além do rosto pálido de Angeline contra meu peito, seus lábios quase transparentes, a respiração tão fraca que mal movia o peito.De repente, seu corpo amoleceu completamente.— Angeline? — chamei, apertando-a contra mim. — Angeline!Ela não respondeu. Seus olhos estavam fechados, sua pele fria.— Ela está morta?! — gritei, a voz rouca de pavor, os olhos fixos no médico que estava no banco da frente.Petrov virou-se rapidamente, estendeu a mão e tocou o pescoço dela, procurando o pulso. Segundos que se alongaram como horas.— Ela está viva — ele respondeu, sua voz tensa mas firme. — Mas o estado é gravíssimo, Pakhan. Precisamos chegar logo.Olhei para a barriga dela. Os gêmeos, que antes se mexiam sem parar, que chutavam e se reviravam dentro dela… agora estavam imóveis.— E as crianças? — minha voz saiu um fio. — Por que não se mexem mais?!— O líquido amniótico
NIKOLAI VOLKOV Eu não sabia de nada do que estava acontecendo na mansão. Minha mente estava tomada pela guerra, pelos tiros, pelos relatórios de perdas e ganhos. O porto norte estava sendo massacrado, e eu estava ali, no meio do fogo cruzado, tentando salvar o que era meu — o império que construí com sangue e suor.Dimitri, porém, já sabia. E há horas tentava entrar em contato comigo para me contar tudo. Foram várias ligações perdidas. Várias mensagens ignoradas. O caos da batalha me impedia de atender.Foi quando ele desligou para tentar outra vez que um dos seus soldados mais importantes o chamou.— Dimitri, estamos sendo massacrados no porto norte! Precisamos de você!— Mas o que está acontecendo? Eu…— Uma guerra em vários pontos dos nossos carregamentos! O Pakhan está muito ocupado. Precisamos de você… e…— Maldição! Estou indo para lá! — Dimitri respondeu, a voz firme. — Acione os soldados da área 5, 6 e a 9. Quero todos armados até os dentes. O que é nosso, ninguém tira.Ele t
DMITRI MACALISTER Comecei a abrir a maleta. Dentro, uma coleção de instrumentos que não eram médicos, mas eram tão cirúrgicos quanto. Ela olhou, e o pouco sangue que restava em seu rosto sumiu.— A senhorita aproveitou o momento certo para agir. Deu alguma droga para a senhora Volkov. Deixou ela vulnerável. E montou essa encenação.Ela negava desesperadamente.— Não! Eu não fiz isso! Eu não…— Calada!Retirei a primeira ferramenta. Pequena, pontiaguda. Ela gritou antes mesmo de eu tocar nela.— Vai falar a verdade?— Eu… eu fiz isso sim — confessou, entre lágrimas. — Mas não foi por dinheiro. Eu odeio Angeline. Ela roubou Nikolai de mim. Ele nunca me olhou como mulher, nunca… e ela apareceu, deformada, estragada, e ele a transformou nessa… nessa…— Cuide da sua língua antes que eu a corte — rosnei. Quero a verdade sua maldita! Quem te pagou foi Alexei Chernov não foi? — disse apontando o objeto para os seus olhos.Ela gritou novamente, e fechando os olhos, soluçou e continuou se tre
Último capítulo