Narrado por Catarina Smirnova
O quarto estava mergulhado em penumbra, mas dentro de mim só existia tempestade.
Andava de um lado para o outro, os saltos ecoando no piso de mármore como tiros abafados. A cabeça latejava, o coração parecia querer explodir no peito. Dmitri Volkov havia me humilhado. Na frente de todos. Na frente dos médicos, dos seguranças, do mundo.
Minhas mãos tremiam, e o gosto metálico da raiva queimava a minha boca. Ele não apenas terminou comigo, ele me descartou como se eu