Mundo ficciónIniciar sesiónEla Sequestrou o Homem Errado Tudo o que Valentina Costa queria era vingança. Cada passo, cada detalhe, foi calculado para capturar o empresário corrupto que destruiu sua família. Mas um único erro muda o rumo de tudo. O homem que acaba nas mãos dela não é o alvo… é Dominic Ferraz — um CEO poderoso, misterioso e muito mais perigoso do que ela imaginava. Dominic não se intimida. Amarrado, ele encara a situação como um jogo… e decide virar as regras a seu favor. Com um olhar que desnuda, palavras afiadas e a calma letal de um predador, ele transforma o sequestro em um duelo de vontades. Entre mentiras, atração e segredos sombrios, Valentina e Dominic mergulham em um perigoso jogo de poder e sedução. Porque ele também tem inimigos — e talvez ela seja a peça que faltava para vencê-los. Ela queria justiça. Ele queria controle. Mas nenhum dos dois esperava se perder no meio.
Leer másA reunião havia terminado há algumas horas, mas o clima na mansão continuava pesado. Homens circulavam pelos corredores. Ordens eram dadas. Planos eram traçados. E, pela primeira vez desde a morte de Dominic, Valentina parecia ter assumido completamente o comando. Mariana observava tudo da varanda do segundo andar. A vista era bonita. Mas não era aquilo que prendia sua atenção. Era o homem parado no jardim. Victor. Ele conversava com alguns seguranças enquanto analisava documentos em um tablet. Sempre sério. Sempre atento. Sempre trabalhando. Mariana suspirou. — Você está encarando ele de novo. A voz de Gisele surgiu atrás dela. Mariana quase se assustou. — Eu não estava encarando. — Estava sim. Gisele sorriu. — E ele também olha. Mariana revirou os olhos. — Impossível. — Claro. — Ele nem gosta de mim. — Isso explica porque quase arrancou a cabeça de um segurança ontem quando você saiu sem avisar. Mariana ficou em silêncio. Gisele apenas sorriu e foi embor
Valentina entrou no carro sem dizer uma palavra. O silêncio dentro do veículo era pesado, quase sufocante. Rafael entrou logo atrás, ocupando o banco ao lado dela, enquanto Gisele assumia o lugar da frente.Por alguns segundos, ninguém falou.A cidade passava pela janela, mas Valentina mal percebia.A dor continuava ali.Presente.Viva.Mas agora ela tinha um lugar diferente dentro dela.Não era mais luto.Era combustível.— Marque uma reunião. — disse por fim.Rafael virou o rosto.— Com quem?— Todos os chefes dos territórios.O olhar dela permaneceu fixo à frente.— Algumas coisas vão mudar a partir de agora.Rafael assentiu imediatamente.— Será feito.Os dois dias seguintes passaram como um borrão.Valentina quase não dormiu.Passava horas trancada no escritório, cercada por documentos, mapas, relatórios e nomes. A cada informação recebida, uma nova peça era encaixada naquele tabuleiro que agora pertencia a ela.Na segunda noite, o escritório permanecia iluminado apenas pelas luz
O carro atravessava a cidade em silêncio enquanto as luzes noturnas refletiam nos vidros escuros. Do lado de fora, a Itália continuava viva — pessoas andando pelas ruas, bares abertos, buzinas ao longe — como se o mundo não tivesse acabado algumas horas antes. Mas, para Valentina… tinha acabado. Ela permanecia no banco traseiro ao lado de Gisele, o olhar perdido pela janela enquanto o corpo finalmente começava a sentir o peso de tudo que tinha acontecido naquela noite. Daniel. A explosão. O sangue. Dominic. O nome dele parecia ecoar dentro dela sem parar. Então, depois de longos minutos em silêncio, Valentina finalmente falou: — Me leva pra cobertura dele. Gisele virou imediatamente o rosto. — Senhora… talvez seja melhor voltar pra mansão. — Não foi um pedido. A voz saiu baixa. Cansada. Mas firme o suficiente para encerrar qualquer discussão. Gisele permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de assentir para o motorista. O carro mudou de direção. Durante o res
O galpão 72 permanecia mergulhado em escuridão e cheiro de ferrugem quando Valentina entrou. O som dos passos dela ecoou lentamente pelo concreto, acompanhado apenas pelo barulho distante de correntes balançando e da respiração pesada de Daniel. Ele estava preso no centro do galpão. As mãos algemadas acima da cabeça, presas a uma estrutura metálica antiga. O rosto coberto de sangue seco, os olhos inchados e parte da camisa rasgada depois da captura. Mesmo assim… ainda tentou erguer o olhar quando ela apareceu. Valentina caminhou devagar até parar alguns metros à frente dele. Impecável. Fria. Vestida de preto. Como se tivesse acabado de sair de um funeral. E talvez tivesse mesmo. Gisele permaneceu ao lado da entrada junto de Rafael e outros homens armados, mas ninguém ousava falar. Porque a atmosfera naquele lugar tinha mudado completamente desde a notícia da morte de Dominic. Daniel percebeu. Percebeu no olhar dela. Na postura. Na ausência absoluta de emo
Último capítulo