Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla Sequestrou o Homem Errado Tudo o que Valentina Costa queria era vingança. Cada passo, cada detalhe, foi calculado para capturar o empresário corrupto que destruiu sua família. Mas um único erro muda o rumo de tudo. O homem que acaba nas mãos dela não é o alvo… é Dominic Ferraz — um CEO poderoso, misterioso e muito mais perigoso do que ela imaginava. Dominic não se intimida. Amarrado, ele encara a situação como um jogo… e decide virar as regras a seu favor. Com um olhar que desnuda, palavras afiadas e a calma letal de um predador, ele transforma o sequestro em um duelo de vontades. Entre mentiras, atração e segredos sombrios, Valentina e Dominic mergulham em um perigoso jogo de poder e sedução. Porque ele também tem inimigos — e talvez ela seja a peça que faltava para vencê-los. Ela queria justiça. Ele queria controle. Mas nenhum dos dois esperava se perder no meio.
Ler maisO barulho da explosão ainda parecia ecoar dentro da cabeça de Valentina mesmo depois que tudo desabou ao redor dela. O mundo tinha virado fumaça. Fogo. Gritos. Metal retorcido. Ela mal conseguia ouvir a própria respiração. O corpo ainda estava no chão quando tentou levantar, completamente atordoada, sentindo os ouvidos apitarem enquanto a visão falhava entre clarões e sombras. A fumaça tomava o depósito rapidamente, deixando o ar pesado demais para respirar. Mas ela não se importava. Porque só havia uma coisa passando pela sua mente. Dominic. — Dominic… — a voz saiu fraca no começo, quase sem ar. Então ela correu. Ou tentou. Gisele a segurou antes. — NÃO! — gritou, prendendo Valentina pelos braços. — Senhora, não! Valentina se debateu imediatamente. Desesperada. Sem controle. — ME SOLTA! Outro estrondo ecoou dentro do depósito, fazendo parte da estrutura metálica ceder em algum lugar próximo. Faíscas caíam do teto enquanto homens armados corriam
O silêncio dentro do depósito ficou ainda mais pesado quando os dois homens da segurança de Valentina entraram armados, ocupando posições estratégicas sem tirar os olhos de Daniel. E foi exatamente naquele instante que ele perdeu o controle. O movimento foi rápido. Desesperado. Daniel puxou a arma da cintura e apontou diretamente para Valentina. — Você precisa me ouvir! — gritou, a respiração já descompassada. Mas Valentina não recuou. Não demonstrou medo. Pelo contrário. Deu um passo à frente. Calma. Fria. Como se a arma apontada para seu peito não significasse absolutamente nada. — Então abaixa a arma. — disse baixo. — Ou nós já não somos amigos? Daniel apertou ainda mais os dedos ao redor da pistola. Os olhos inquietos. Instáveis. — Manda eles saírem! Agora! Valentina deu mais um passo. Mais perto. Mais perigosa. — Ou o quê? Vai atirar? O olhar dela percorreu o rosto dele lentamente. Sem pena. Sem misericórdia. — Quero ver se você
A noite já tinha tomado conta da cidade quando Valentina saiu do helicóptero. O vento frio atravessou o tecido escuro do casaco enquanto ela caminhava até o carro sem diminuir os passos nem por um instante. Havia algo diferente nela naquela noite. Algo mais silencioso. Mais perigoso. Gisele percebeu. Os outros homens também. Mas ninguém ousou dizer nada. Porque o olhar de Valentina deixava claro que aquela não era uma missão comum. Era pessoal. O carro preto já aguardava com o motor ligado. Dois homens armados ocupavam a frente, atentos a qualquer movimento ao redor, enquanto Gisele abriu a porta traseira para Valentina entrar primeiro. — O perímetro já foi analisado — informou Gisele ao assumir o banco ao lado dela. — Pode ser uma armadilha. Valentina encarou a estrada escura através do vidro antes de responder. — Claro que é. A voz saiu calma demais. Fria demais. — Daniel nunca soube jogar limpo. Gisele permaneceu observando-a por alguns segundos. Havia r
Daniel não tinha apenas traído seu pai. Ele tinha vendido. Vendido por dinheiro. Por cem mil euros.Foi esse o preço do meu pai? O homem que sentava na mesa da sua casa. Que abraçava sua mãe. Que dizia proteger ela. Tinha colocado Joaquim Sousa diretamente nas mãos dos homens que o mataram. Valentina soltou uma risada baixa. Mas não havia humor nela. Só incredulidade. Nojo. Ela levou a mão até a boca por um segundo, fechando os olhos enquanto a memória do pai invadia sua mente sem pedir permissão. O sorriso dele. A voz. As promessas. A forma como morreu acreditando que estava indo para uma reunião camum. Sozinho… e traído por alguém que chamava de família. O peito dela subiu e desceu lentamente. Controlando. Segurando. Porque uma parte dela queria quebrar tudo naquele escritório. Mas a outra… a outra queria algo muito pior. A porta se abriu atrás dela. Gisele entrou sem fazer barulho, mas parou imediatamente ao perceber o clima diferente. Valentina ainda esta





Último capítulo