Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla Sequestrou o Homem Errado Tudo o que Valentina Costa queria era vingança. Cada passo, cada detalhe, foi calculado para capturar o empresário corrupto que destruiu sua família. Mas um único erro muda o rumo de tudo. O homem que acaba nas mãos dela não é o alvo… é Dominic Ferraz — um CEO poderoso, misterioso e muito mais perigoso do que ela imaginava. Dominic não se intimida. Amarrado, ele encara a situação como um jogo… e decide virar as regras a seu favor. Com um olhar que desnuda, palavras afiadas e a calma letal de um predador, ele transforma o sequestro em um duelo de vontades. Entre mentiras, atração e segredos sombrios, Valentina e Dominic mergulham em um perigoso jogo de poder e sedução. Porque ele também tem inimigos — e talvez ela seja a peça que faltava para vencê-los. Ela queria justiça. Ele queria controle. Mas nenhum dos dois esperava se perder no meio.
Ler maisO esconderijo de Marcelo parecia menor naquela noite. O ar estava mais denso, carregado de fumaça, suor e tensão. A lâmpada amarela no teto piscava com uma irregularidade irritante, como se o próprio lugar sentisse o desconforto do homem que o comandava. Marcelo andava de um lado para o outro, o copo de uísque intocado na mão grossa. Não bebia. Não fumava. Não se sentava. Sinais claros de que algo tinha saído do eixo. Theodoro permanecia encostado perto da mesa, postura rígida, atento. Conhecia aquele silêncio. Era o tipo que antecedia decisões perigosas. Marcelo parou de repente. — Precisamos da mercadoria dela. — disse, enfim, a voz baixa, carregada. — Como conseguimos… sem ela? Theodoro não respondeu de imediato. Escolheu as palavras com cuidado — coisa rara naquele lugar. — Não conseguimos, senhor. Marcelo virou o rosto devagar. O olhar era um aviso. — Explique. — Já seguimos Valentina. — continuou Theodoro. — Tentamos rastrear o fornecedor. Tentamos intermed
O celular vibrou sobre a mesa de mármore, quebrando o silêncio calculado do apartamento. Valentina não se apressou. Ergueu a xícara com dois dedos, deu um último gole no café já frio e a depositou no pires com precisão quase cerimonial. Só então pegou o celular. — Alô. — a voz saiu firme, calma demais para quem estava prestes a encarar um homem como Marcelo. Do outro lado da linha, Theodoro não perdeu tempo. — O encontro está marcado. — disse. — Hoje. Próximo ao horário. Eu te passo o endereço. Valentina apoiou o quadril na bancada, observando a própria imagem refletida no vidro da janela. A cidade pulsava lá embaixo, alheia à guerra que se armava nas sombras. — O grande Marcelo com medo? — provocou, sem esconder o desafio. Houve um breve silêncio do outro lado. Theodoro não era um homem fácil de calar, mas Valentina tinha esse efeito. Ela brincava com o perigo como quem já havia feito as pazes com ele. — Precaução, senhora. — respondeu por fim. — Nada além disso. Valentin
Às 6:30, o clima ainda era frio na zona industrial quando o carro preto parou diante do galpão. O segurança de confiança dela abriu a porta; o motorista permaneceu atento à retaguarda, olhos varrendo o entorno. Teodoro veio pessoalmente. Terno escuro, postura de quem sabe ser perigoso — e bonito o suficiente para usar isso como arma. — Buongiorno, Valentina. — ele cumprimentou em italiano, com um sorriso de canto. Ela respondeu na mesma língua, sem o sorriso. Depois olhou para o relógio. — Dois minutos atrasado. Firme. Sem dó. Teodoro arqueou a sobrancelha, divertido com a ousadia. — Posso verificar a carga? — Claro. Sem surpresas. — ela respondeu, cruzando os braços, postura ereta, rainha no próprio território. O motorista abriu o compartimento. Teodoro pegou um dos pacotes, cortou o lacre com a lâmina do canivete, perfurou levemente e encostou a ponta na língua. Os olhos dele brilharam. — È roba buona. — murmurou. (É coisa boa.) Valentina não se mov
No escritório. Victor estava ao lado da mesa, braços cruzados. — Ela não tem medo da morte, senhor. — disse ele. — Ou finge muito bem. Dominic girou o charuto entre os dedos, sem olhar para Victor. — Ela não tem medo da morte, — corrige. — E é por isso que ela é perigosa. Victor baixou o olhar. Sabia que aquilo não era uma crítica. Era… admiração disfarçada de alerta. ___ O telefone vibrava, mas não era o comum. Era o preto. O exclusivo. O dele. Valentina atendeu sem saudação. — Principessa. — A voz de Dominic veio baixa, grave, cortante. — Alguém está na sua cola. A espinha dela gelou de cálculo, não de medo. — Qual placa? — respondeu, já olhando pelos espelhos internos. Dominic disse devagar: — Carro preto. Final 4827. Dois homens. Um está com rádio, não celular. Pequena pausa. — O que quer fazer? Deixo você resolver… ou mando Victor resolver? Valentina segurou o volante com uma mão, o batom impecável refletindo no espelho. — Eu resolvo.
O silêncio no escritório parecia mais pesado do que o couro das poltronas ou o vidro espesso das janelas. Dominic estava revisando relatórios quando a porta abriu — sem batida, sem anúncio, sem permissão. Valentina entrou. Vestido justo, preto, daqueles que não pedem espaço, ocupam. Cabelo solto. Olhar de quem sabe exatamente onde pisa. Sem dizer nada, ela se sentou na cadeira diante dele. Cruzou as pernas devagar — um movimento preciso, calculado, que obrigava qualquer um a olhar. Dominic olhou. Não como um homem olha uma mulher. Mas como um jogador avalia outra peça que aprendeu a se mover sozinha. Só depois de alguns segundos de silêncio, Valentina falou: — Preciso sair da mansão. — A voz firme, sem hesitação. — Encobrir qualquer rastro que me ligue a você. Domínio não discutiu. Ele sabia. Se ela iria enfrentar Marcelo de frente, ela precisava desaparecer como Valentina Ferraz. Mesmo que esse nome nunca tivesse sido dito em voz alta. Ele apenas assenti
Uma notificação iluminou a tela escura do celular. +5.000.000,00 Conta: Instituto Privado Monteverdi (D.F.) Nenhuma mensagem acompanhava. Nenhuma explicação. Nenhuma ordem. Dominic falava assim: com dinheiro, território e silêncio. Valentina ficou olhando a tela por longos segundos, sentada à mesa da suíte que agora chamavam de “o quarto dela” na mansão. A xícara de café esfriava ao lado da mão, intocada. Cinco milhões. Cinco milhões que diziam: Agora é com você. Ela respirou fundo. — Muito bem, Ferraz. — sussurrou, apoiando o queixo sobre a mão. — Quer ver se eu afundo… ou se eu reino. Levantou-se. A cidade surgia além do vidro — prédios, fumaça, vida. Era estranho pensar que, há poucos meses, ela atravessava catracas de metrô correndo para bater ponto. Agora, era ela quem definia hora, lugar e quem sobrevivia ao dia. Valentina espalhou pastas sobre a mesa. Rotas de distribuição. Níveis de demanda. Pontos neutros. E o mapa da Zona Sul — t










Último capítulo