O despertador tocou às sete, estridente demais para uma manhã em que Valentina só queria continuar deitada. Abriu os olhos devagar, encarando o teto simples do apartamento. Tudo parecia igual: o abajur torto, os livros empilhados ao lado da cama, a chaleira esquecida na cozinha. Mas nada estava igual. O celular preto sobre a mesinha de cabeceira era a prova disso.
Respirou fundo, levantou-se e foi até o banheiro. A água fria ajudou a afastar o peso da noite anterior. Vestiu uma blusa clara, um