CAPÍTULO 30 — PERIGO É SENTIMENTO

Às 6:30, o clima ainda era frio na zona industrial quando o carro preto parou diante do galpão.

O segurança de confiança dela abriu a porta; o motorista permaneceu atento à retaguarda, olhos varrendo o entorno.

Teodoro veio pessoalmente.

Terno escuro, postura de quem sabe ser perigoso — e bonito o suficiente para usar isso como arma.

— Buongiorno, Valentina. — ele cumprimentou em italiano, com um sorriso de canto.

Ela respondeu na mesma língua, sem o sorriso.

Depois olhou para o relógio.

— Dois minutos atrasado.

Firme.

Sem dó.

Teodoro arqueou a sobrancelha, divertido com a ousadia.

— Posso verificar a carga?

— Claro. Sem surpresas. — ela respondeu, cruzando os braços, postura ereta, rainha no próprio território.

O motorista abriu o compartimento.

Teodoro pegou um dos pacotes, cortou o lacre com a lâmina do canivete, perfurou levemente e encostou a ponta na língua.

Os olhos dele brilharam.

— È roba buona. — murmurou. (É coisa boa.)

Valentina não se mov
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