Às 6:30, o clima ainda era frio na zona industrial quando o carro preto parou diante do galpão.
O segurança de confiança dela abriu a porta; o motorista permaneceu atento à retaguarda, olhos varrendo o entorno.
Teodoro veio pessoalmente.
Terno escuro, postura de quem sabe ser perigoso — e bonito o suficiente para usar isso como arma.
— Buongiorno, Valentina. — ele cumprimentou em italiano, com um sorriso de canto.
Ela respondeu na mesma língua, sem o sorriso.
Depois olhou para o relógio.
— Dois minutos atrasado.
Firme.
Sem dó.
Teodoro arqueou a sobrancelha, divertido com a ousadia.
— Posso verificar a carga?
— Claro. Sem surpresas. — ela respondeu, cruzando os braços, postura ereta, rainha no próprio território.
O motorista abriu o compartimento.
Teodoro pegou um dos pacotes, cortou o lacre com a lâmina do canivete, perfurou levemente e encostou a ponta na língua.
Os olhos dele brilharam.
— È roba buona. — murmurou. (É coisa boa.)
Valentina não se mov