O silêncio no escritório parecia mais pesado do que o couro das poltronas ou o vidro espesso das janelas. Dominic estava revisando relatórios quando a porta abriu — sem batida, sem anúncio, sem permissão.
Valentina entrou.
Vestido justo, preto, daqueles que não pedem espaço, ocupam.
Cabelo solto. Olhar de quem sabe exatamente onde pisa.
Sem dizer nada, ela se sentou na cadeira diante dele. Cruzou as pernas devagar — um movimento preciso, calculado, que obrigava qualquer um a olhar.