Mundo de ficçãoIniciar sessãoNo prestigiado e competitivo Hospital Saint Jude, a medicina é um campo de batalha onde o ego e o talento colidem diariamente. Eliza Martins é uma residente de cirurgia brilhante, dona de uma determinação inabalável e uma beleza marcante com seus longos cabelos ruivos e olhos esmeralda. Ela luta para provar seu valor em um ambiente hostil, enfrentando a inveja de colegas como Sofia e Camila, que tentam sabotar sua ascensão a qualquer custo. O mundo de Eliza vira de cabeça para baixo quando ela passa a trabalhar sob a supervisão do Dr. Gabriel Vance, o neurocirurgião mais talentoso — e frio — do país. Conhecido por sua precisão cirúrgica e seu isolamento emocional, Gabriel vê suas defesas desmoronarem diante da competência e da paixão de Eliza pela vida. O que começa como uma tensão profissional eletrizante evolui para um romance profundo após eles salvarem juntos a vida de uma jovem em um caso médico quase impossível. No entanto, o amor recém-descoberto enfrenta uma ameaça formidável: o Dr. Eduardo Cavalcanti, um cirurgião loiro e sedutor vindo da Europa, que carrega uma rivalidade histórica com Gabriel. Eduardo não quer apenas superar Gabriel na medicina; ele deseja Eliza, e está disposto a usar jogos mentais e sabotagens éticas para destruir a carreira dela e a felicidade do casal. Enquanto Eliza e Gabriel oficializam seu compromisso com um anel de esmeralda e buscam apoio nos amigos Rebeca e Otávio — que também descobrem uma conexão inesperada —, eles precisam navegar por uma rede de intrigas, falsas acusações e dilemas médicos. Em um hospital onde cada batida do coração conta, eles descobrirão que o diagnóstico mais difícil de todos é o do próprio destino: será o amor deles forte o suficiente para sobreviver à ambição desenfreada de seus inimigos?
Ler maisO reflexo no vidro da entrada do Hospital Saint Jude mostrava uma Eliza que ela mal reconhecia. O jaleco branco, impecavelmente passado, contrastava com o fogo de seus longos cabelos ruivos ondulados. Aos 25 anos, o título de médica ainda soava como um sonho distante, mas o peso do estetoscópio em seu pescoço confirmava a realidade.
O Saint Jude era o hospital particular mais prestigiado da cidade, um labirinto de corredores silenciosos e tecnologia de ponta. Eliza foi designada para a ala de trauma sob a supervisão do Dr. Gabriel Vance — um homem conhecido tanto por sua genialidade cirúrgica quanto por seu temperamento gélido. Enquanto Eliza conferia o prontuário de seu primeiro paciente, um esbarrão brusco quase a fez derrubar o tablet. — Cuidado, novata. Aqui as pessoas costumam andar com pressa para salvar vidas — disse uma voz profunda e levemente rouca. Eliza levantou os olhos verdes, pronta para se desculpar, mas travou. À sua frente estava um homem alto, de ombros largos, com olhos tão escuros que pareciam tempestades contidas. Ele não usava jaleco, apenas uma camisa social azul-marinho com as mangas dobradas, revelando um relógio caro e mãos que pareciam estranhamente familiares para ela. — Eu estava atenta aos sinais vitais do paciente, não ao tráfego de pedestres — Eliza rebateu, recuperando a postura. — E sou a Dra. Eliza Martins. O homem arqueou uma sobrancelha, um meio sorriso surgindo no canto dos lábios. — Sou o Dr. Vance. E você está atrasada para a minha rodada de pacientes, Dra. Martins. Tente me acompanhar... se conseguir. O dia seguiu em um ritmo frenético. Gabriel era exigente, mas Eliza não se deixava intimidar. Durante uma emergência à tarde, a calma dela ao realizar um procedimento complexo fez o sarcasmo de Gabriel desaparecer por um instante, substituído por um olhar de puro reconhecimento técnico — e algo mais. Ao final do turno, o sol se punha através das grandes janelas de vidro do hospital. Eliza estava exausta, sentada em um banco do jardim interno, quando uma sombra se projetou sobre ela. Era Gabriel, segurando dois copos de café. — Você foi bem hoje — ele disse, entregando um dos copos a ela sem olhar diretamente em seus olhos. — Poucos residentes aguentam meu ritmo no primeiro dia sem questionar a própria carreira. — Eu não estudei seis anos para desistir no primeiro café frio — ela sorriu, e por um breve segundo, os olhos verdes dela encontraram o brilho intenso dos dele. Ali, entre o cheiro de antisséptico e o café forte, Eliza percebeu que o Hospital Saint Jude lhe daria muito mais do que apenas experiência médica. Estava prestes a começar a cirurgia mais complexa de sua vida: a que envolvia seu próprio coração. A semana seguinte foi um turbilhão de emoções e aprendizado. Eliza mergulhou de cabeça nos desafios do Saint Jude, e a cada dia, a admiração por Gabriel Vance crescia, mesmo que fosse velada por uma camada de rivalidade profissional. Ele era, de fato, o sonho de muitas: alto, elegante, com cabelos escuros sempre impecáveis e olhos que pareciam ler a alma de seus pacientes – e de alguma forma, a dela também. Murmúrios sobre sua beleza e genialidade ecoavam pelos corredores, e Eliza sentia os olhares invejosos das enfermeiras e outras residentes sempre que estava perto dele. Gabriel, no entanto, parecia alheio a toda a adulação. Seu foco era o trabalho, seus pacientes e, para a surpresa de Eliza, a forma como ela se adaptava ao ritmo alucinante do hospital. Ele a observava, questionava, e por vezes, elogiava de forma tão sutil que só Eliza percebia.A noite na Chapada dos Veadeiros não trazia apenas o silêncio das montanhas, mas uma conexão que transcendia o físico. Após o ritual da Lua Cheia, com o Instituto mergulhado na quietude protetora de Otávio e a vigilância tecnológica de Rebeca operando em modo passivo, Gabriel e Eliza finalmente se retiraram para o bangalô privado. Afastado do núcleo principal, o refúgio era uma construção de madeira de cedro e vidro, onde o único som era o farfalhar das árvores de Iara e o zumbido distante da natureza. Ali, o peso do mundo e a responsabilidade de guiar o destino de crianças prodígios foram deixados do lado de fora. Gabriel observou Eliza soltar os cabelos, deixando-os cair sobre os ombros em ondas escuras. O reflexo do luar, filtrado pelos grandes vitrais de quartzo, desenhava silhuetas de luz pálida em sua pele. Não havia mais a urgência do medo ou a adrenalina da fuga; o que restava era uma fome antiga, alimentada por décadas de cumplicidade e pel
A transição foi um processo lento, quase como a aclimatação de um mergulhador que retorna das profundezas do oceano para a superfície. O Instituto Prismas da Terra já não era mais um projeto de fuga; era um organismo vivo, uma utopia bioarquitetônica que pulsava com a energia de dezenas de crianças. Gabriel e Eliza sabiam que sua presença constante, embora confortadora, começava a se tornar um símbolo de um passado de guerra que as crianças precisavam superar. No alto de um mirante de quartzito, observando o vale onde a "Escola de Talentos" florescia, Gabriel entregou simbolicamente a chave digital do sistema de segurança a Rebeca e as diretrizes de defesa tática a Otávio. — A tecnologia agora serve à vida, Rebeca — disse Gabriel, sua voz carregada de uma serenidade que ele não sentia há anos. — E a força agora serve à paz, Otávio. O Instituto está nas mãos de quem ajudou a construí-lo pedra por pedra. Rebeca, cujos olhos agora brilhavam com uma mist
O Jardim de Maytreia não era mais um campo de batalha; era o epicentro de uma revolução silenciosa. Com a queda de Valerius e o desmantelamento das finanças da Ordem do Prisma, a família Vance-Cavalcanti herdou algo muito mais valioso do que tecnologia: a responsabilidade sobre o futuro da linhagem humana. Sob o céu estrelado da Chapada dos Veadeiros, onde a Via Láctea parece ao alcance das mãos, nasceu o Instituto Prismas da Terra. 1. A Arquitetura da Harmonia Diferente do concreto frio de Brasília ou dos laboratórios estéreis da Vance Technologies, a "Escola de Talentos" foi projetada por Rebeca e Leo em uma colaboração inédita entre engenharia e geocinese. As estruturas não foram construídas; foram cultivadas. Usando o poder de Iara para acelerar o crescimento de árvores nativas e a habilidade de Leo para moldar o quartzito, o refúgio tornou-se uma vila de bioarquitetura perfeitamente integrada à paisagem. As casas eram domos de cristal e madeira,
O apagão em Brasília não foi apenas uma falha técnica; foi um grito de guerra que ecoou pelos cabos submarinos e satélites de baixa órbita até chegar à sede europeia da Ordem do Prisma. Para o Diretor Valerius, a destruição da Cúpula de Vidro e a humilhação do Ministro Mourão Silva foram o limite. Ele não enviaria mais mercenários analógicos ou generais burocratas. — "Se você quer capturar o sol, não envie sombras," — disse Valerius para o espelho de seu jato executivo supersônico, o Aura Prime. — "Você vai pessoalmente." Escondidos em um hangar abandonado nos arredores de Brasília, a família Vance tentava recuperar o fôlego. Bia dormia um sono profundo e agitado, enquanto Gael consumia pacotes de glicose para estabilizar seu metabolismo. Rebeca, debruçada sobre um terminal satelital de emergência, empalideceu ao ver os dados de tráfego aéreo transatlântico. — Gabriel, temos um problema de escala global — disse ela, a voz falhando. — Um j
O calor seco de Brasília no mês de agosto era o oposto da umidade pulsante da Amazônia. O horizonte era uma linha reta e infinita, onde o azul do céu parecia fundir-se com o concreto branco das cúpulas de Oscar Niemeyer. Mas, sob a estética modernista da capital, uma guerra invisível estava prestes a eclodir.No porão de uma casa alugada em uma das entrequadras da Asa Sul, a Equipe Vance se preparava. Rebeca, cercada por monitores que exibiam o tráfego de dados da infraestrutura governamental, trabalhava no que ela chamava de sua "Obra-Prima de Camuflagem".— O Ministro Mourão Silva não está brincando — disse Rebeca, sem tirar os olhos da tela. — As antenas de 5G instaladas na Esplanada foram modificadas com nanotecnologia da Ordem. Elas não buscam apenas dados; elas buscam a assinatura bioelétrica de quem possui o gene ativado. Se a Bia der um passo fora desta casa, o sistema a identifica como uma anomalia em microssegundos.Gabriel observava o mapa da Esplanad
A umidade da Amazônia pesava sobre os ombros de Gabriel como uma armadura de chumbo. Na aldeia oculta de Iara, o tempo parecia ditar suas próprias regras, mas a urgência da realidade externa não tardou a bater à porta. Iara, a pequena "Raiz", permanecia em silêncio desde o ataque dos drones, mas seus olhos, de um castanho tão profundo que pareciam conter séculos de húmus e seiva, estavam fixos no horizonte, na direção de onde o sol se punha: o Planalto Central. — Ela está ouvindo algo — sussurrou Arthur, ajustando seu visor, que agora operava em uma frequência híbrida, sintonizada pela energia de Bia e pela ressonância de Iara. — Não é um som, pai. É como se ela estivesse sentindo uma vibração que atravessa o continente pelo chão. Iara conduziu o grupo até o centro de uma clareira onde uma sumaúma milenar erguia-se como uma catedral viva. Suas raízes tabulares, imensas e sinuosas, estendiam-se por dezenas de metros, mergulhando na terra preta. A men





Último capítulo