Mundo ficciónIniciar sesiónEm meio à ostentação de uma das famílias mais poderosas do país, um segredo enterrado ameaça destruir tudo. O primogênito, herdeiro legítimo de uma fortuna bilionária, está em coma após um trágico acidente. A mãe, desesperada para manter a riqueza sob controle, obriga uma jovem de origem humilde a casar-se com ele — sem que a moça saiba da verdadeira razão. Mas o destino tem outros planos. Apenas alguns dias após o casamento forçado, o homem desperta. Frio, cruel e traumatizado por uma perda irreparável, ele descobre a armadilha e jura vingança. Meses depois... O pior acontece... Ela está grávida. Dele. De quadrigêmeos. Para proteger os filhos da promessa mortal do pai, a jovem foge, decidida a desaparecer. Mas os anos passam, e os quatro irmãos — inteligentes, curiosos e corajosos — crescem ouvindo a história de um homem que os odeia sem nunca tê-los visto. Agora, eles querem confrontá-lo. Saber quem ele realmente é. Mesmo que isso custe suas vidas.
Leer másUm ano se passou.O tempo, enfim, fez aquilo que promessas nunca conseguiram fazer: curou sem apagar.A mansão de Henrique estava tomada por luz, música e risadas. Balões coloridos adornavam o jardim, mesas longas reuniam pessoas queridas, e o cheiro de bolo recém-assado se misturava ao perfume das flores.Os quadrigêmeos completavam onze anos.Lucas, Luan, Levi e Gabriela corriam de um lado para o outro, cercados de amigos, presentes e carinho — algo que por muito tempo lhes fora negado sem que percebessem.Dona Lena observava tudo sentada à sombra, com os olhos marejados de emoção.Carol e o marido conversavam animados, orgulhosos por fazer parte daquela família construída não por sangue, mas por escolha.Caio estava presente, ao lado da namorada, discreto, respeitoso, consciente de seu lugar e de seus limites.Henrique circulava pelo jardim com a tranquilidade de quem cumpriu sua promessa.E Isabela…Isabela estava parada por um instante, observando tudo.Os filhos rindo.As vozes
A casa estava em silêncio quando Leonardo chegou.Não era o silêncio da paz — era o da tempestade contida.Helena o esperava na sala, sentada com a postura impecável de sempre, como se ainda pudesse controlar algo. Bastou um olhar para que ela entendesse: ele havia perdido.— Então é isso? — ela disse, fria. — Você voltou derrotado.A palavra foi o estopim.Leonardo riu, um riso quebrado, distante da sanidade.— Derrotado? — aproximou-se lentamente. — Você me prometeu que nada sairia do controle.Helena levantou-se.— Eu não controlo juízes, Leonardo. Você mesmo se destruiu.A discussão escalou rápido. Vozes altas. Acusações antigas. Culpa jogada como lâminas.— Você me usou! — ele gritou. — Tudo isso começou por sua causa!— Não — Helena respondeu, firme. — Começou porque você achou que pessoas eram coisas.Foi quando algo se rompeu de vez dentro dele. O gesto foi rápido. Impulsivo. Irreversível. Um disparo ecoou pela casa. Helena caiu sem dizer mais nada. O silêncio que veio depois
Duas semanas depois, o dia da audiência chegou. A sala do fórum estava fria demais para uma manhã de tensão. Isabela sentia isso nos ossos.Henrique permanecia ao lado dela, firme, silencioso, como um escudo humano. Não havia gestos exagerados, nem promessas sussurradas. Apenas presença. E, naquele momento, isso era tudo.Leonardo entrou minutos depois. Seguro demais. Confiante demais. Como alguém que acreditava que o mundo ainda lhe devia obediência.Os quadrigêmeos não estavam ali. A decisão fora estratégica. Aquela batalha não seria travada nos olhos das crianças, mas em palavras — afiadas, cirúrgicas.O juiz anunciou o início da audiência.— Trata-se da ação de custódia envolvendo os menores…O advogado de Henrique levantou-se.A voz era calma, firme, treinada para conduzir verdades difíceis sem precisar elevar o tom.— Meritíssimo, esta não é apenas uma disputa de custódia. É um pedido de proteção.Leonardo sorriu de canto. Um erro.O advogado continuou:— Vamos demonstrar que o
A decisão não foi anunciada. Apenas aconteceu.Na manhã seguinte, os quadrigêmeos trocaram poucos olhares durante o café. Não precisavam de palavras longas. O assunto estava claro desde a noite anterior.— Vamos falar com elas — disse Lucas, por fim.— Separadamente ou juntas? — perguntou Levi.— Juntas — respondeu Gabriela. — Pessoas que escondem algo se apoiam uma na outra.Luan assentiu.— E mentem melhor quando acreditam que estão no controle.Carol observava à distância, fingindo organizar a mesa.— Vocês têm certeza disso? — perguntou, com cautela. — Cecília e Bruna não são… simples.Lucas olhou para ela com educação firme.— Por isso mesmo.Após a saída de Isabela e Henrique, Cecília e Bruna chegaram naquela tarde, convocadas por uma mensagem curta e educada, enviada por Carol, dizendo que as crianças queriam conversar. Nada mais.Cecília se arrumou demais para a ocasião. Bruna, como sempre, manteve a postura elegante, confiante, quase ensaiada. Ambas sorriram ao ver os quadrig
A casa estava mais silenciosa do que o normal naquela noite.Não era um silêncio de tensão, mas de atenção. Carol estava sentada no sofá, uma manta jogada sobre as pernas, enquanto os quadrigêmeos ocupavam o tapete à sua frente. Não brincavam. Não assistiam a nada. Observavam.Era Lucas quem sempre iniciava esse tipo de conversa. E ele não decepcionou.— Tia Carol — disse, com a voz calma demais para a idade — como era a nossa mãe quando era criança?Carol piscou, surpresa. Depois sorriu com suavidade.— Vocês são mesmo curiosos.— Precisamos entender — completou Levi.— De onde ela veio — disse Luan.Gabriela inclinou a cabeça, direta:— E por que ela foi tão machucada.Carol respirou fundo. Aquela não era uma conversa simples. Mas, ao olhar para aqueles quatro rostos atentos, percebeu que não estava falando com crianças comuns. Eles já carregavam maturidade suficiente para ouvir verdades.— Eu conheci a Isabela quando éramos crianças — começou. — Mas a dor dela… essa vinha de muito
Carol assumiu o controle da casa com a naturalidade de quem sempre pertenceu àquele lugar.As crianças estavam espalhadas pela sala, entre risadas, presentes e histórias que só Carol sabia contar. Ela observava cada um com atenção genuína, percebendo detalhes que poucos adultos notavam. Não havia tensão nela. Apenas presença.— Vão se comportar — disse Carol, piscando para os quatro. — Hoje eu sou a responsável.Gabriela sorriu, satisfeita.— A gente sabe.Lucas completou, educado demais:— Qualquer coisa, ligamos.Carol arqueou a sobrancelha.— Tenho a impressão de que, se algo acontecer, vocês é que vão cuidar de mim.Eles não negaram. Isabela observava tudo da escada, o coração dividido entre culpa e alívio. Henrique percebeu.— Eles estão bem — disse, aproximando-se. — E você também merece estar.Ela respirou fundo.— Eu sei… só não estou acostumada a sair sem estar preparada para o pior.Henrique tocou de leve sua mão.— Hoje não. Hoje você só vai existir.O restaurante escolhido





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