9. SUSSURROS NO SILÊNCIO
Os dias se arrastavam com a crueldade de uma tortura invisível.
Cada segundo era uma gota densa pingando no relógio da sua mente — lenta, pesada, insuportável. A mansão, com todo o seu luxo sufocante, havia se tornado uma prisão dourada, sem janelas abertas, sem horizontes.
Isabela mal reconhecia a própria respiração. O silêncio era tão absoluto que parecia gritar. Ela vivia em cativeiro, e o mais perturbador era que ninguém a chamava de prisioneira. Aos olhos do mundo — ou pelo menos da alta s