95. O PASSADO DE ISABELA
A casa estava mais silenciosa do que o normal naquela noite.
Não era um silêncio de tensão, mas de atenção. Carol estava sentada no sofá, uma manta jogada sobre as pernas, enquanto os quadrigêmeos ocupavam o tapete à sua frente. Não brincavam. Não assistiam a nada. Observavam.
Era Lucas quem sempre iniciava esse tipo de conversa. E ele não decepcionou.
— Tia Carol — disse, com a voz calma demais para a idade — como era a nossa mãe quando era criança?
Carol piscou, surpresa. Depois sorriu com su