98. O FIM DA MASCARA
A casa estava em silêncio quando Leonardo chegou.
Não era o silêncio da paz — era o da tempestade contida.
Helena o esperava na sala, sentada com a postura impecável de sempre, como se ainda pudesse controlar algo. Bastou um olhar para que ela entendesse: ele havia perdido.
— Então é isso? — ela disse, fria. — Você voltou derrotado.
A palavra foi o estopim.
Leonardo riu, um riso quebrado, distante da sanidade.
— Derrotado? — aproximou-se lentamente. — Você me prometeu que nada sairia do control