Mundo ficciónIniciar sesiónKieran, o herdeiro da alcateia de Drakemont, lida com o peso de seu destino. Um ser poderoso, belo e temido, mas profundamente solitário. Seu lobo interior permanece em silêncio, sem reconhecer uma parceira. Enquanto isso, Marina chega à cidade. Uma mulher quebrada, fugindo de um passado de abusos brutais. Carrega no olhar a dor e a desconfiança. Tudo que deseja é paz.
Leer másO silêncio após o impacto foi antinatural. Caleb jazia no centro da cratera aberta na pedra, o corpo retorcido de forma errada, como se a própria estrutura que o sustentava estivesse cedendo. As sombras ritualísticas ainda se agitavam ao redor dele, fragmentos de algo que já fora poderoso demais — agora instável, faminto, traído. Ele riu. Um som quebrado, áspero, que ecoou pelo aposento destruído. — Vocês nunca teriam sossego… — murmurou, cuspindo sangue escuro. — Pessoas como eu sempre existiram. Kieran avançou um passo. Cada movimento dele agora parecia arrastar o ar, como se o mundo precisasse se reajustar à presença que ele se tornara. O vínculo recém-selado pulsava forte — mas profundo, alinhado. Marina sentia isso como um segundo coração batendo fora do peito. — E eu eliminarei todos. — Kieran respondeu, a voz baixa, carregada de autoridade. — Ninguém tocará no que me pertence. Caleb forçou-se a se erguer, apoiando-se em um braço que tremia visivelmente. Os olh
O primeiro impacto entre Kieran e Caleb não soou como carne contra carne mas como pedra rachando. O chão sob os pés deles se partiu em fissuras finas quando os dois alfas colidiram, poder contra poder, presença contra presença. O ar foi expulso do aposento em uma onda violenta que fez Marina tropeçar para trás, sendo amparada por Galen no último segundo. — Fiquem atrás de mim! — Galen ordenou, empurrando-a para longe do centro do confronto. Kieran atacou primeiro. Rápido. Preciso. Letal. Mas Caleb não recuou. Os olhos carmesim brilharam com intensidade feroz, e quando ele segurou o braço de Kieran no meio do golpe, Marina sentiu o estômago revirar — a força dele não era natural. Era densa, errada, como se vários corpos estivessem empilhados dentro de um só. — Você sente isso? — Caleb rosnou, sorrindo enquanto desviava um segundo ataque. — A diferença entre herdar poder… e tomá-lo. Ele girou o corpo e lançou Kieran contra a parede com força suficiente para rachar a pe
O aposento luxuoso parecia respirar. O fogo na lareira oscilava de forma irregular, como se respondesse à tensão que se acumulava no ar. Marina sentia isso na pele — um arrepio constante, uma pressão que não vinha apenas do medo, mas da presença que se erguia diante dela. Caleb não era apenas um lobo. Sob a luz quente, seus olhos carmesim brilhavam como brasas recém-acesas, um vermelho profundo, antinatural, que não refletia a luz — parecia absorvê-la. Os cabelos longos, negros com reflexos quase avermelhados, caíam soltos sobre os ombros, criando uma moldura sombria para um rosto belo demais para ser honesto. O poder dele não era silencioso. Era pesado. O ar ao redor parecia mais denso, como se cada respiração exigisse esforço. Marina sentiu o estômago revirar. Aquilo não vinha apenas da dominância de um alfa. Vinha de algo errado. — Você sente, não sente? — Caleb disse, observando cada reação dela. — O peso. A diferença. Marina deu um passo para trás, os pés enco
Marina não foi acordada. Foi retirada do cativeiro. As correntes se soltaram sem aviso, o metal rangendo baixo, quase respeitoso. Mãos firmes a ergueram, mas não houve brutalidade. Isso, por si só, já era errado. O corpo de Marina ficou tenso imediatamente, cada músculo preparado para dor. Ela não veio. Em vez disso, veio silêncio. O corredor por onde a conduziram era diferente. Mais limpo. Iluminado por tochas bem posicionadas, que não lançavam sombras agressivas, mas uma luz quente, quase acolhedora. O chão não era de pedra bruta, e sim polido. Antigo. Cuidado. — Para onde estão me levando? — perguntou, a voz rouca, mas firme. Nenhuma resposta. Ela sentiu o vínculo reagir. Um aperto no peito. Um aviso silencioso. Quando a porta se abriu, Marina precisou conter o choque. O aposento era amplo. Paredes revestidas de pedra clara, tapetes grossos cobrindo o chão, móveis esculpidos com precisão. Um fogo crepitava na lareira, espalhando calor real — não o frio constant
Último capítulo