A chuva havia finalmente cessado, e a floresta exalava aquele perfume inconfundĂvel de terra molhada, musgo e folhas Ăşmidas. O ar noturno era denso e silencioso demais, quase sufocante, carregando a sensação de que algo estava prestes a acontecer. Cada galho quebrando-se sob o peso de algum animal parecia ecoar por quilĂ´metros, e o frio começava a se infiltrar na pele de quem ousasse permanecer desperto. Era o tipo de quietude que antecede tempestades, um prenĂşncio do que a noite guardava.
Na c