Mundo de ficçãoIniciar sessão🌤 Entre o Sol e a Tempestade Autora: Nanny Bloom Lívia carrega no peito cicatrizes que não se veem, mas doem todos os dias. Mãe solo, dona de uma doçura resiliente e de uma fé cansada, ela só queria um lugar seguro para criar sua filha Manu — até que encontra abrigo em uma casa simples no interior, onde o tempo parece andar mais devagar. Rafael não fala muito. Carrega os próprios fantasmas e esconde o coração atrás de muros altos. Depois de perdas que deixaram buracos fundos, ele aprendeu a sobreviver no silêncio — até que a chegada de Lívia e de uma garotinha curiosa começa a rachar o concreto ao redor. Entre olhares que falam mais que palavras, tardes de reforma e cafés silenciosos, nasce uma relação tímida, mas intensa. E quando o passado bate à porta em forma de um filho que ele mal conhecia, tudo ganha novas camadas de amor, dor, cura… e escolha. Entre o Sol e a Tempestade é uma história sobre recomeços improváveis, sobre amar mesmo com medo, sobre famílias que se escolhem — e sobre como os afetos mais verdadeiros florescem nos lugares mais inesperados. Uma casa azul. Uma mulher marcada. Um homem em pedaços. Duas crianças com olhos de mundo. E um amor que resiste.
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Resiliencia, Organización Mundial. creada como protección de los seres humanos en contra de las hondas nucleares.Resiliencia, la organización que creo a la facción Sonder Bonhomía, facción que me acogió al quedar huérfana, dándome un nombre único y apellido, Sonder Bonhomía es mi hogar, hogar que no seria para toda la vida, tenia solo dos opciones servir a la Resiliencia o ser un vientre, la Resiliencia no podía ser por lo que ser un vientre era mi única opción, por mi organismo, hormonas y actitud de ser, todo lo que vivía mi cuerpo me hacia creer que así seria, mi familia adoptiva se negaba a que fuera un vientre pero no podía servir a la Resiliencia, mis padres y madre eran cuidadosos y sobre protectores conmigo al ser la mas pequeña de sus hijos pero ellos mas que nadie conocía el proceso.A mi en si me deba igual, no entendía ni sentía el sentido de mi vida, ser compatible y tener compatibles nunca fue una idea que me entusiasme, también seria como ser un vientre desde mi punto de vista, las mujeres somos ahora muy valoradas pero no me gusta como es la nueva política por competo, pero la Resiliencia era nuestra protección, no como el otro lado, me sentía resignada a ser vientre, en mi cabeza ya estaba la idea de no tener ni ser compatible como en todas las personas que me rodean y son mis protectores que de rara forma se negaban a que yo fuera un vientre.Pero no, no fui un vientre, nunca lo fui, no lo fui para alguien mas, mucho menos para ellos, fui mas que eso para ellos, si ellos, no cualquier ellos sino ellos, ellos que cambiaron mi destino, complicándonos la vida mutuamente, siempre fui la voz femenina con carácter y fragilidad expresada de mi grupo, que mi belleza y cuya fragilidad no te confunda, era tan dependiente que eso a veces por no decir la mayoría de tiempo complicaba nuestra convivencia, siempre supe el proceso y organización que creo esa honda pero nunca creí que ese proceso aplicaría para mi, la quinta honda nuclear esta cerca y las únicas personas que saben lo que cuya honda creo en mi ahora estaban lejos, sentía inseguridad y miedo, una inseguridad y miedo sentimental, con una ansiedad corporal que me era difícil controlar lo que hay dentro de mi, sin ayuda, sin idea de como lidiar con esto, con nuevas personas que son a quienes correspondo y me corresponde me tiene a mil por hora en cada pensamiento, el miedo al rechazo, al no ser normal, a los niveles que existen, al no ser lo suficiente perfecta que e tratado ser, al... al todo, simplemente el miedo me esta carcomiendo, soy humana lo juro...A tarde estava morna e silenciosa. A chuva da noite anterior havia deixado o quintal com cheiro de terra molhada, e o jardim parecia mais vivo do que nunca. Lívia, deitada na espreguiçadeira, obedecia às ordens de repouso, mesmo com o coração inquieto de quem sempre esteve em movimento. Manu brincava com um caderno de desenhos na sombra do ipê. Desenhava pessoas com mãos grandes e sorrisos largos, do jeitinho que crianças fazem quando enxergam o mundo com generosidade. A cada traço torto, ela olhava para a mãe e sorria, como se quisesse a aprovação que sabia que viria. — Esse aqui é o papai Rafael — disse, apontando para um bonequinho de cabelo escuro e camiseta azul. — Está idêntico — Lívia sorriu. — E essa sou eu. E esse aqui é o bebê que tá na sua barriga. Coloquei ele no colo do papai porque ainda não sabe andar. Lívia riu. A simplicidade de Manu aquecia como chá num dia frio. — E quem é esse do lado? — perguntou, curiosa, ao ver outro bonequinho no desenho. Manu f
Era para ser só uma manhã comum. O céu estava limpo, o cheiro de pão caseiro se espalhava pela cozinha e Manu insistia em queimar as torradas porque queria “elas mais crocantes que o normal”.Lívia ria, como sempre ria das pequenas bagunças da filha, quando sentiu a fisgada. Uma dor breve, aguda, na parte baixa da barriga. Sua mão foi instintivamente até o ventre, e o sorriso escapou do rosto.— Mamãe? — Manu perguntou, preocupada.— Está tudo bem, meu amor — respondeu com a voz ainda firme. — Só preciso me sentar um pouquinho.Sentou-se na cadeira da cozinha, respirando fundo. Rafael, que vinha do jardim com um punhado de alecrim nas mãos, parou ao ver sua expressão.— O que houve?— Uma dor rápida. Nada demais. Só me assustou um pouco.Mas ele não comprou a resposta. Conhecia o jeito que ela tinha de minimizar tudo, inclusive o que sentia. Sem dizer mais nada, foi buscar uma almofada para suas costas e um copo d’água.— Vai deitar. Eu levo a Manu na escola hoje.Ela tentou protestar
Era cedo, mas Rafael já estava acordado. O cheiro de café recém-passado se espalhava pela cozinha enquanto ele, de pé diante da pia, observava a casa em silêncio. A torneira pingava com um ritmo irritante. O piso da sala ainda tinha uma tábua solta que prometia ser consertada “em breve”, e o quartinho dos fundos… bem, o quartinho ainda era só um depósito de caixas velhas e ferramentas esquecidas. Ele suspirou. A gravidez de Lívia estava entrando no oitavo mês, e o peso do tempo parecia se acumular nos ombros de Rafael. Era como se cada semana o lembrasse de algo que ainda não estava pronto. O bebê vinha aí, e ele ainda se perguntava se conseguiria ser o homem que todos esperavam. O pai que Bento precisava. O abrigo que Manu admirava. O amor que Lívia confiava. — Está queimando os olhos da parede ou pensando em arrancar tudo e começar de novo? — brincou Lívia, surgindo atrás dele, envolta no cheiro doce de sabonete de lavanda. Ele riu, sem graça. — Estou tentando entender como es
O vento daquela tarde parecia mais frio do que o habitual. Mesmo com o sol ainda alto no céu, havia algo no ar que trazia um arrepio sutil — como quando a gente pressente que alguma coisa está para mudar, mesmo sem entender o quê.Rafael havia acabado de recolher o varal. As roupas ainda estavam quentes do sol, e o cheiro de sabão misturado com lavanda era um dos pequenos prazeres simples que ele aprendera a amar na rotina com Lívia. Na varanda, Manu dormia de bruços no sofá, um livro de desenhos ainda aberto nas mãos. Bento estava no quarto, ouvindo música com fones de ouvido, algo que fazia quando queria se desconectar do mundo.Foi então que o portão bateu. Três vezes.Rafael olhou em direção à rua com as sobrancelhas franzidas. Não esperavam visitas. Ele desceu os degraus e caminhou até o portão, sentindo o coração acelerar sem motivo claro.Era o carteiro.— Boa tarde. Entrega pro senhor Rafael Mendes — disse o homem, estendendo um envelope pardo, com a borda amassada.— Obrigado
O sol da manhã caía suave sobre o quintal da casa azul. O outono chegava com promessas de folhas secas, silêncios leves e ventos que pareciam embalar a alma. Lívia estava ajoelhada na terra fofa, os dedos mergulhados no barro ainda úmido da última chuva. À sua frente, pequenas mudas de flores coloridas esperavam para ganhar um canto no jardim que ela mesma vinha cultivando com paciência. Paciência era o que ela mais aprendera ali.Dentro dela, o bebê se mexia com força. Os chutes vinham curtos, repetitivos. Era como se aquela sementinha humana também estivesse tentando encontrar um lugar para se enraizar. Lívia passou a mão pela barriga já crescida, com o cuidado de quem acaricia uma certeza.— Ele está dançando, mamãe? — Manu perguntou, aproximando-se com a regadorinha azul nas mãos, pingando mais água em seus tênis do que nas plantas.— Está, filha. Deve ter gostado da música do vento.Manu riu e girou em volta da mãe como uma bailarina desengonçada. Sua alegria era contagiante. Aqu
casa azul estava em festa.Na varanda, balões dançavam com o vento, e o cheiro de bolo de chocolate se misturava ao perfume das flores recém-colhidas do jardim. Era o aniversário de Manu, e tudo parecia mais vivo, mais cheio de cor. Como se a própria casa soubesse que havia motivos para sorrir.Rafael ajeitava os últimos detalhes na decoração, tentando prender uma faixa com letras tortas que dizia “Feliz Vida, Manu!” enquanto a fita adesiva insistia em não colaborar. Sol, o cachorro, latiu como se risse da cena.— Você devia colar com cola quente — disse Lívia, surgindo na porta com um sorriso sapeca.— Se eu usar cola quente, eu me conheço. Ia acabar colando minha mão na parede — rebateu ele, rindo.Ela se aproximou, colocando uma flor na orelha dele de propósito.— Agora sim, tá pronto pro parabéns.— Se a Manu me ver assim, vai achar que virei fada — disse ele, e os dois caíram na gargalhada.Bento apareceu com um balde cheio de confetes e Manu correu atrás dele, animada com a “mis










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