A manhã começou diferente.
O céu estava fechado, e uma brisa fria cruzava a cidade como se anunciasse um desequilíbrio iminente. Lívia sentia isso no corpo, mesmo sem saber por quê. Era como um presságio sem forma, uma ansiedade que pairava no ar como fumaça.
Rafael não apareceu no portão. Nem passou a cavalo. Nenhum bilhete. Nenhum sinal.
Ela tentou não se incomodar. Talvez estivesse ocupado na fazenda. Talvez só precisasse de espaço. Mas no fundo, Lívia sabia: quando o silêncio vem pesado, é