Era para ser só uma manhã comum. O céu estava limpo, o cheiro de pão caseiro se espalhava pela cozinha e Manu insistia em queimar as torradas porque queria “elas mais crocantes que o normal”.
Lívia ria, como sempre ria das pequenas bagunças da filha, quando sentiu a fisgada. Uma dor breve, aguda, na parte baixa da barriga. Sua mão foi instintivamente até o ventre, e o sorriso escapou do rosto.
— Mamãe? — Manu perguntou, preocupada.
— Está tudo bem, meu amor — respondeu com a voz ainda firme. —