A tarde estava morna e silenciosa. A chuva da noite anterior havia deixado o quintal com cheiro de terra molhada, e o jardim parecia mais vivo do que nunca. Lívia, deitada na espreguiçadeira, obedecia às ordens de repouso, mesmo com o coração inquieto de quem sempre esteve em movimento.
Manu brincava com um caderno de desenhos na sombra do ipê. Desenhava pessoas com mãos grandes e sorrisos largos, do jeitinho que crianças fazem quando enxergam o mundo com generosidade. A cada traço torto, e