O sol da manhã caía suave sobre o quintal da casa azul. O outono chegava com promessas de folhas secas, silêncios leves e ventos que pareciam embalar a alma. Lívia estava ajoelhada na terra fofa, os dedos mergulhados no barro ainda úmido da última chuva. À sua frente, pequenas mudas de flores coloridas esperavam para ganhar um canto no jardim que ela mesma vinha cultivando com paciência. Paciência era o que ela mais aprendera ali.
Dentro dela, o bebê se mexia com força. Os chutes vinham curtos,