A presença do pai de Manu na casa azul era como uma poeira fina que se recusava a assentar. Ele ficava em silêncio durante o dia, mas seus olhos estavam em todos os lugares: observando Manu brincar, avaliando Lívia como se tentasse decifrar uma mulher que ele nunca se deu o trabalho de conhecer.
Lívia tentava manter a calma. Para Manu, era tudo uma brincadeira nova. A inocência da filha a feria com ternura: ela chamava o pai de “moço” e perguntava o tempo todo se ele voltaria no dia seguinte. O