Mundo ficciónIniciar sesiónApós perder os pais, Constantine foi enviada para viver com os tios numa fazenda tranquila, onde cresceu entre colheitas, cabras e afeto. Mas tudo muda quando a propriedade é vendida a um CEO da cidade grande — e ele exige a desocupação imediata. Determinada a proteger a única casa que conhece, Constantine vai à cidade enfrentar o novo dono: Umberto Zanobi, um homem poderoso, inflexível e cercado por segredos. Entre choques de realidade, olhares que não se explicam e uma tensão crescente, Constantine se vê presa em uma teia de interesses, traições e escolhas difíceis. Ao seu redor, alianças se quebram, máscaras caem — e o passado que ela acreditava enterrado pode ser a chave para algo muito maior. Uma história sobre amor, raízes e coragem. Quando a beleza da simplicidade confronta o orgulho do poder, nenhuma verdade permanece oculta por muito tempo.
Leer másApós o passeio pelo jardim, Constantine sentou-se em um pequeno banco cercado por flores. Era como uma cabana natural, um abrigo de pétalas coloridas. A brisa leve fazia as folhas sussurrarem, e o canto dos pássaros preenchia o silêncio suave da tarde. O som dos carros e o burburinho da cidade pareciam distantes — a mansão era ampla, cercada por natureza e calma.Ali, imersa na quietude, ela se deixou envolver pelos próprios pensamentos. Havia tanto a refletir — sobre si, sobre os últimos dias, sobre tudo o que havia mudado. Por um instante, sentiu vontade de fugir da realidade, de mergulhar em outro mundo, em uma boa história.Levantou-se então, decidida, e seguiu de volta para a biblioteca. Subiu as escadas lentamente, admirando a imponência daquela casa repleta de detalhes nobres que pareciam guardar segredos do tempo. A grande porta da biblioteca se abriu com um leve rangido, revelando o ambiente que mais lhe fascinava ali dentro — o escritório do senhor Zanobi.O cômodo era vasto
Pouco tempo depois, Tommaso entrou no quarto trazendo consigo um urso de pelúcia, recém-comprado em uma barraquinha próxima à mansão. Os olhos de Constantine brilharam ao vê-lo. — Olha o que o seu tio, esse velho babão, trouxe pra você — disse ele, emocionado, aproximando-se e beijando-lhe a testa. Constantine sorriu, apertando o brinquedo contra o peito. — Meu tio... ver você já é o meu presente. Tommaso sorriu de volta, tentando esconder a voz embargada. — O doutor vai vir ver você depois do almoço. É bom te ver assim, mais forte, minha menina. Ela assentiu, e por um instante, ambos ficaram em silêncio. Tommaso permaneceu sentado na poltrona ao lado da cama, conversando alegremente com Constantine. A serenidade daquele momento foi interrompida por uma leve batida na porta — que já estava entreaberta, como se o som fosse apenas um pedido de licença. Umberto surgiu acompanhado do médico. — O doutor se adiantou — anunciou ele, com a voz calma. — E Gostaria de convers
Constantine despertou lentamente, ainda sob o peso do cansaço, e estranhou o ambiente à sua volta.Piscou algumas vezes, tentando compreender onde estava. A cama era ampla, macia, envolta por cobertores aconchegantes que exalavam um leve perfume de lavanda. Nada ali lhe parecia familiar.Ao lado, um suporte de soro sustentava o fio transparente que descia até o seu braço. A luz suave que entrava pela grande janela, que ia do chão ao teto, banhava parte do quarto com um brilho dourado. As cortinas brancas, volumosas, tremulavam levemente com a brisa da manhã.Através da fresta entreaberta, podia ver uma sacada adornada por um balaústre de pequenas colunas de pedra clara.Perto da cabeceira, repousava uma poltrona imponente, estofada em tecido escuro e reluzente. No chão, um tapete espesso exibia desenhos detalhados que lembravam arabescos. E na parede principal, um quadro de grandes proporções dominava o espaço, a pintura de um castelo majestoso sob um céu em tons de cobre e azul.“Ond
No dia seguinte, a casa de Ludovica recebeu uma visita de Umberto e o médico particular.Tommaso, ao avistar os dois pela janela, veio apressado recebê-los. O olhar cansado denunciava as noites mal dormidas.— Estou demasiado preocupado com minha filha... — confessou, a voz embargada.Ludovica, sempre gentil e serena, abriu espaço para os visitantes, oferecendo-lhes café e relatando ao médico todos os sintomas de Constantine. Enquanto ela falava, Umberto parecia alheio ao ambiente, tomado por uma inquietação que não conseguia disfarçar.De repente, avistou no quintal uma pilha de lenha e um machado apoiado ao lado. Foi o suficiente para que visse ali a oportunidade perfeita de dissipar a ansiedade.Dirigiu-se até o local, arregaçou as mangas e começou a rachar a madeira, golpe após golpe, até perder a noção do tempo.Quando se deu conta, restava apenas a última tora.O suor escorria por seu rosto, fazendo as mechas escuras dos cabelos grudarem na testa.A camisa branca estava completa
No dia seguinte, Umberto arrumou alguns itens essenciais para levar consigo durante a viagem. Desceu as escadas que davam acesso à sala principal da mansão, e o som firme de seus passos ecoou pelo mármore frio. Seguiu até a cozinha, onde passou um café rápido. Preparou um sanduíche e fez o desjejum em pé mesmo. Em seguida, pegou uma garrafa de água, aquela que sempre reservava para as trilhas, pegou a jaqueta e saiu pela porta lateral, indo direto para a garagem. Escolheu o transporte mais individual: sua moto BMW R 1250 GS Adventure, deslizou a mão sobre o tanque frio, virou a chave e acendeu os faróis. O ronco do motor rompeu o silêncio da manhã, ecoando pela vizinhança que acordava lenta. Minutos depois, ao chegar à casa de Vito, estacionou em frente, porém do outro lado da rua e esperou. Ligou uma, duas, três vezes… na décima tentativa, ainda sem resposta. Umberto suspirou impaciente, desceu da moto e foi até a campainha. Apertou o botão insistentemente com o dedo pressionado a
Enquanto Vito falava, Umberto mal ouvia. Seus olhos haviam se perdido num ponto fixo da cafeteria, mas os pensamentos estavam distantes. E foi ali, no silêncio entre uma frase e outra, que ele se lembrou. Como tudo começou.O resort era luxuoso, rodeado por montanhas e jardins, a natureza se misturava com o requinte. Umberto havia ido a trabalho. Mais uma missão importante ao lado de Vito, para fechar um contrato milionário com uma empresa do setor farmacêutico. O lugar era agradável, mas para ele, até então, era apenas cenário de negociação.Até que o seu o seu olhar foi capturado por uma figura feminina que parecia ser pintada por um exímio artista. Era ela.Emilyke.Ele a viu pela primeira vez à beira da piscina, com um vestido leve que esvoaçava com a brisa da tarde. Os cabelos loiros, longos, dançavam no ritmo do vento. A postura elegante, o caminhar confiante... Era como assistir a um desfile, um que ele jamais esqueceria.E, por um capricho do destino, ela já era amiga de Vito
Último capítulo