Mundo de ficçãoIniciar sessãoPrila é uma jovem intensa, inteligente e sedutora, navegando entre seu crescimento profissional e as emoções que a envolvem. Apaixonada por Derek, ela se vê envolta em provocações, desejos e segredos que a confundem, sem saber em quem confiar. Enquanto isso, a vida a leva a Memphis, onde começará a morar com sua amiga Janice e enfrentar novos desafios: uma entrevista em uma empresa de investimentos renomada, a independência de um novo lar e a descoberta de relações complexas. Entre encontros provocantes, mensagens que mexem com a mente e a intimidade compartilhada, Prila precisa aprender a equilibrar prazer e razão, desejo e confiança, e a compreender o verdadeiro poder das conexões emocionais e sexuais que cruzam seu caminho.
Ler maisO Rolls Royce Phantom deslizava silencioso pelas ruas arborizadas, o couro italiano sob o peso do corpo tenso de Henrique Mancini.. A gravata, apertada em seu pescoço, parecia sufocá-lo tanto quanto a ideia do casamento iminente. Lá fora, a cidade fervilhava indiferente à sua tormenta interna. Dentro do carro, o silêncio era denso, quebrado apenas pelo som abafado do tráfego distante. Henrique olhava pela janela, mas não via a paisagem. Via apenas a armadilha que se fechava sobre ele. Um casamento arranjado. Uma negociação fria entre seu pai, um magnata da indústria têxtil, e o pai de Bárbara Sousa, um pequeno agricultor à beira da falência.
Henrique nunca conhecera Bárbara. Sabia apenas o necessário: simples, humilde, e filha de agricultores. Tudo o que ele desprezava..Sua vida era feita de champanhe francês, jantares em restaurantes estrelados e mulheres sofisticadas que o adoravam pelo dinheiro e poder. Bárbara Sousa era uma anomalia em seu mundo impecável, uma peça fora do lugar em seu quebra-cabeça de perfeição. O veículo saiu da pista seca e entrou na estrada de terra até chegar a casa daquela que seria sua futura esposa. O carro parou diante de uma pequena casa de tijolos à vista, com um jardim modesto, mas bem cuidado, onde girassóis tímidos se espreguiçavam em direção ao sol. O contraste com a mansão moderna onde Henrique vivia era gritante. Um aperto no estômago o avisou que estava entrando em território desconhecido, e hostil. Respirou fundo, ajeitou o terno Armani enquanto seu motorista abria a porta do carro para ele sair . A porta da casa se abriu e uma mulher de rosto enrugado, mas com um sorriso acolhedor, surgiu. Era Dona Marta, mãe de Bárbara. — Senhor Henrique! Seja bem-vindo a nossa casa! Bárbara está lá dentro, se arrumando. Entre, entre! -- A mulher com humildade e gentileza o ajudou a entrar empurrando com as mãos.. Henrique forçou um sorriso educado, sentindo-se um peixe fora d’água. A sala era pequena e aconchegante, com móveis simples e fotografias emolduradas nas paredes. Retratos de família, sorrisos genuínos, uma vida inteira resumida em imagens desbotadas pelo tempo. Nada da ostentação fria a que estava acostumado. Uma porta se abriu no fundo da sala e Henrique sentiu o ar escapar de seus pulmões. Ela era… Barbara Sousa...diferente do que imaginava. Não usava um vestido de grife, mas um simples vestido azul claro que acentuava a delicadeza de sua figura. Seus cabelos castanhos, presos em um coque frouxo, emolduravam um rosto de traços suaves e expressivos. Os olhos, grandes e castanhos, o fitaram com uma mistura de timidez e curiosidade. Henrique, acostumado a olhares de admiração, sentiu-se estranhamente desarmado. Não havia bajulação em seus olhos, apenas uma avaliação silenciosa, como se ela estivesse tentando decifrar o enigma por trás da máscara de arrogância que ele usava com tanta maestria. — Bárbara, este é Henrique, seu… noivo — Dona Marta anunciou, com um tom de voz que misturava orgulho e nervosismo.. Bárbara deu um pequeno passo à frente, estendendo a mão. — Prazer em conhecê-lo, Senhor Mancini. Henrique apertou sua mão, surpreendendo-se com a firmeza do aperto. — O prazer é meu, Bárbara.. -- Ele a examinou de cima para baixo, curvando os lábios com desagrado. A voz dela era suave, mas firme. Não havia um traço de bajulação, o que o intrigou ainda mais. Ele esperava uma donzela em perigo, implorando por seu resgate. Em vez disso, encontrou uma mulher que, apesar da situação desfavorável, parecia encarar o futuro de frente, com dignidade e uma força silenciosa que ele não conseguia compreender. Pela primeira vez desde que o acordo fora selado, Henrique sentiu uma pontada de… curiosidade. Quem era Bárbara Sousa, e o que ela faria com o poder que ele, involuntariamente, estava lhe entregando? Ele esperava que o olhar dela se desviasse, que a timidez a dominasse, mas Bárbara sustentou seu escrutínio com uma calma inesperada. O ligeiro arqueamento de seus lábios em desgosto não a afetou. Em vez disso, um brilho quase imperceptível surgiu em seus olhos castanhos, um desafio sutil que Henrique não soube decifrar. — Por favor, sente-se, Senhor Mancini — disse Dona Marta, indicando o pequeno sofá de dois lugares. Henrique sentou-se, sentindo-se ainda mais deslocado. O tecido áspero do sofá contrastava com o couro macio de seu carro e a seda de seu terno. Bárbara sentou-se na poltrona à frente, as mãos delicadamente repousadas no colo, enquanto Dona Marta se acomodava ao lado de Henrique. O silêncio preencheu a sala, quebrado apenas pelo canto de um pássaro lá fora. Henrique sentiu a necessidade de preenchê-lo, mas as palavras pareciam presas em sua garganta. Não havia um roteiro para aquilo. Em seu mundo, as conversas eram sobre negócios, aquisições, investimentos. Não sobre casamentos arranjados em salas apertadas e cheiros de tempero. Bárbara finalmente quebrou o silêncio. — A minha mãe comentou que seu pai é um magnata da indústria têxtil. A voz dela era suave, mas direta, sem rodeios. Henrique se pegou desprevenido. Ele esperava uma pergunta sobre sua vida luxuosa, sobre seus carros, seu poder. — Sim, ele é — respondeu, tentando manter a postura de indiferença. — E você… o que você faz? — A pergunta dela não continha curiosidade, mas sim uma avaliação fria, quase clínica. Henrique se recostou no sofá, uma ponta de irritação surgindo. — Eu gerencio os negócios da família. Basicamente, eu sou o futuro de tudo isso. Bárbara assentiu lentamente, sem desviar o olhar. — Entendo. Então você é responsável pelo sustento de muitas famílias, certo? A pergunta o pegou de surpresa novamente. Ele nunca havia pensado nisso daquela forma. Para ele, os funcionários eram apenas números, engrenagens na máquina de fazer dinheiro. — Sim, suponho que sim — ele respondeu, hesitante. — Isso é uma grande responsabilidade — ela comentou, e um vislumbre de algo que parecia respeito surgiu em seus olhos, antes de ser rapidamente substituído pela mesma compostura. — É um privilégio poder influenciar a vida de tantas pessoas. Henrique a olhou, confuso. Não era a reação que ele esperava. Ele esperava deslumbramento, talvez inveja. Não aquela sobriedade. Dona Marta, percebendo a tensão, interveio gentilmente. — Bárbara, meu bem, por que você não mostra ao Senhor Henrique o jardim? Ele é tão bonito nessa época do ano. Bárbara se levantou e Henrique a seguiu para fora da casa. O sol da manhã filtrava-se pelas folhas das árvores, criando um jogo de luz e sombra no pequeno jardim. Girassóis balançavam suavemente ao vento, e um aroma doce de flores preenchia o ar. — Minha mãe adora jardinagem — disse Bárbara, com um tom de voz que revelava uma leve ternura. — Ela passa horas aqui. Henrique observou as mãos dela, as unhas curtas e limpas, sem esmalte. Não havia joias, nenhum adorno. Simplicidade. — Você não parece gostar muito de flores — ele comentou, uma tentativa de provocação. Bárbara se virou para ele, os olhos castanhos fixos nos seus. — Gosto do que elas representam. A resiliência. A capacidade de florescer mesmo nas condições mais adversas. Henrique sentiu um arrepio. A frase dela pareceu um golpe sutil, uma indireta velada à situação deles. Ele estava acostumado a dominar, a controlar as conversas, mas Bárbara o estava desarmando com sua calma e suas palavras inesperadas. Quem era Bárbara Sousa? E por que, de repente, ele sentia que ela era quem estava no controle?Com a bênção do pai, Prilla sentiu uma mistura de ansiedade e entusiasmo. Sabia que essa mudança seria um marco na vida dela — mais autonomia, novas oportunidades e a chance de estar mais perto de Janice. Ela voltou para o quarto e começou a revisar seu currículo, adicionando todas as certificações que havia conquistado nos últimos anos: cursos de investimentos, administração financeira, inglês avançado… tudo para mostrar que, mesmo sem faculdade, era uma profissional dedicada e competente. Nos dias seguintes, Prilla dedicou-se a enviar currículos para diversas empresas de Memphis, cada clique carregando um misto de esperança e nervosismo. Ao mesmo tempo, não pôde deixar de notar a ausência de mensagens de Derek. A última notificação tinha sido na noite anterior, e durante o dia ele não havia mandado uma única mensagem. O silêncio dele deixou um espaço estranho na mente dela — não desagradável, mas inquietante. Finalmente, Prilla recebeu a resposta de uma empresa renomada na área de
Na manhã seguinte, enquanto arrumava suas coisas, Prilla refletiu sobre sua inteligência e ambições. Embora ainda não frequentasse a faculdade, estudava muito por conta própria. Economia, investimentos e administração eram áreas que a fascinavam, e ela dedicava grande parte do seu tempo livre a aprender mais sobre esses assuntos. Autodidata e perspicaz, sabia que poderia transformar conhecimento em oportunidade.Enquanto pensava nisso, uma notificação apareceu: Janice enviando uma mensagem no privado. > Janice: "Prilla… estava pensando… e se você viesse morar comigo em Memphis? Poderíamos dividir um apartamento, seria incrível!" Prilla parou por um instante, absorvendo a ideia. A possibilidade de se mudar para Memphis significava mais do que morar com Janice: era estar mais perto das amigas, mais perto de novas oportunidades e, talvez, também de Derek, mesmo que ele estivesse ausente nesse momento. > Prilla: "Nossa… seria um sonho! Mas eu precisaria arrumar um emprego por aí antes
Na manhã seguinte, Prilla ainda pensava sobre a noite anterior, mas seus pensamentos logo se voltaram para Derek. Havia algo diferente nele nos últimos dias. As mensagens não chegavam com a mesma frequência, as respostas eram mais curtas, algumas vezes surgiam apenas à noite, carregadas de um tom provocativo que a deixava curiosa e inquieta. Ela tentou resgatar memórias recentes e percebeu que esse padrão vinha acontecendo aos poucos. Não era uma mudança brusca, mas algo sutil, quase imperceptível para quem não prestasse atenção. Para Prilla, no entanto, cada detalhe era um sinal claro: a demora em responder, o cuidado em provocar sem se entregar, a maneira como ele a fazia se sentir desejada sem revelar demais. Enquanto refletia, Prilla se pegou imaginando o porquê daquela mudança. Seria apenas uma fase? Ele sempre fora assim e ela só agora percebia de verdade? Um frio percorreu sua espinha, misturado com a excitação de saber que, mesmo distante, Derek ainda ocupava sua mente de for
Na manhã seguinte, Prilla ainda se lembrava do rosto de Marlon surgindo em sua mente no momento mais inesperado. “Nossa… faz tempo que não vejo ele. A gente nunca mais se encontrou.” Não era desejo, nem interesse; apenas uma curiosidade passageira.Enquanto tomava seu café, o celular vibrou. Era uma mensagem no grupo das amigas. Janice escrevia animada:— Meninas! vocês precisam ir nesse evento de camping! Tipo uma versão Woodstock, sabe? Dois dias de música, barraca, trilhas… Vai ser incrível!Belly: Eu topooooooo! Já estou preparando minha mochila! 😎Prilla: Eu também quero ir… mas será que meus pais vão deixar? 🤔Janice: Ah, relaxa! Eu vou falar com os meus, eles já estão acostumados com esses rolês. Vai dar certo!Belly: Além disso, vai ser incrível! Sem contar que vamos ficar juntas e aproveitar muuuito!Prilla: Verdade… só de pensar nisso já fico animada!O coração de Prilla acelerou. Um fim de semana acampando com as amigas? Uma mistura de empolgação e preocupação tomou conta





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