Mundo de ficçãoIniciar sessãoSinopse Emanuelle, uma jovem corajosa e resiliente, cresceu em uma realidade difícil após a perda dos pais. Sua tia, sua única família, não lhe oferecia mais do que um teto para morar. Ela vivia uma vida de privações, sem amor e sem luxo, constantemente humilhada. Ao longo dos anos, Emanuelle mantinha a esperança de que sua vida melhoraria, mas infelizmente, as coisas só pioraram. Ela enfrentava desafios diários, lutando para sobreviver em meio às dificuldades. No entanto, tudo mudou em seu aniversário de 18 anos. Sua tia a surpreendeu com a notícia de que havia preparado uma festa para ela. Emanuelle ficou surpresa e, ao mesmo tempo, esperançosa por um momento de alegria em sua vida tão difícil. Porém, nem tudo são flores, sua tia não tinha preparado uma festa para Emanuelle, e sim tinha vendido sua sobrinha para um mafioso que estava procurando uma moça virgem. Vamos embarcar na história de Emanuelle e descobrir o que o destino preparou para ela?
Ler maisSamuel narrando...Fiquei ali, parado no centro da suíte, como um idiota esperando que ela saísse. Cada segundo era um peso no meu peito, e cada palavra dela ainda queimava dentro da minha cabeça."Você nunca vai possuir o que é meu."O barulho da porta do banheiro se abrindo me despertou do transe. Ela apareceu, impecável, como se não tivesse acabado de me despedaçar com um discurso afiado como lâmina. E talvez tivesse mesmo.Respirei fundo, tentando controlar a tensão na voz.— Emanuelle… como vai ser agora? — perguntei, baixo, quase numa súplica. — Precisamos consumar nosso casamento. Você sabe que preciso apresentar o lençol manchado de sangue para a cúpula da máfia.Ela não hesitou nem um segundo. — Não seja por isso, querido marido.A maneira como disse “querido” soou como uma sentença, não como afeto. Caminhou até a mesa de cabeceira, abriu a gaveta e retirou o punhal que havia deixado ali. Um punhal. No nosso quarto de núpcias. Eu deveria ter me perguntado porque antes
Narrado por EmanuelleO sorriso no meu rosto era tão bem ensaiado quanto cada passo dado naquela cerimônia. Um leve inclinar de cabeça, um olhar doce, a taça erguida na altura perfeita — todos os gestos que a etiqueta exigia da nova Sra. Montes.Mas por dentro, havia uma tempestade.Oito meses. Oito meses desde que Regina me entregou como moeda de troca no meu aniversário de dezoito anos. A menina que soprou velas naquele dia morreu pouco depois. Queimou com cada palavra venenosa, com cada toque frio de um homem que não olhava para mim, mas para a minha utilidade. Valentin. Ele não era um pesadelo — pesadelos a gente acorda. Ele era um contrato em pele e osso. E eu fui a cláusula em silêncio.Foi no berço dos Montes que renasci. Entre as paredes frias, os olhares calculados, e a memória viva de Elisabeth. Foi ali que aprendi que um nome pode ser armadura. Que o amor, às vezes, é um luxo que nem todos podem ter.Casei com Samuel, sim. Mas não por amor.Foi por sobrevivência.Ou pelo me
Narrado por EmanuelleA luz do espelho refletia mais do que minha maquiagem cuidadosamente aplicada — refletia o rosto de alguém que havia aprendido a sorrir com a boca e se calar com os olhos. Meu vestido repousava sobre o corpo com a leveza de um sussurro, mas cada camada de tecido carregava um peso antigo. Um pacto não verbalizado. Um sacrifício bem costurado.Na penteadeira, as flores brancas enviadas pela assessoria contrastavam com os dedos tensos da maquiadora que retocava minha pele. Ela dizia palavras suaves, mas eu não ouvia mais. O silêncio dentro de mim era maior. Muito maior.O relógio marcava pouco antes do meio-dia quando a porta da mansão dos Montes se abriu atrás de mim com um rangido sutil.Não precisei me virar, para saber da presença que estava ali.O perfume barato. O salto exagerado. A respiração pesada de quem sempre quis estar aqui, mas nunca pertenceu a nada de verdade.Regina.— Emanuelle — ela disse com aquele sorriso torto, quase satisfeito. — Hoje está rea
Narrado por Samuel MontesO espelho refletia mais do que minha imagem — refletia o peso das escolhas que me trouxeram até aqui.Vesti o último botão da camisa branca com as mãos firmes, mas o peito… o peito parecia um campo de batalha. Mathias se aproximou com o paletó cinza sob o braço, aquele que escolhemos juntos, horas atrás, entre risadas e expectativas silenciosas.— Ainda quer esse aqui? — perguntou ele, sem me olhar nos olhos.Assenti com um movimento breve. Meu reflexo não piscava.— É o melhor — murmurei.Mathias ajeitou o paletó nos meus ombros com o cuidado de quem já me conhecia demais. Mas o silêncio dele me incomodava. Ele sabia. Eu sabia. E nenhum de nós queria ser o primeiro a quebrar aquilo.Mas o silêncio… o silêncio nunca foi refúgio para mim. Sempre foi ameaça.— Ela me ligou ontem — falei, por fim. A voz saiu mais baixa do que planejei, quase como uma confissão.Mathias encostou-se à parede, braços cruzados. Seu olhar era sóbrio, atento.— Valeria?Assenti.— Dis
Narrado por ValeriaA taça de vinho em minha mão estava quase vazia. O restaurante era o mesmo de sempre — toalhas brancas, garçons solenes, vista para o rio. Mas tudo parecia diferente desde que Samuel apareceu nas manchetes com aquele olhar sério e a mão entrelaçada na cintura da Emanuelle.— Isso aqui já não é suficiente para você, né? — disse Bianca, minha amiga desde os tempos em que sonhávamos com vestidos de grife e nomes poderosos.Dei uma risada seca.— O que nunca foi suficiente, Bianca… é ser só eu.Ela me olhou com aquele jeito de quem j&aac
Narrado por SamuelEu estava acostumado a controlar tudo.Desde muito jovem aprendi que a força do nome da minha família vinha do domínio — sobre negócios, palavras, sentimentos. Mas quando Emanuelle entrou naquela sala, todas as regras que me ensinaram pareceram ridículas.Ela desceu as escadas com a postura de uma imperatriz. Não sorriu. Não hesitou. Não precisava.O vestido preto colado ao corpo era quase um insulto à lógica. Costas nuas, fenda perigosa, olhar altivo. Uma deusa saindo do inferno apenas para me incendiar.&
Último capítulo