Samuel narrando...
Fiquei ali, parado no centro da suíte, como um idiota esperando que ela saísse.
Cada segundo era um peso no meu peito, e cada palavra dela ainda queimava dentro da minha cabeça.
"Você nunca vai possuir o que é meu."
O barulho da porta do banheiro se abrindo me despertou do transe.
Ela apareceu, impecável, como se não tivesse acabado de me despedaçar com um discurso afiado como lâmina.
E talvez tivesse mesmo.
Respirei fundo, tentando controlar a tensão na voz.
— Emanuelle…