Mundo ficciónIniciar sesiónAugusto Monteiro é um CEO poderoso, frio e inacessível. Depois de ser traído pela única mulher em quem confiou, ele ergueu muros ao redor do próprio coração e não deixa ninguém se aproximar. Dono de uma beleza selvagem e um olhar verde que congela qualquer sala, ele comanda sua empresa com punhos de ferro e alma ferida. Eloise Nogueira é linda, atrevida e dona de uma língua afiada. Abandonada no altar pelo noivo que a trocou pela própria prima, ela aceita o cargo de secretária sem imaginar que estaria prestes a enfrentar o homem mais temido da empresa. Ela não se curva. Ele não consegue resistir. Entre provocações, jogos de poder, desejo proibido e noites carregadas de tensão, dois corações marcados pelo passado descobrem que o amor pode ser o mais perigoso dos jogos — especialmente quando orgulho e prazer se misturam. Este livro faz parte de uma série de romances interligados, onde diferentes casais se cruzam ao longo da história, criando um universo intenso de paixão, conflitos e segredos. Livro 1 - Casei com meu chefe frio e bilionário Livro 2- O Policial Dominador e Sua Submissa. Livro 3- O Gostoso do Pai da Minha Amiga. Livro 4- Entre o Medo e a Vida. Livro 5- Grávida do Homem que Me Rejeitou. Livro 6- O Chef e a Virgem Safada.
Leer másA Entrevista
— A Nicole é melhor do que você, Eloise. — Em vários aspectos… se é que você me entende. A frase foi dita em tom baixo, quase educado. Como se aquilo não fosse uma traição. — Ela vem de uma família conhecida. Tem nome. Tem estrutura. — Você… — ele hesitou. — Você fez o que pôde. Cada palavra caiu como um golpe. Ela ainda estava de branco. Ainda segurava o buquê. Ainda acreditava que amor fosse suficiente. Não foi. O relógio da recepção marcava exatamente 8h45 da manhã quando Eloise Nogueira empurrou as portas de vidro da Monteiro Group. O salto firme ecoou no chão de mármore branco, tão polido que refletia seu vestido justo cor vinho — discreto, mas suficiente para acentuar suas curvas invejáveis. Estava nervosa? Um pouco. Determinada? Com certeza. Três meses antes, Eloise aprendera que promessas não seguram ninguém. Foi deixada no altar pelo homem que dizia amá-la — e traída pela própria família no mesmo gesto. Nicole, a prima que sempre a invejou. Desde então, confiar passou a ser um risco que ela não estava mais disposta a correr. Mas agora, tudo era diferente. Ela precisava daquele emprego. E não só pelo salário. Seu pai, doente e aposentado, mal conseguia levantar da cama nos dias mais difíceis. Os medicamentos estavam caros, e os boletos não paravam de chegar. Eloise não tinha luxo de esperar a sorte bater na porta — havia decidido ir atrás dela. — Bom dia — disse à recepcionista com um leve sorriso. — Tenho entrevista para a vaga de secretária pessoal do senhor Augusto Monteiro. A mulher a olhou de cima a baixo, como quem avalia se uma garota assim aguentaria um chefe como “ele”. Engoliu em seco antes de responder: — Último andar. Sala 15. Ele está te esperando. Ele. O nome já vinha carregado de tensão: Augusto Monteiro. Frio, impiedoso, perfeccionista. O homem que comandava um império bilionário como se tivesse nascido para reinar — e talvez tivesse mesmo. Diziam que seus olhos verdes eram capazes de perfurar a alma, e que ninguém durava mais de um mês ao seu lado como secretária. E ali estava ela… indo direto para a toca do lobo. O elevador subiu em silêncio. Eloise ajeitou o cabelo longo e escuro, respirou fundo e tentou acalmar o coração. Não era do tipo que se deixava intimidar, mas algo nela sabia: aquele homem ia virar sua vida de cabeça para baixo. A porta abriu. Ela bateu duas vezes na imponente porta de madeira escura. — Entre — veio a voz grave, firme. Ela entrou, com passos decididos, mesmo sentindo o olhar dele sobre cada centímetro do seu corpo. Augusto Monteiro ergueu os olhos do notebook. E, pela primeira vez em meses… congelou. Morena. Corpo marcante. Olhar desafiador. Não sorria. Não se curvava. Estava ali como se o mundo tivesse que se adaptar a ela — e não o contrário. — Eloise Nogueira? — perguntou, com um tom quase entediado, tentando esconder o impacto. — A própria — respondeu, com um sorrisinho de canto. — Mas pode me chamar de Eloise. Ninguém pronuncia meu sobrenome com a arrogância certa. Ele arqueou uma sobrancelha. Atrevimento. — Sente-se — disse, apontando para a cadeira diante da mesa. — Vamos ver se você tem mais do que uma boca afiada. — E vamos ver se o senhor Monteiro tem mais do que fama e dinheiro — rebateu, sem pestanejar. Silêncio. Tensão. Olhos nos olhos. E foi ali, naquela primeira troca de farpas, que Augusto soube: Essa mulher ia ser o seu inferno particular. E, talvez… o único céu que ele ainda poderia alcançar.Como sempre, elas chegaram faltando menos de vinte e quatro horas para o casamento. E, como era de se esperar daquele grupo, viveram tudo o que uma despedida de solteira tinha direito. Teve música. Teve dança. Teve lágrimas. Teve declarações emocionadas. E, infelizmente, teve ressaca. Uma ressaca histórica. Na manhã seguinte, as madrinhas estavam espalhadas pelo espaço de beleza, tentando sobreviver com água de coco, café e dignidade. Nenhuma das três coisas estava funcionando muito bem. Mas, apesar do caos, havia algo que preenchia o ambiente. Amor. Muito amor. Porque aquela não era apenas mais uma amiga se casando. Era Laila. A irmã caçula da Laís. A menina que todas tinham visto crescer praticamente. E que agora estava prestes a começar sua própria história. Horas depois, quando finalmente ficou pronta, o silêncio tomou conta do quarto. Laila saiu do provador devagar. O vestido parecia ter sido feito especialmente para ela. Elegante. Deli
Sete anos depois — Vocês vão mesmo vir, né? A voz de Laila ecoou pela chamada de vídeo. Do outro lado da tela, ela parecia nervosa. O que era compreensível. Afinal, faltavam poucos dias para o casamento dela. — Lógico que vamos. Laís respondeu imediatamente. — Eu nunca perderia o casamento da minha irmãzinha. Ao lado dela, Heitor assentiu. Os dois estavam sentados no saguão luxuoso de um hotel à beira-mar, onde todo o grupo passava férias. — Somos os padrinhos — Nathalia apareceu na tela usando óculos escuros enormes. — Como poderíamos perder esse evento? Laila riu. — Só confirmando. — Você está surtando. — Estou. — Justo. Antes que ela pudesse responder, Ricardo surgiu ao fundo carregando uma bebida colorida. — Não se preocupe. Ele abriu um sorriso. — Eu serei o responsável por fazer essas criaturas chegarem no horário. — Horário de quê? Emma apareceu logo atrás. Ricardo suspirou. — Exatamente por isso estou preocupado. Laís virou o c
A festa começou logo depois da cerimônia.Música.Risadas.Dança.Abraços.Por todos os lados existiam pessoas felizes.Pessoas que tinham acompanhado a história deles desde o começo.Pessoas que torciam por aquele final.Ou melhor...Por aquele começo.Alana e Enzo mal conseguiam ficar parados. Sempre havia alguém querendo cumprimentá-los, tirar uma foto ou fazer um brinde.Em determinado momento, durante uma das sessões intermináveis de fotografias, uma mulher aproximou-se sorrindo.Alana arregalou os olhos.— Meu Deus!A mulher abriu os braços.— Surpresa.— Eduarda!As duas se abraçaram imediatamente.Com carinho.Com sinceridade.Sem qualquer resquício do passado.Quando se afastaram, Alana ainda sorria.— Quanto tempo.— Eu não perderia isso por nada.Enzo apareceu ao lado delas segurando duas taças.— Amor.Ele apontou para um homem próximo.— Esse é o Paulo.— Prazer.— Nosso novo subchefe no restaurante.Alana olhou para Paulo.Depois para Eduarda.Depois voltou a olhar para
Alana acordou com a sensação de que um caminhão tinha passado por cima dela. Duas vezes. Abriu os olhos lentamente. Arrependeu-se imediatamente. — Nunca mais eu bebo. — Mentira. A voz de Emma veio da espreguiçadeira ao lado. — Você vai esquecer isso em três meses. — Dois meses — Nathalia corrigiu. — Um mês — Laís completou. As quatro caíram na gargalhada. Ou tentaram. Porque até rir fazia a cabeça doer. Quando todas chegaram ao espaço que cuidaria delas antes do casamento, era impossível esconder os efeitos da noite anterior. Olheiras. Óculos escuros. Passos lentos. Expressões de puro arrependimento. Pareciam madrinhas sobreviventes de uma guerra. A responsável pelo espaço de beleza observou o grupo por alguns segundos, alternando entre preocupação profissional e julgamento silencioso. — Meu Deus... Foi tudo o que ela conseguiu dizer. Emma levantou a mão. — Antes que a senhora pergunte, sim, nós estamos vivas. — Por enquanto — Eloise mur





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