Mundo de ficçãoIniciar sessãoLaura nunca planejou dividir a cama com um desconhecido — muito menos acordar com a sensação de que aquela noite mudaria toda a sua vida. Engraçada, inteligente e criada com poucos recursos, ela sempre acreditou que daria um jeito em tudo sozinha. Até errar o quarto de hotel, no meio de uma confusão improvável, e passar uma noite intensa com um homem misterioso, arrogante… e absurdamente bonito. O problema? Ele não era apenas um estranho qualquer. Era Alejandro, um CEO poderoso, rico, viúvo e alvo constante da imprensa. Para silenciar rumores e proteger sua imagem, ele precisa de algo simples e nada romântico: um casamento por contrato. Para Laura, desempregada e cheia de responsabilidades, a proposta soa absurda… e impossível de recusar. Entre cláusulas frias, encontros cheios de faíscas e situações hilárias, Laura se vê vivendo um segundo casamento que nunca imaginou ter — muito menos com um homem tão mandão quanto sedutor. O que começa como um acordo conveniente logo se transforma em algo perigoso: sentimentos reais. Em meio a jogos de poder, descobertas inesperadas e uma química impossível de ignorar, Laura precisará decidir se continua seguindo as regras… ou se arrisca o coração. Porque, às vezes, a maior aventura nasce de uma noite no quarto errado — e o amor aparece onde menos se espera. Uma comédia romântica envolvente, com poder feminino, paixão tardia e um CEO que vai virar tudo de cabeça para baixo.
Ler maisO elevador subia devagar, e eu mal conseguia parar de rir. Cristina e eu estávamos levemente bêbadas — o tipo de alegria que só vem depois de muitos brindes e taças de vinho caro.
— Ai, Laura… — ela disse entre risos, ajeitando o vestido justo. — Esqueci minha bolsa no restaurante!
Deu uma piscadinha marota e completou:
— Mas pode ir na frente. Seu presente te espera no apartamento 118.Antes de sair, ainda me deu um tapinha no meu bumbum, rindo como quem guarda um segredo.
Cristina sempre foi assim — exagerada, ousada e completamente imprevisível. Ela sabia transformar qualquer noite comum em uma história pra contar.
A comemoração dos meus vinte e oito anos não podia ser diferente. Ela reservou um dos hotéis mais luxuosos da cidade. Tudo era impecável — do perfume que pairava no ar aos lustres de cristal que pareciam pingar estrelas.
No restaurante, o clima era de puro encanto: luz baixa, música suave e garçons que pareciam ter saído de uma revista. Entre risadas e brindes, eu observava cada detalhe, ainda sem acreditar no quanto minha prima podia ser exagerada.
Horas antes, ela havia me dito:
— Prima, hoje você vai ter uma noite inesquecível.— Você já fez demais, Cris — respondi, encantada. — Esse lugar é um sonho.
Ela apenas sorriu, misteriosa.
— Ah, o melhor ainda está por vir.E, inclinando-se até o meu ouvido, sussurrou:
— O meu presente é um quarto neste hotel... com um stripper só pra você. Ou melhor, pra nós duas, se quiser brincar também.Quase engasguei de tanto rir.
— Você não existe!— Eu avisei que ia te dar um presente inesquecível — ela respondeu, erguendo a taça.
Naquele momento, achei que era só mais uma das suas piadas de sempre. Mas, horas depois, sozinha no corredor elegante do hotel, comecei a duvidar.
O tapete macio abafava o som dos meus saltos enquanto eu procurava o número 118. Quando encontrei, percebi que a porta estava entreaberta.
— Olá...? — chamei, empurrando-a devagar. — Tem alguém aí?
Uma voz grave respondeu:
— Entra...O som daquela voz percorreu meu corpo como um arrepio.
Ali, sentado no sofá, estava um homem. Tinha o ar tranquilo, as pernas abertas e os braços apoiados no encosto. A camisa meio aberta deixava à mostra um peito firme, moreno.
Por um instante, achei graça da cena.
— Já estava me esperando, é? — provoquei. — Cadê a música?Peguei o celular, procurei uma faixa sensual e deixei o ritmo tomar conta. Eu não sou dançarina — e talvez o vinho falasse mais alto —, mas comecei a me mover, meio desajeitada, meio atrevida.
Foi então que ele franziu o cenho e se levantou do sofá.
— Moça... acho que você entrou no quarto errado. Eu estava esperando o serviço de quarto.Antes que pudesse responder, tropecei nos meus próprios saltos e acabei caindo sobre ele, puxando a camisa dele e botões se soltaram, e de repente ele estava sem camisa — e eu, sem graça, mas rindo.
— Olha só... — falei, ainda rindo. — Já está entrando no clima, danadinho. Fazendo seu papel.
A música continuava. Tirei a blusa, ficando apenas de sutiã. O olhar dele ficou sério, mas havia algo mais — curiosidade, talvez.
— Vamos começar sem a Cris mesmo — murmurei. — Ela está demorando...
Me aproximei. O coração batia rápido, e o ar parecia mais quente.
— Você é muito bonito — sussurrei, passando a mão pelo peito dele. — A Cris escolheu direitinho.— Você está confundindo as coisas... — disse ele, tenso.
— Fica quieto — respondi, rindo, meio embriagada. — Você está sendo pago pra isso, não é?
Abracei ele tentando dançar com ele. A pele dele era quente, o perfume, forte. Senti um arrepio subir pela espinha.
— Que gostoso... — murmurei, apertando o braço dele. — Forte... do jeito que eu gosto.
Foi quando ele segurou meu rosto, com um olhar intenso que me fez perder o fôlego.
— Tem certeza que quer isso? — perguntou, a voz rouca.— Tenho… — sussurrei perto do ouvido dele, com as mãos firmes em sua cintura. — Eu quero você.
Eu sabia que estava ainda tonta pelo efeito da bebida, num impulso, puxei o cinto da calça dele, eu sei que estava muito louca, mas fiz sem pensar.
Ele hesitou por um instante, mas logo me puxou para um beijo. Foi profundo, urgente, como se o tempo tivesse parado ali.
Senti os dedos dele entrelaçando meus cabelos, a boca quente contra a minha. Quando me afastei, ofegante, só consegui sussurrar:
— Nossa... você é bom nisso. Me beija de novo.Ele obedeceu sem dizer palavra, me tomou nos braços com facilidade. Me senti com corpo leve, como se o chão tivesse desaparecido. Ele me carregou até a cama, e, entre risos, eu fui se desfazendo da saia e meia fina enquanto ele tirava a calça e foi pra cima de mim como um gato selvagem o momento se tornava uma mistura de desejo e confusão — intensa, inesperada, impossível de resistir.
Ele se posicionou em cima de mim, mas ele me olhou por uns segundos em silêncio como se estivesse pensando em algo, seus os olhos escuros ardendo com uma mistura de desejo. Mas antes que ele me tomasse por completo disse, com firmeza:
— Hoje é o meu aniversário…você é meu presente, quem manda sou eu.Ele arqueou uma sobrancelha, o sorriso perigosamente lindo.
— É mesmo? — provocou. — Então me mostre.Me inclinei sobre ele, lenta, confiante. A expressão dele mudou — de surpresa para admiração.
E, quando aquele sorriso se abriu de novo, percebi o quanto ele era absurdamente bonito. O cabelo escuro caía sobre a testa, o olhar firme, a boca desenhada, com a barba perfeita e muito cheiroso.
Por um instante, pensei: Que homem maravilhoso, meu Deus!.
Sentei-me sobre ele, sentindo o calor que emanava do seu corpo e o toque firme de suas mãos me guiando. O desejo entre nós era palpável, denso, e eu me movia num ritmo que fazia o ar parecer mais pesado. Quando tentei acelerar, ele segurou meu quadril com firmeza, me fazendo desacelerar, conduzindo cada movimento com calma, como se quisesse prolongar aquele instante ao máximo.
Meu cabelo caiu sobre o rosto, e ele, num gesto inesperadamente terno, afastou as mechas e me fitou — um olhar profundo, cheio de algo que eu não conseguia decifrar. O mundo ao redor desapareceu. Tudo o que existia era o som das nossas respirações misturadas e o toque dele me mantendo em um compasso que beirava a loucura.
Ele me observava em silêncio. Sentia o peso do olhar dele percorrer cada detalhe do meu corpo — e aquilo me deixava ao mesmo tempo nervosa e viva.
Havia algo hipnotizante no jeito como ele me olhava, como se tentasse entender de onde eu tinha aparecido, quem eu realmente era e o que, afinal, estava nascendo entre nós. Mas eu estava embriagada demais para conseguir compreender — ou talvez só não quisesse estragar o encanto daquele momento.
Os dedos dele deslizaram pela minha cintura, firmes, possessivos, enquanto o corpo dele me acompanhava num ritmo. A diferença entre nossas peles — a dele, morena e quente; a minha, clara e trêmula — criava um contraste quase encantador.
Quando diminuí o ritmo, ele segurou minha cintura e, com um movimento firme, me virou de bruços. Senti o calor e o peso do seu corpo sobre o meu, sua respiração roçando em meu pescoço falando baixinho no pé da minha orelha:
— Agora é minha vez.
Aquela voz rouca e grave me fez render por completo. Ele tomou o controle, me virando de bruços e cobrindo meu corpo com o dele. Guiou minhas mãos até a cabeceira, entrelaçando os dedos nos meus de forma firme, mas cuidadosa. Seus movimentos eram intensos, compassados, e cada toque parecia me levar ainda mais fundo naquele turbilhão de prazer e entrega.
Eu já estava completamente perdida nele — no toque, no olhar, na respiração que se misturava à minha.
Me rendi sem resistência, deixando ele me conduzir ao deleite. Tudo ao redor desapareceu, e restou só nós dois, entregues àquela conexão que parecia maior que o tempo. Aproveitei cada segundo e, pelo jeito como ele me olhava, pelo modo como me segurava, eu sabia — ele também estava ali por inteiro.Aquele homem era um verdadeiro amante. Eu nunca imaginei que aquela noite que começou como uma brincadeira virou algo que eu jamais conseguiria esquecer.
Enquanto isso…Minha querida sogra Antonia González e a princesa tóxica Isabel resolveram passar uma temporada na casa de praia da família.Segundo Isabel, ela havia encontrado “um homem incrível”.Nas palavras dela:— Rico, milionário, elegante, maduro e absurdamente sofisticado.Quando vi a foto…Quase engasguei.O homem parecia um personagem de filme de máfia aposentado.Velho.Com um bronzeado suspeito e dentes brancos demais.Mas Isabel estava completamente encantada.— Ele tem um iate — ela comentou durante o almoço.Como se isso anulasse oitenta anos de idade.Sinceramente…Eu tinha pena dela às vezes, porque Isabel era linda.Ridiculamente linda.Corpo perfeito com um rosto de modelo internacional.Cabelo impecável.Pele de propaganda de cosmético.Mas vazia.Tudo nela parecia girar em torno de dinheiro, aparência e status.Era triste. E cansativo.Já eu e Alejandro…Continuamos estranhos.Distantes.Depois que Isabel praticamente descobriu nosso contrato, Alejandro nunca mais
Chegamos em casa…Mas eu não conseguia realmente enxergar nada ao meu redor.Minha mente ainda estava presa naquele bar.Naquele nome.Antônio Garcia.Entrei no quarto quase no automático. Tirei os saltos devagar, deixando-os de qualquer jeito perto da cama, e me sentei na beirada do colchão tentando respirar normalmente.Mas não dava.As lembranças vieram todas de uma vez.Pesadas.Cruéis.“Me julgaram.”“Nem me deixaram explicar.”“Luiz chamou o segurança…”Fechei os olhos com força.A imagem voltou inteira na minha cabeça.Meu antigo chefe olhando para mim com desprezo.O segurança me acompanhando até a saída como se eu fosse uma criminosa.Funcionários me encarando.Cochichando.Me senti horrível naquele dia.Humilhada.Pequena.Como se todo meu esforço, meus estudos, minha dedicação… não valessem nada.E o pior?Mesmo tendo trabalhado um bom tempo na Cortexa BioLabs, eu nunca tinha tido contato direto com Antônio Garcia. Sabia quem ele era, claro. Já tinha visto algumas fotos em
O caminho até o jantar foi… silencioso.Mas não um silêncio tranquilo.Era aquele tipo de silêncio pesado.Carregado.Perigoso.Eu sabia que, se qualquer uma de nós abrisse a boca…Viraria briga.Então ninguém falou nada.Eu fui no banco de trás, olhando pela janela, observando as luzes da cidade passando rápido demais… tentando me distrair, tentando não pensar em nada.Isabel, ao meu lado, mexia no celular com aquele ar de superioridade irritante.Antonia, à frente, permanecia impecável, postura perfeita, como se estivesse indo para um evento da realeza.E Carlos dirigindo, profissional como sempre, fingindo que não existia tensão nenhuma dentro daquele carro.O que, definitivamente… não era verdade.Quando finalmente chegamos, o carro desacelerou diante de um clube de sócios.E não era qualquer lugar.Era daqueles ambientes que respiram dinheiro.Fachada imponente.Iluminação elegante.Carros de luxo estacionados em fila.Pessoas bem vestidas entrando e saindo com naturalidade, como
Enfim… meu laboratório estava praticamente pronto.Pelo menos a parte principal.Essas coisas levam tempo — tudo muito técnico, cheio de exigências — mas ver aquele espaço ganhando forma já era suficiente para me dar um pouco de paz.E eu precisava.Porque, dentro daquela casa…A paz tinha ido embora fazia dias.Minha querida sogra e minha “adorável” cunhada ainda estavam lá.Firmes.Fortes.Como se tivessem se mudado de vez.E, sinceramente? Eu já estava me escondendo no laboratório só para não cruzar com elas.O contraste era grande demais.Enquanto eu estava construindo algo meu…Elas estavam ali, desmontando minha paciência.Naquele dia, depois de mais um almoço em “família” — cheio de comentários passivo-agressivos e sorrisos falsos — eu levantei rápido demais, pronta para fugir.Mas, claro…Não fui rápida o suficiente.— Cunhadinha… espera — a voz da Isabel veio atrás de mim.Fechei os olhos por um segundo.Respirei fundo.Lá vem…Virei devagar, forçando um sorriso.— Oi, Isabel





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