Acordei cedo, tomei coragem (e café, muito café), e peguei o trem rumo à casa da minha mãe. Estava com saudade… e também fugindo mentalmente da palavra “desempregada”. Também estava morrendo de saudades e já que estava com tempo livre, decidi aproveitá-lo com ela.
Cheguei e, antes mesmo de respirar, minha mãe já perguntou:
— Está namorando?
E eu num impulso, respondi:
— Sim.
Por quê? Não sei.
Talvez porque eu não queria mais virar meme familiar como “a solteira eterna”. Talvez porque minha mãe