Fui dormir ansiosa.
Não aquela ansiedade gostosa, leve. Era daquelas que deixam o corpo cansado, mas a cabeça ligada demais. Eu tinha feito exigências. Grandes. O tipo de exigência que normalmente faria um homem como Alejandro González rir, levantar da mesa e mandar eu embora.
Mas ele não riu.
Não discutiu.
Concordou.
Só isso já deveria ter sido suficiente para eu não pregar os olhos a noite inteira. Ainda assim, dormi. E dormi mais do que de costume.
Acho que foi o cansaço acumulado da noite anterior. Das emoções. Do nervosismo. Do excesso de Alejandro na minha vida em tão pouco tempo. O silêncio daquele quarto era quase assustador. Não havia barulho de rua, vizinhos, televisão ligada ao fundo como no meu apartamento alugado. Nada.
A cama era grande demais. Macia demais. Acolhedora demais.
Tão confortável que parecia ter sido projetada para me engolir inteira e me convencer de que acordar era uma péssima ideia.
Quando finalmente abri os olhos, levei alguns segundos para lembrar ond