Mundo de ficçãoIniciar sessãoBel sempre acreditou que o amor não existia. Mas tudo muda quando um encontro inesperado a coloca diante de um homem envolto em mistérios, silêncios e um passado que insiste em ser revelado para assombrar o presente. Aos poucos, Bel descobre que o amor pode surgir de formas inesperadas: intenso, protetor, perigoso… e transformador. Entre segredos escondidos, escolhas difíceis e verdades que doem, algo surge como símbolo para solucionar tamanho mistério— bela, frágil e assustadoramente reveladora. Um objeto que guarda respostas, traumas e uma ligação que Bel jamais imaginaria. Seria esse amor um presente do destino ou as consequências de um passado mal resolvido? Em uma história onde romance, mistério e dor caminham lado a lado, Bel precisará decidir até onde está disposta a ir por um sentimento que ela jurou não existir — e descobrir que o amor pode salvar… ou destruir.
Ler maisAntes de organizar novamente esta história, preciso esclarecer que os erros ortográficos ocorreram porque eu a escrevi quando tinha apenas 12 anos. Já faz bastante tempo, e agora decidi revisitar e melhorar cada detalhe, atendendo aos pedidos de quem gostou da história e queria que ela continuasse.
Primeiro, organizei tudo o que já foi postado, depois vou concluir a publicação do restante — incluindo o segundo livro. Para quem não sabe, este foi meu primeiro livro, e eu amei imaginar cada momento dele! O livro oficial da minha história se chama “Sonho de Uma Realidade”, que escrevo diariamente. Agora, boa leitura, pessoal! 💫 ★ ★ ★ ★ ★ ★ ★ ★ ★ ★ ★ ★ ★ ★ Meu nome é Bella Melissa, mas todos me chamam de Bel. Tenho 18 anos, pele clara, cabelos ruivos e olhos azuis. Moro com minha prima Fernanda, de 19 anos, e o namorado dela, Luiz, de 22. Vejo meus pais apenas nos finais de semana; ou seja, passo a maior parte do tempo com a minha prima — ou no cursinho, que ocupa praticamente todo o meu dia. Quero ser médica e estou me esforçando ao máximo para realizar esse sonho. Não penso muito em namorar; para falar a verdade, nunca senti amor por ninguém. Às vezes penso que esse tal amor é só uma invenção para deixar as pessoas com medo de ficarem sozinhas. Já são 6h50, e estou pronta para sair. Desci, peguei uma maçã e, quando estava abrindo a porta, ouvi os gritos da minha prima: — Bel, me espera, prima! — gritou Nanda, correndo pelo corredor. — Vamos, Nanda, já estou atrasada! — respondi, fechando a porta atrás de mim. — Como sempre, certinha… querendo ser a mais responsável do cursinho. — É isso mesmo! Diferente de você, eu me preocupo com meu futuro. — Tá bom, Bel, entendi. Agora podemos ir. — Podemos… Chegando ao cursinho, já vi que todos tinham preparado o auditório para a Palestra das Profissões — hoje, um médico renomado iria falar. Alguns alunos cochichavam que ele era incrivelmente charmoso e atraente, o que me deixou curiosa, mas tentei não demonstrar. As primeiras aulas foram normais. No intervalo, desci para ajudar no refeitório. Mesmo que meus pais pudessem me dar dinheiro, eu queria comprar minhas próprias coisas e ocupar meu tempo de forma produtiva. Minha melhor amiga, Luna, também ajuda no refeitório, embora passe mais tempo com o namorado do que realmente trabalhando. Quando o intervalo terminou, todos se organizaram para a palestra. Eu continuei limpando o pátio, distraída. — Bel, você não vai ver a palestra? — perguntou Luna. — Vou sim, Lu! Só vou terminar de limpar isso e daqui a pouco vou lá. 😄 — Tudo bem, Bel. A gente guarda seu lugar. — Obrigada, Luna! Coloquei os fones de ouvido, ainda limpando, quando percebi que estava atrasada. Corri para o auditório, mas lembrei do balde e voltei para pegá-lo. Nesse momento, tropecei em alguém. Quase caí de cara no chão, mas senti mãos firmes me puxando para perto de um corpo forte. Por alguns segundos, percebi sua respiração acelerada bem perto do meu rosto. Quando me endireitei, soltei meu braço e olhei para ele. Pelo jaleco, devia ser o médico. Ele tinha cabelos negros, olhos castanhos profundos e um corpo impressionante — parecia saído de uma série ou filme. — Você está bem? — perguntou ele, com um sorriso levemente contido. — Ah… ah… estou bem, obrigada! — respondi, corando. — Me perdoe. Foi minha culpa, quase te fiz cair. — Não, tudo bem… estou acostumada com desastres — falei, tentando disfarçar a vergonha. Ele riu de canto, e senti minhas bochechas queimarem ainda mais. — Então, tudo certo? Melhor eu ir antes que você me perca de vista — disse, piscando para mim, deixando meu coração disparar. Apenas assenti, tentando me recompor. Pela primeira vez, senti que algo intenso estava começando, algo que eu nunca havia sentido antes — uma mistura de nervosismo, curiosidade e uma atração inexplicável.Capítulo 22: Matteo respirou fundo antes de continuar. O olhar dele se perdeu no mar. — Sabe… a Kelly me salvou. Eu não ligava pra quem eu seria nem com o que iria trabalhar. Só queria farra e mais nada. — Ele suspirou. — Quando ela entrou na minha sala, sua beleza de porcelana me encantou. Era delicada, amável, sincera… a pessoa mais pura que eu já conheci. Ele sorriu de leve, como se revivesse aquela memória. — Ela se sentou na minha frente e, ali, começou uma amizade que acabou virando amor. Estávamos no final da faculdade de Medicina quando os pais dela precisaram voltar para os Estados Unidos… e ela teria que ir junto. — Vocês fizeram Medicina juntos? — perguntei, curiosa. — Sim. E, a cada ano que passava, ela ficava ainda mais linda. Até que descobrimos que ela estava grávida da Vitória. Foi a maior felicidade das nossas vidas… — sua voz falhou. — Mas os pais dela não aceitaram. Quando a Vitória
Capítulo 20:Peguei minhas coisas, organizei tudo na mochila e fui ao banheiro. Tomei banho, escovei os dentes, vesti um short e uma blusa folgada, amarrei o cabelo e coloquei uma rasteirinha. Com a mochila nas costas, desci devagar.Fui até a cozinha, peguei algumas frutas e fiz dois sanduíches. Comi um com Nescau e guardei o outro para mais tarde. Percebi que eu não era bem-vinda naquela casa, então deixei um recado pedindo para que ele cuidasse da minha prima por alguns dias e, quando ela estivesse melhor, a levasse para a casa dos meus pais, onde eles cuidariam dela.Ao sair, senti que estava sendo observada, mas não liguei. Continuei andando. Fui até a praia e, no caminho, tive a sensação de que alguém me seguia. Ignorei e apressei os passos, até sentir meu braço sendo puxado, fazendo-me parar.Quando me virei, era o Matteo, apenas de bermuda, com um olhar sério.— Bel, onde você pensa que vai? — perguntou.— Não é da sua conta… — respondi, tentando me soltar, mas ele era mais fo
Capítulo 18:Não pensei duas vezes e subi. Ao passar pelo quarto do Luíz, escutei a voz da Nanda. Ela parecia estar quase perdendo a voz. Fui até o quarto e abri a porta.A Nanda estava péssima. Deitada no próprio vômito, toda suja de sangue. As roupas rasgadas. Suas pupilas pareciam azeitonas, grandes demais, denunciando que já havia usado drogas. O corpo fraco, sem reação. Tudo indicava que algo muito errado tinha acontecido com ela.Na mesma hora, peguei-a nos braços e a levei para o meu quarto. Ela quase não tinha forças. Ao chegar, coloquei-a na cama e fechei a porta.— Nanda, o que aconteceu com você? — perguntei, desesperada.— Cuidado… Bel… o Luíz não é… — ela tentou falar, mas não conseguiu terminar. Desmaiou logo em seguida.Eu não sabia o que fazer. A cabeça girava, o coração parecia sair pela boca. A primeira coisa que me veio à mente foi ligar para o Matteo, mas só dava ocupado. Liguei então para a Lu e pedi que ela e o Carlos viessem me ajudar. Precisávamos tirar a Nanda
Capítulo 16Ele me deixou em casa, nos despedimos com um beijo e entrei. Lu e Nanda estavam na porta; me olharam com um ar de reprovação.Nanda — Você é doida, prima? Você nem conhece o cara direito e já está saindo sem avisar!Eu nem liguei para o que ela estava falando. Continuei andando, fui ao meu quarto, tomei banho e me arrumei. A Lu estava sentada na cama, me observando.Lu — Pelo visto, a tarde foi boa, né?Bel — Foi perfeita, e eu não queria que a Nanda estragasse meu dia brigando comigo!Lu — Ela não gostou do vácuo que você deu nela, mas com certeza vai te perdoar. Hoje eu vou dormir aqui contigo, e você vai me contar tudo, tudo, viu?Bel — É claro que vou contar tudo, mas antes eu vou comer e falar com a Nanda! :DDesci. A Nanda estava sentada no sofá, assistindo TV com o Luiz. Cheguei mais perto deles.Bel — Nanda, me desculpa, mas é porque você estava parecendo o meu pai!Nanda — Confesso que exagerei, mas é porque eu me sinto responsável por ti, prima.Bel — Tudo bem. E
Último capítulo