A mansão

O celular começou a tocar insistente, arrancando-me de um sono leve e confuso. Abri um olho, depois o outro, completamente desorientada. A claridade atravessava a cortina.

Amanheceu.

— Ai, não… — murmurei, levando a mão ao rosto. — Já é dia?

Atendi ainda meio zonza.

— Alô…?

Do outro lado, a voz perfeitamente controlada e educada de Carlos surgiu, como se fosse impossível aquele homem falar sem postura.

— Bom dia, Laura. Aqui é o Carlos. O senhor Alejandro González pediu que eu viesse buscá-la.

Demorei alguns segundos para processar.

Buscar…

Buscar ?

Minha mente deu um salto brusco, como um computador reiniciando depois de travar.

Contrato.

Mansão.

Alejandro.

Meu Deus!

Sentei na cama num pulo, o cabelo completamente rebelde, o coração acelerando.

— Ah… claro… — respondi, tentando soar mais acordada do que realmente estava.

Carlos continuou, impecável:

— Quando estiver pronta, é só retornar neste número. Estarei nas proximidades.

— Certo… obrigada, Carlos.

Desliguei e fiquei olhando
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