O celular começou a tocar insistente, arrancando-me de um sono leve e confuso. Abri um olho, depois o outro, completamente desorientada. A claridade atravessava a cortina.
Amanheceu.
— Ai, não… — murmurei, levando a mão ao rosto. — Já é dia?
Atendi ainda meio zonza.
— Alô…?
Do outro lado, a voz perfeitamente controlada e educada de Carlos surgiu, como se fosse impossível aquele homem falar sem postura.
— Bom dia, Laura. Aqui é o Carlos. O senhor Alejandro González pediu que eu viesse buscá-la.
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