Quando finalmente entrei no apartamento, a porta mal havia fechado e eu já despenquei no chão, chorando sem conseguir controlar.
Tudo o que eu tinha se desmoronou em poucas horas.
Não havia alternativa. Eu sabia.
Mais cedo ou mais tarde teria que aceitar a proposta de Alejandro.
Desempregada, com aluguel, contas e a vida inteira pendurada em cima de mim… eu não tinha para onde correr.
Deitada no sofá, com os olhos inchados, virei o rosto para a revista.
O contato dele brilhava ali, bem na minha frente.
Minha mente sussurrava: É só ligar.
Mas meu coração… travou.
Meu dedo pairou sobre o celular, tremendo.
E mesmo assim eu não tive coragem.
…
Numa esquina perto do apartamento da Laura, Carlos dentro do carro discretamente enquanto falava ao telefone.
Carlos ajeitou os óculos antes de falar ao telefone:
— Senhor… ela está em casa.
Do outro lado da linha, a voz de Alejandro veio carregada de irritação contida:
— Ela não foi trabalhar?
— Foi, sim. Mas saiu pouco depois… com uma ca