Logo depois, Carmen, a governanta, bateu de leve à porta. O toque foi quase cerimonioso, como se até o som obedecesse a um protocolo invisível. Quando falou, sua voz veio macia, educada, daquele tipo que parece ter sido treinada em uma escola de etiqueta suíça.
— O jantar está servido, senhorita. O senhor Alejandro a espera.
Fechei os olhos por um segundo.
Respirei fundo.
Era agora.
Eu não ia atravessar aquela porta como figurante da própria vida. Não depois de tudo. Não depois daquela noite, d