Mundo ficciónIniciar sesiónÉ uma história sobre uma mulher gorda chamada Raquel que sofreu bullying na infância e cresceu e virou uma CEO de uma rede de restaurantes famososa bem sucedida. Um dia um grupo rival, cria uma rede de academia fitness que faz as vendas da empresa de Raquel caírem. Então Raquel descobre que o seu concorrente é o seu bully de infância Marcelo e ela vai tomar algumas providências. E nisso a competição entre eles fica mais séria, com golpes, vingança, espiões. E nesse processo eles lá pra frente começam a sentir atração um pelo outro.
Leer másO tempo não apagou o que aconteceu.Lapidou.O mercado mudou. Tendências vieram e foram. Escândalos surgiram e desapareceram na velocidade das redes sociais. Mas algumas histórias não morrem — elas amadurecem.Raquel amadureceu.Sua marca não era apenas forte. Era referência.O que começou como uma rede de restaurantes ousada, afetiva e resistente transformou-se em um império gastronômico que unia sabor, identidade e posicionamento social. A crise que quase a derrubou anos atrás agora era estudada em cursos de gestão como exemplo de reconstrução estratégica.Ela não era mais “a CEO que superou um escândalo”.Era simplesmente uma das líderes empresariais mais influentes do país.E ainda era gorda.E ainda era poderosa.E nunca mais pediu desculpas por ocupar espaço.---Marcelo também mudou.Não virou santo.Não virou exemplo moral impecável.Mas deixou de ser predador.Seus negócios continuavam lucrativos, mas agora sustentados por alianças transparentes, posicionamento ético e cresci
A tensão entre eles não nasceu naquela semana.Não nasceu naquele evento.Não nasceu sequer na fase adulta.Ela era antiga.Mal resolvida.Transformada ao longo dos anos.O que antes era rivalidade agressiva havia se tornado algo mais sofisticado — uma energia densa, consciente, quase magnética.Eles não estavam mais em guerra.Mas também não estavam neutros.Era pior.Era escolha.---O encontro não foi planejado para terminar daquele jeito.Raquel havia aceitado o convite para um jantar estratégico — um ambiente neutro, discreto, reservado. Um restaurante pequeno, iluminação baixa, mesas afastadas o suficiente para privacidade, mas não para escândalo.Conversaram sobre mercado.Sobre novas diretrizes.Sobre como manter concorrência saudável sem sabotagens.Riram, inclusive.Era estranho.Leve.Perigoso.Marcelo estava diferente — menos performático, mais presente. Não tentava impressionar. Não tentava vencer cada frase. Ouvia.E Raquel percebia.— Você está menos defensivo — ela com
O evento era grande o suficiente para atrair imprensa internacional.Luzes frias. Telões projetando números bilionários. Networking disfarçado de cordialidade. Taças de cristal. Sorrisos calculados.Era o tipo de ambiente onde Marcelo costumava dominar com facilidade — antes.Agora ele não queria dominar.Queria sustentar.Raquel chegou alguns minutos depois dele.Não atrasada. Estratégica.Vestia elegância como armadura — postura firme, olhar atento, presença que não precisava de exagero para ser notada. Ela não entrava em ambientes. Ela os reorganizava.Os olhares se voltaram imediatamente.Não por escândalo.Mas porque o histórico deles era conhecido.Antigos rivais. Concorrência agressiva. Entrevistas públicas com indiretas afiadas. Movimentações de mercado quase bélicas.E agora estavam ali.Não como aliados.Mas como líderes independentes que sobreviveram à guerra.Marcelo a viu antes que ela o visse.Ou talvez ela já tivesse visto — e fingido não ver.Ele não desviou o olhar.E
A palavra veio sem anúncio.Sem trilha sonora.Sem solenidade.Sem preparação dramática.Veio como as coisas mais importantes da vida costumam vir: distraída, quase casual.Era um sábado comum — e talvez por isso fosse extraordinário.Marcelo estava sentado no chão da sala de Jennifer, montando uma pequena maquete improvisada com Denise. Não era nada grandioso. Papelão, fita adesiva, lápis de cor espalhados e uma régua que Denise usava como se fosse instrumento cirúrgico.Ela estava desenhando mais um restaurante imaginário.— Esse aqui vai ter cozinha aberta — explicou ela, concentrada. — As pessoas vão poder ver tudo.Marcelo sorriu de leve.— Transparência total?Ela fez uma careta.— Não fala igual executivo.Ele riu baixo.Não riu para impressionar.Não riu para suavizar ambiente.Riu porque achou graça de verdade.Ele observava a filha desenhar com a atenção de quem estuda um mapa precioso. Cada linha que ela traçava era uma pista sobre quem ela estava se tornando.Ele já sabia
Francine e Eduardo estavam ótimos em um relacionamento, feliz a um mês. Ainda mais depois que a "guerra" cessou. Hoje é uma noite tranquila e não foi planejada com roteiro. Refletindo a expontaniedade do casal. Não houve jantar sofisticado nem discurso ensaiado. Foi simples. E exatamente por isso foi especial. A noite começou tranquila. Francine chegou ao apartamento de Eduardo trazendo apenas uma bolsa pequena e um sorriso sereno. Não havia tensão escondida, nem segredo, nem medo de serem descobertos. Havia escolha. Eduardo abriu a porta antes mesmo que ela tocasse a campainha. — Você está adivinhando quando eu chego agora? — ela provocou. — Não. Eu estava esperando. A frase parecia simples, mas carregava algo maior. Esperar. Ele não estava ansioso. Nem inquieto. Estava presente. Ela entrou, tirando os sapatos, observando o ambiente como quem já se sente em casa, mas ainda respeita o espaço. — Sem reuniões amanhã? — ela perguntou. — Nenhuma crise agenda
A guerra acabou de forma silenciosa. Não houve anúncio oficial. Não houve manchetes dramáticas. Não houve vencedores declarados. Houve apenas uma mudança gradual no ar. E foi nesse silêncio que Francine e Eduardo perceberam algo raro: eles podiam finalmente respirar. --- Era sábado de manhã quando Eduardo acordou sem despertador pela primeira vez em meses. Sem relatório urgente. Sem reunião tensa. Sem estratégia oculta. Ele ficou alguns segundos olhando para o teto, tentando identificar o que estava diferente. Era leveza. Uma sensação simples que ele quase não reconhecia mais. O telefone não vibrava com notificações de crise. Marcelo não enviava mensagens às seis da manhã. As decisões agora eram discutidas, não impostas. Ele virou o rosto e viu Francine dormindo ao lado dele. Não havia pressa. Não havia segredo. Ela estava ali porque queria estar. E ele também. A relação deles tinha começado sob tensão, sob coincidências quase perigosas, sob a descoberta inesperad





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