A manhã chegou devagar, como se o mundo lá fora ainda não quisesse acordar. Demorei para abrir os olhos. A cabeça latejava, o corpo parecia pesar o dobro. Cada músculo doía como se eu tivesse dançado a noite inteira — e talvez tivesse mesmo, de um jeito que nem lembrava direito.Um feixe de luz atravessava a cortina, denunciando que o dia já tinha começado. Pisquei algumas vezes, tentando entender onde estava. Só então percebi que estava nua, coberta apenas por um lençol branco que cheirava a perfume masculino.Foi quando tudo veio de uma vez — como um filme passando rápido demais. O elevador, a risada de Cristina, o quarto, a porta entreaberta, aquele homem… Meu coração disparou. Sentei na cama num susto, o lençol escorregando até a cintura.Olhei ao redor. Ele não estava mais ali. Nenhum sinal. Nenhuma camisa jogada, nenhum vestígio. Senti um alívio estranho misturado com vergonha.Levei as mãos ao rosto, tentando me lembrar de cada detalhe. O que eu disse? O que eu fiz? Meu De
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