O carro deslizou pela rua silenciosa, elegante demais para o meu bairro onde cresci, e eu já me sentia fora de lugar naquele carro luxuoso.
— Alejandro, eu quero que você me leve de volta para o meu apartamento — falei, cruzando os braços, tentando soar firme… mesmo com o coração fazendo samba no peito.
Alejandro González desviou o olhar da rua só para mim, com aquele meio sorriso arrogante que dava vontade de empurrar… e beijar. O combo completo da desgraça emocional.
— Você deveria ir comigo. Ainda não conhece minha casa. A mansão é grande demais para poucas pessoas.
— Mansões e eu não combinamos — rebati. — Eu não estou preparada pra isso. Pra você. Pra… tudo.
Ele suspirou, impaciente.
— Se vai casar comigo, Laura, não faz sentido continuar naquele apartamento. Você vai morar comigo.
— Eu vou casar, não desaparecer do mapa — respondi, já começando a me irritar.
O clima no carro ficou denso, pesado, dramático demais para os com bancos de couro italiano do veículo.
Quando o carro par