Mundo de ficçãoIniciar sessãoQuando Isabella Falconi desembarca em Nova York, ela sabe exatamente qual é sua missão: seduzir o homem mais perigoso da Costa Leste e garantir que sua família obtenha a vantagem que tanto deseja. Criada desde criança para ser uma esposa perfeita — educada, elegante, obediente — Isabella é a arma mais valiosa do clã Falconi. Mas nada a preparou para Enzo Coppola, o Don implacável que governa sua família com punhos de ferro, olhos azuis capazes de destruir defesas e um corpo marcado por tatuagens e pecados. Ele não é apenas poderoso. Ele é calculista. Indomável. E reconhece uma ameaça quando ela entra pela sua porta usando salto alto e perfume de jasmim. O noivado entre eles deveria ser apenas um acordo político... Mas cada olhar vira um desafio. Cada toque, uma provocação. Cada aproximação, um risco de explosão. Isabella esconde segredos. Enzo esconde cicatrizes. E ambos escondem o fato mais perigoso de todos: estão se tornando reféns um do outro. Entre jogos de poder, ciúmes explosivos, paixões proibidas, conspirações familiares e inimigos à espreita, um único erro pode custar vidas — e esse casamento pode ser tanto a salvação quanto a ruína de duas famílias inteiras. 🔥 “Sob o Domínio do Don” é um romance intenso, sensual e cheio de suspense, perfeito para leitoras que amam homens alfa, possessivos, relações proibidas e reviravoltas de tirar o fôlego.
Ler maisDeslizo as pontas dos dedos pela curva da cintura até o quadril da mulher estirada na minha cama. Os fios castanhos claros espalhados sobre o travesseiro destoam da lembrança que ainda pulsa na minha mente. O tom está errado. O cheiro também.
Flashes da noite anterior me assaltam em meio à ressaca e à confusão — ora um par de olhos verdes me encarava com brilho inconfundível, ora eram apenas olhos comuns, sem alma, sem fogo. Tudo se mistura, borrado pela bebida e pelo maldito comprimido que não devia ter tomado.
Não sei em que momento decidi experimentar a droga que vendemos, muito menos misturá-la ao uísque. Só lembro de ver a morena cruzando a porta da boate, ao lado de Felippo e Matteo, e de enfiar o comprimido na boca sem pensar. Porque carrego esse tipo de coisa comigo, nem eu sei. Nos últimos dias, minhas atitudes têm me soado estranhas — até para mim mesmo.
Dou leves batidas no traseiro dela, ainda nu e exposto. — Acorda, donna. Andiamo — murmuro, roçando os lábios em seu ombro. Sempre fui cuidadoso com as mulheres. Mesmo quando sabia que seria só uma noite, gosto de deixá-las marcadas, de corpo e alma. Sou um cafajeste assumido, e sim, me orgulho disso. Mas nunca deixo que nenhuma mergulhe no escuro sem saber onde está pisando.
Elas se entregam de bom grado — e eu retribuo à altura, venerando cada gemido, cada olhar. Só não prometo exclusividade. Nem quero.
A morena se espreguiça preguiçosamente e se vira, revelando os seios fartos que me arrancam um sorriso torto. Ao menos isso não está errado. Inclino-me, abocanhando um dos bicos rijos, e o gemido que escapa de sua garganta me faz esquecer por alguns segundos o que eu pretendia: mandá-la embora. Meu corpo, no entanto, protesta. O tesão lateja, pedindo mais.
Mordo acima da aréola, sugo com força e deixo minha marca. A garota se contorce, a mão descendo entre as pernas. — Nem pense nisso — ordeno, sem erguer o tom. Ela sorri, cúmplice e obedece. Retomo o jogo, alternando beijos e mordidas até sentir seus mamilos duros contra minha língua. Então pego a camisinha da mesinha e a visto, sem pressa.
— De quatro, donna. Quero ver você todinha. Ela se posiciona, empinando o quadril. O gemido que escapa quando passo a glande do meu pau entre seus lábios úmidos é puro deleite. Espalho o prazer, subindo até o limite do aro proibido, e chupo o polegar antes de invadi-la por completo. Ela me engole inteira, gritando contra o colchão. Seguro firme em sua cintura e começo a estocar, sem piedade, sentindo o corpo dela se contrair ao redor de mim. Quando ouço o próprio nome escapar de sua boca, percebo que nem sei o dela.
— Ah, Enzo… eu vou… ah… gozar.
— Goza pra mim, bela dona. Vai... agora. Ela explode, e eu junto. Caio ao lado, ofegante, o corpo coberto por um calor que já começa a se dissipar.
Minutos depois, murmuro: — Devi andare, bella. Tenho trabalho demais para cuidar de você. — Você já cuidou — ela rebate, se levantando e indo até o banheiro.
Quando volta, já vestida, a observo em silêncio. Pego o roupão e a acompanho até a porta. Dou sinal a um dos meus homens para levá-la em segurança. Assim que a porta se fecha, solto um longo suspiro e encaro o reflexo no vidro da varanda.
A reunião do conselho será em poucas horas e sei que vem chumbo grosso tratando daqueles vecchio maledetos.
EPÍLOGO Enzo CoppolaA Toscana sempre teve esse cheiro: uva madura, terra quente e vento amaciado pelo sol. É um perfume antigo, que gruda na memória e, por algum motivo que nem tento entender, me acalma.Talvez porque aqui nada me lembra sangue. Nada me lembra perda. Nada me lembra o Don que o mundo exige que eu seja.Caminho entre as fileiras do parreiral enquanto Isabella acompanha meu passo, o vestido leve roçando na pele bronzeada pelas últimas semanas de calmaria. Nani ficou em casa com Dante, prometendo que não tiraria os olhos dele nem por um segundo. Deixar nosso filho lá enquanto vínhamos ver a vinícola foi o mais perto de uma “folga” que tivemos desde que o pequeno nasceu.E, sinceramente, senti falta desse tempo com ela.— Non è bellissimo? — Isabella pergunta, girando devagar entre as vinhas, como se estivesse em um filme. A luz dourada cola no cabelo dela, transformando tudo o que toco em al
Capítulo 37 Enzo CoppolaEu nunca pensei que um dia estaria assim: correndo por um hospital não porque alguém foi ferido…, mas porque meu filho estava chegando ao mundo.Era madrugada quando Isabella apertou minha mão e disse com aquela calma irritante:— Enzo… a bolsa estourou.Eu entrei em pânico.Ela riu.Os médicos correram.Eu quase desmaiei — de novo.— Senhor Enzo, venha por aqui — a enfermeira pediu.— Eu vou junto — eu disse imediatamente.— É claro — ela respondeu, contida, tentando não rir da minha cara.Isabella caminhava com firmeza, apesar das contrações. Eu estava quase carregando ela e quase sendo carregado — porque minhas pernas tremiam mais que as dela.Dentro da sala, os monitores apitavam e o hospital parecia grande demais. E eu… pequeno demais.— Enzo — ela sussurrou, segurando meu queixo — olha para mim. Respira comigo, lembra?Eu respirei.Por ela.Por Dante.O trabalho de parto foi r
Capítulo 36 Enzo CoppolaA notícia ainda pulsava dentro de mim: um bambino.Meu filho. Nosso filho.Eu estava tão feliz, tão leve, tão fodidamente vivo que, pela primeira vez em meses, mandei meus seguranças irem embora.— Podem ir. Eu levo minha esposa para casa — falei, batendo a mão no ombro de Luigi.Ele arqueou a sobrancelha.— Tem certeza disso?— Luigi, eu sou o homem mais feliz do planeta. Nada vai dar errado hoje.Ele riu, incrédulo, mas obedeceu. Uma a uma, as SUVs pretas se afastaram. O estacionamento ficou quase vazio.Eu abri a porta do carro e ajudei Isabella a entrar. Ela mal sentou e já me olhava com aquele sorriso que sempre detonava minha sanidade.— O que foi? Por que está me olhando assim? — ela murmurou.— É que… — encostei a testa na dela — Eu nem acredito que você me perdoou.O sorriso dela cresceu.O meu também.A felicidade transbordava e junto com ela veio algo perigoso, quente, pulsando s
Capítulo 35 Enzo CoppolaEu já enfrentei tiroteio, sangue, correria, sequestro…, mas nada, absolutamente nada, podia ter me preparado para uma sala branca, uma tela de ultrassom e o coração da mulher que eu amo batendo acelerado enquanto esfregava gel na barriga.A médica parecia mais animado que a gente.Tudo bem, mais animado que eu — porque Isabela estava sorrindo como se tivesse engolido o sol.Eu, por outro lado?Parecia que eu tinha engolido um tijolo.A tela piscou. O médico passou o aparelho, deu um zoom, sorriu de canto e soltou:— Bom… acho que temos novidades aqui.Meu estômago caiu até o inferno.— O quê? Tá tudo bem doutora? — minha voz saiu meio trincada, meio rouca, meio desesperada.Isabela apertou minha mão, rindo.— Enzo, respira.Eu tentei.Falhei miseravelmente.A médica virou a tela um pouco mais para a gente e apontou.— Meus parabéns. Vocês vão ter um menino.Foi como se alguém tives
Capítulo 34 Isabella FalconiAcordei hoje com a sensação de que meu estômago tinha virado uma máquina de lavar roupa no modo turbo.Culpa dos nervos?Culpa do bebê chutando?Culpa da porra do exame que vai revelar o sexo?Ou… culpa do nome que não sai da minha cabeça, mesmo quando eu juro que não vou pensar nele?Enzo.Dois meses.Faz dois meses que não sei nada sobre ele.Ele sumiu sem deixar nem cheiro de uísque no ar.E ainda assim… aqui estou eu, passando perfume, arrumando o cabelo e fingindo pra Francesca que o enjoo é físico — quando na verdade é emocional mesmo.Francesca, claro, repara tudo.— Isa, você está pálida.— Grávida, Francesca. GRÁ-VI-DA — respondo, revirando os olhos. — É normal.— Normal é você ficar com vontade de comer tijolo, não ficar com cara de viúva antes do enterro.Eu suspiro.— Eu não estou com cara de viúva.Ela me olha de cima a baixo.— Querida, se tristeza tivesse forma humana, seria você
Capítulo 33 Enzo Coppola (2 MESES DEPOIS)Duas coisas viraram rotina nesses últimos dois meses:A porra da insônia…E a saudade que está me matando aos poucos.Acordo todo dia enfiado nessa casa velha da Itália, que mais parece um mausoléu do que um lugar para viver. A mansão Coppola aqui na Sicília deveria ser “tradicional”, “respeitável”, “símbolo da família”.Para mim virou só um buraco luxuoso onde eu me escondo do mundo… e dela.Isabela.Maldita e bendita Isabella.Me levanto da cama com a cabeça latejando, resultado de outra madrugada bebendo mais do que devia.Já perdi a conta de quantas garrafas de uísque matei tentando apagar o rosto dela.Os olhos dela.A porra do cheiro dela.Mas nada funciona.Nem álcool, nem silêncio, nem distância.Jogo a camisa amarrotada no chão e caminho até a varanda. O sol da Sicília bate forte demais, como se tivesse raiva de mim também.A vista é bonita, o mar lá embai





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