Capítulo 34
Isabella Falconi
Acordei hoje com a sensação de que meu estômago tinha virado uma máquina de lavar roupa no modo turbo.
Culpa dos nervos?
Culpa do bebê chutando?
Culpa da porra do exame que vai revelar o sexo?
Ou… culpa do nome que não sai da minha cabeça, mesmo quando eu juro que não vou pensar nele?
Enzo.
Dois meses.
Faz dois meses que não sei nada sobre ele.
Ele sumiu sem deixar nem cheiro de uísque no ar.
E ainda assim… aqui estou eu, passando perfume, arrumando o cabelo e fingindo pra Francesca que o enjoo é físico — quando na verdade é emocional mesmo.
Francesca, claro, repara tudo.
— Isa, você está pálida.
— Grávida, Francesca. GRÁ-VI-DA — respondo, revirando os olhos. — É normal.
— Normal é você ficar com vontade de comer tijolo, não ficar com cara de viúva antes do enterro.
Eu suspiro.
— Eu não estou com cara de viúva.
Ela me olha de cima a baixo.
— Querida, se tristeza tivesse forma humana, seria você