Capítulo 33
Enzo Coppola
(2 MESES DEPOIS)
Duas coisas viraram rotina nesses últimos dois meses:
A porra da insônia…
E a saudade que está me matando aos poucos.
Acordo todo dia enfiado nessa casa velha da Itália, que mais parece um mausoléu do que um lugar para viver. A mansão Coppola aqui na Sicília deveria ser “tradicional”, “respeitável”, “símbolo da família”.
Para mim virou só um buraco luxuoso onde eu me escondo do mundo… e dela.
Isabela.
Maldita e bendita Isabella.
Me levanto da cama com a cabeça latejando, resultado de outra madrugada bebendo mais do que devia.
Já perdi a conta de quantas garrafas de uísque matei tentando apagar o rosto dela.
Os olhos dela.
A porra do cheiro dela.
Mas nada funciona.
Nem álcool, nem silêncio, nem distância.
Jogo a camisa amarrotada no chão e caminho até a varanda. O sol da Sicília bate forte demais, como se tivesse raiva de mim também.
A vista é bonita, o mar lá embai