Capítulo 7
Enzo Coppola
A manhã chegou cedo demais.
Ainda havia fumaça de charuto no ar quando desci as escadas, o relógio de ouro marcando pouco depois das oito.
Não costumo dormir muito — o poder não perdoa quem relaxa —mas naquela noite, o sono simplesmente não veio.
Passei horas revisando documentos, tentando ignorar a lembrança dos olhos cor de avelã que me atravessaram no escritório.
Inútil.
O som de risadas veio do salão de café. Risadas femininas.
Não precisei de muito para reconhecer o timbre suave que ecoava entre as colunas.
Isabella.
Atravessei o corredor lentamente, e o que vi me fez parar por um instante.
Matteo estava sentado à mesa, encostado na cadeira com aquele sorriso fácil que sempre o salvava de problemas.
À frente dele, Isabella conversava enquanto mexia distraidamente o café na xícara.
A luz da manhã atravessava as janelas e batia sobre ela, destacando o brilho natural dos cabelos castanh