Capítulo 35
Enzo Coppola
Eu já enfrentei tiroteio, sangue, correria, sequestro…, mas nada, absolutamente nada, podia ter me preparado para uma sala branca, uma tela de ultrassom e o coração da mulher que eu amo batendo acelerado enquanto esfregava gel na barriga.
A médica parecia mais animado que a gente.
Tudo bem, mais animado que eu — porque Isabela estava sorrindo como se tivesse engolido o sol.
Eu, por outro lado?
Parecia que eu tinha engolido um tijolo.
A tela piscou. O médico passou o aparelho, deu um zoom, sorriu de canto e soltou:
— Bom… acho que temos novidades aqui.
Meu estômago caiu até o inferno.
— O quê? Tá tudo bem doutora? — minha voz saiu meio trincada, meio rouca, meio desesperada.
Isabela apertou minha mão, rindo.
— Enzo, respira.
Eu tentei.
Falhei miseravelmente.
A médica virou a tela um pouco mais para a gente e apontou.
— Meus parabéns. Vocês vão ter um menino.
Foi como se alguém tives