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Sob o Dominio do Don
Sob o Dominio do Don
Por: Lilly Bardo
Capitulo 1 Enzo Coppola

Deslizo as pontas dos dedos pela curva da cintura até o quadril da mulher estirada na minha cama. Os fios castanhos claros espalhados sobre o travesseiro destoam da lembrança que ainda pulsa na minha mente. O tom está errado. O cheiro também.

Flashes da noite anterior me assaltam em meio à ressaca e à confusão — ora um par de olhos verdes me encarava com brilho inconfundível, ora eram apenas olhos comuns, sem alma, sem fogo. Tudo se mistura, borrado pela bebida e pelo maldito comprimido que não devia ter tomado.

Não sei em que momento decidi experimentar a droga que vendemos, muito menos misturá-la ao uísque. Só lembro de ver a morena cruzando a porta da boate, ao lado de Felippo e Matteo, e de enfiar o comprimido na boca sem pensar. Porque carrego esse tipo de coisa comigo, nem eu sei. Nos últimos dias, minhas atitudes têm me soado estranhas — até para mim mesmo.

Dou leves batidas no traseiro dela, ainda nu e exposto. — Acorda, donna. Andiamo — murmuro, roçando os lábios em seu ombro. Sempre fui cuidadoso com as mulheres. Mesmo quando sabia que seria só uma noite, gosto de deixá-las marcadas, de corpo e alma. Sou um cafajeste assumido, e sim, me orgulho disso. Mas nunca deixo que nenhuma mergulhe no escuro sem saber onde está pisando.

Elas se entregam de bom grado — e eu retribuo à altura, venerando cada gemido, cada olhar. Só não prometo exclusividade. Nem quero.

A morena se espreguiça preguiçosamente e se vira, revelando os seios fartos que me arrancam um sorriso torto. Ao menos isso não está errado. Inclino-me, abocanhando um dos bicos rijos, e o gemido que escapa de sua garganta me faz esquecer por alguns segundos o que eu pretendia: mandá-la embora. Meu corpo, no entanto, protesta. O tesão lateja, pedindo mais.

Mordo acima da aréola, sugo com força e deixo minha marca. A garota se contorce, a mão descendo entre as pernas. — Nem pense nisso — ordeno, sem erguer o tom. Ela sorri, cúmplice e obedece. Retomo o jogo, alternando beijos e mordidas até sentir seus mamilos duros contra minha língua. Então pego a camisinha da mesinha e a visto, sem pressa.

— De quatro, donna. Quero ver você todinha. Ela se posiciona, empinando o quadril. O gemido que escapa quando passo a glande do meu pau entre seus lábios úmidos é puro deleite. Espalho o prazer, subindo até o limite do aro proibido, e chupo o polegar antes de invadi-la por completo. Ela me engole inteira, gritando contra o colchão. Seguro firme em sua cintura e começo a estocar, sem piedade, sentindo o corpo dela se contrair ao redor de mim. Quando ouço o próprio nome escapar de sua boca, percebo que nem sei o dela.

— Ah, Enzo… eu vou… ah… gozar.

— Goza pra mim, bela dona. Vai... agora. Ela explode, e eu junto. Caio ao lado, ofegante, o corpo coberto por um calor que já começa a se dissipar.

Minutos depois, murmuro: — Devi andare, bella. Tenho trabalho demais para cuidar de você. — Você já cuidou — ela rebate, se levantando e indo até o banheiro.

Quando volta, já vestida, a observo em silêncio. Pego o roupão e a acompanho até a porta. Dou sinal a um dos meus homens para levá-la em segurança. Assim que a porta se fecha, solto um longo suspiro e encaro o reflexo no vidro da varanda.

A reunião do conselho será em poucas horas e sei que vem chumbo grosso tratando daqueles vecchio maledetos.

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