Mundo ficciónIniciar sesiónMadison Falcone aprendeu cedo que alguns desejos não pedem permissão — apenas silêncio. Entre relacionamentos que deveriam ser seguros, escolhas que nunca foram inocentes e encontros que mudaram o curso da sua vida, Madison narra suas experiências mais íntimas como quem abre um diário que jamais deveria ser lido. Cada conto revela um pedaço da mulher que ela é: intensa, contraditória, consciente de seus pecados — e incapaz de negá-los. Nada aqui é romantizado. O prazer caminha lado a lado com a culpa. O desejo nasce onde não deveria existir. E cada entrega deixa marcas invisíveis, mas profundas. Pecados Íntimos é uma coletânea de contos eróticos psicológicos sobre poder, submissão emocional, atração pelo proibido e as escolhas que fazemos quando acreditamos estar sozinhos demais para resistir. Este não é um livro sobre amor. É sobre aquilo que fazemos quando ninguém está olhando. E sobre os segredos que carregamos para sempre. Porque alguns pecados… não precisam ser perdoados. Apenas vividos.
Leer másSe você chegou até aqui, já atravessou uma linha invisível. Não é uma linha que separa o certo do errado, o moral do imoral. É uma linha muito mais perigosa: a que separa o que se diz em voz alta do que se sabe em silêncio.
E, se você a atravessou, eu também o fiz. Meu nome é Madison Falcone — ou ao menos é assim que escolhi me apresentar. Há outros nomes, é claro. Há a "Mad" que os amigos mais próximos conhecem; há os apelidos sussurrados em quartos de hotel; há os rótulos fáceis que a sociedade insiste em colar em qualquer mulher que viva seu desejo sem pedir permissão. Mas, aqui, para você, eu sou Madison. E este livro é o meu nome, escrito em tinta indelével, contando aquilo que nunca deveria ter sido dito em voz alta. Este projeto não nasceu de um momento de coragem súbita, não. A coragem é barulhenta, heroica, exige plateia. Este livro, ironicamente, nasceu do silêncio. De um silêncio pesado e sufocante que se acumulou ao longo de anos, preenchendo o espaço entre o que eu sou e o que o mundo esperava que eu fosse. Cada conto que você irá ler carrega um desejo que foi reprimido, uma escolha feita no escuro, um pensamento que nunca encontrou espaço nas conversas socialmente aceitáveis. Eu cansei de ser apenas um sussurro na fantasia alheia. Cansei de ser o corpo comentado em salas fechadas, o nome dito em voz baixa, um link salvo e depois apagado, um segredo que ninguém assumia à luz do dia. Antes de me tornar esse "segredo" — antes do dinheiro que se acumulou, das câmeras focadas, dos hotéis luxuosos, dos clientes que juravam ser os únicos a me conhecer —, eu já existia por inteiro dentro de mim. O desejo não me encontrou na vida adulta, em uma crise de autodescoberta tardia. Não. Ele apenas esperou. Esperou pacientemente que eu tivesse a coragem de olhar para ele, sem medo, e assumir sua vastidão. Desde muito jovem, descobri que havia algo em mim que não dormia, que não fazia acordos, que não negociava com as convenções. Enquanto as outras pessoas pareciam negociar com o próprio corpo — esperando o momento certo, a pessoa certa, a permissão certa para sentir —, o meu corpo nunca pediu autorização. Ele pulsava. Chamava. Insistia. Eu descobri cedo que meu corpo reagia diferente, que meu desejo era mais alto, e que a minha curiosidade não caberia, de forma alguma, nos limites impostos. E eu tentei, juro que tentei, fazer o que esperavam de mim. Eu vesti roupas comportadas que mal tocavam a pele, ouvi conselhos enfadonhos de mulheres que confundiam a castidade com virtude, frequentei ambientes onde o desejo feminino precisava ser discreto, educado, quase invisível, uma nota de rodapé na história do homem. Mas nada disso me cabia. Eu não era feita para a contenção. Eu era feita para a intensidade. Só levei tempo para aceitar isso e parar de lutar contra a minha própria natureza. Quem está escrevendo para você? Se a descrição ajuda a desenhar a personagem em sua mente, eu a ofereço, não por vaidade, mas por transparência. Tenho a pele clara, quase translúcida em certos pontos, e um cabelo preto, longo e liso, que contrasta dramaticamente com os meus olhos azuis, intensos, que parecem absorver a luz de qualquer ambiente. Meu corpo é bem definido, resultado de uma disciplina que muitos confundem com obsessão, e meço 1,67 de altura. Eu sei que chamo a atenção sem esforço. Eu sei que sou desejada. Mas, acredite, o que mais me excita não é a validação externa; é o efeito que causo. É o momento exato em que a confusão se instala no olhar do outro, antes de dar lugar ao magnetismo. É o reconhecimento silencioso do meu poder. Sou inteligente, observadora, confiante — traços que me permitem ser provocante sem qualquer esforço ou artifício vulgar. Sou lúcida sobre meus próprios excessos, irônica quando preciso usar o intelecto como escudo, e sensível quando ninguém está olhando, um traço que guardo apenas para os momentos mais íntimos e desprotegidos. E, sim, sou Ninfomaníaca assumida. Não uso o termo como um rótulo de vitimização ou um pedido de desculpas, mas como uma definição precisa do meu estado de ser. Meu Desejo é constante, ativo, consciente, e inegociável. É a minha identidade sexual completa, não uma falha de caráter. Eu não me culpo. Eu me conheço. Para mim, o sexo é uma linguagem, mais complexa e honesta do que qualquer palavra falada. É uma experiência que transcende o físico, entrando na esfera da identidade e do prazer legítimo. Minha curiosidade é vasta, e meu apetite, insaciável. Gosto de tudo que me tira da zona de conforto: homens, mulheres, casais, grupos. Gosto da variedade que o mundo oferece e da intensidade que cada entrega proporciona. E, principalmente, sou fascinada pelas dinâmicas de poder que se revelam no auge da vulnerabilidade. O poder de escolher, de dominar, de ser dominada, de criar narrativas efêmeras que só existem entre dois (ou mais) corpos. Durante muito tempo, tentei justificar a minha vida pelas lentes alheias. As pessoas assumem que o dinheiro está no centro de tudo. E eu não nego que ele sempre foi abundante demais para justificar minhas escolhas como necessidade. Preciso de dinheiro? Não, claro que não. Sempre o tive. Mas prazer… ah, prazer sempre foi pessoal, uma busca filosófica e existencial, a única coisa que realmente me faz sentir viva. Escrevo este livro agora porque cansei de ser apenas fragmentos. Cansei de ser reduzida a rótulos fáceis: a ninfomaníaca, a promíscua, o escândalo da família, a fantasia proibida. Sou tudo isso e muito mais, e a única forma de provar isso é me apresentar como uma narrativa inteira. Não espere heroínas perfeitas nas páginas seguintes, nem finais moralmente confortáveis. Aqui existem mulheres reais, falhas, intensas, contraditórias — mulheres que sentiram antes de pensar. Eu não romantizo o sexo, como fazem os ingênuos. Eu não o banalizo, como fazem os entediados. E, acima de tudo, eu não o demonizo, como fazem os hipócritas. Eu simplesmente o vivo. E, com a mesma lucidez que me permitiu viver, estou escolhendo quais histórias contar. Estou selecionando quais clientes merecem existir no papel; quais momentos definiram quem eu me tornei, quais portas abriram ou fecharam meu caminho. Eu não vou te contar tudo. Eu vou te contar o que importa. Cada história que você vai ler aqui foi escolhida com o bisturi da minha memória. Não são todas as minhas aventuras. São aquelas que me moldaram, me desafiaram, e me mostraram quem eu sou quando ninguém está olhando. Não escrevo para pedir aceitação ou perdão. Escrevo para ocupar espaço. Meu desejo não é um erro de percurso que precisa de correção. É a estrada inteira, a rodovia principal da minha existência. E se você, leitor(a), chegou até esta página, talvez não esteja buscando apenas a excitação. Talvez esteja buscando entender por que algumas pessoas sentem demais — e por que o mundo insiste em puni-las por isso. Este livro é a minha resposta. E ainda estamos só começando a viagem. Leia com a mente aberta. Leia no silêncio da noite. Leia como quem guarda um segredo precioso. Porque, no fim, há coisas que ninguém precisa saber — exceto você.Chegamos ao fim da linha, queridos leitores. Ou, melhor dizendo, chegamos ao ponto onde a caneta encontra o presente, onde a história escrita se funde com a vida que eu vivo agora, neste exato instante, sentada na minha nova e imponente cobertura, observando as luzes da cidade que me condenou e me consagrou. Eu sei que este livro não foi uma leitura fácil. Não houve heroínas impecáveis, nem arcos de redenção clássicos. Vocês leram sobre a garota que foi quebrada pela exigência de perfeição do seu pai e que se reconstruiu com os pedaços de sua própria luxúria. Vocês me viram no esplendor da alta sociedade e na sujeira do feno. Vocês estiveram comigo na dor, na vergonha e, acima de tudo, no gozo. E é por isso que estou falando com vocês agora. Esta é a minha confissão, mas é mais do que isso: é a minha declaração de propriedade. Por anos, minha vida foi escrita por terceiros. Pelo meu pai, que me deu um roteiro de “Filha Perfeita” que e
Nós nos separamos abruptamente. Na entrada do restaurante, um paparazzo havia conseguido a foto perfeita: o beijo entre a herdeira deserdada e o melhor amigo de seu pai. — Puta que pariu! Isso não poderia acontecer — eu explodi, o pânico tomando conta de mim. A exposição nunca me incomodava nos meus filmes, mas a exposição que afetava a vida de Arthur era inaceitável. — Fica tranquila, Madison. Não tem problema, é só uma foto — Arthur tentou me acalmar, com uma serenidade que me irritou. — Arthur, como você pode ficar calmo? Não é só uma foto, é a sua reputação. Seu negócio, sua vida! — Do que você está falando? — Você tem uma reputação a zelar! Você é o melhor amigo do meu pai! Se ele ver uma foto dessa, a amizade de vocês vai acabar. E eu sei o quanto essa amizade é importante para você. Ele soltou uma risada amarga, mas com os olhos fixos nos meus, a fúria e o amor se misturando em um
O despertar no Hotel Imperial foi diferente. Não havia o peso da mentira ou o medo de ser descoberta, apenas o cheiro residual de Henrique e a certeza de que a minha vida antiga havia sido, finalmente, dinamitada. Eu estava sozinha, deserdada, e pela primeira vez, totalmente livre. Minha primeira ligação foi para Arthur. Ele era a minha bússola moral em meio à minha anarquia sexual. Disquei o número, e ele atendeu no primeiro toque, como se estivesse esperando. — Madison? Como você está? — A voz dele era urgente, carregada de preocupação. Eu contei tudo, sem suavizar os detalhes: o confronto com meu pai, o sermão e a expulsão com a roupa do corpo. Fui sincera e direta, como sempre fui com ele. — Ele não me deixou pegar nada, Arthur. Mas estou bem, juro. Houve um longo silêncio no telefone, um silêncio de dor, não de julgamento. Ele conhecia Hector Falcone profundamente, e sabia o quanto aquela rejeição
Lá fora, o carro estava parado. Henrique, meu fiel motorista e cúmplice secreto, estava próximo ao carro, a expressão dele era uma mistura de dor e lealdade inabalável. — Para onde a senhorita deseja ir? — ele perguntou, mantendo a formalidade. Eu sorri para ele, o meu primeiro sorriso de total liberdade. — Para um lugar onde eu não precise mais fingir. Para um hotel de luxo, Henrique. O mais discreto possível. — Sim, Madison. Entramos no carro. O silêncio era diferente do habitual; não era de tensão, mas de entendimento. Eu estava vestindo um vestido de dia caro, mas era, de fato, a única coisa material que eu possuía. Chegamos ao Hotel Imperial. Usei um cartão de crédito que Leon havia me forçado a abrir, uma conta secreta mantida com meus lucros, para provar que eu não dependia de meu pai. Pedi uma suíte luxuosa. Ao chegar no quarto, eu sabia que Henrique estava ali para algo
Cinco anos. Cinco anos tinham se passado desde aquele dia de aniversário, quando a mão protetora e experiente de Arthur, o melhor amigo do meu pai, me conduziu para a libertação. Eu tinha apenas dezoito anos, uma gaiola de ouro ambulante, e ele me mostrou a chave para o portão. Agora, aos vinte e três anos, a menina assustada havia desaparecido, substituída por uma mulher forjada no fogo do desejo e da fama. Eu explodi. Não havia outra palavra para descrever a minha ascensão. Graças à visão clínica e ao toque de gênio de Leon, eu me tornei a estrela mais quente do universo erótico. Meu nome artístico, Madison Flare, era sinônimo de excelência, luxúria e perversão. Eu não apenas participava de cenas; eu as dominava. Meu corpo, antes um templo intocado da pureza forçada, era agora uma obra de arte exibida para milhões. Eu fiz todos os tipos de cenas imagináveis, desafiando os limites do que era aceitável até mesmo no meu ramo: dupla penetração, gangbangs
Meses se passaram desde o turbilhão inicial de auto-descoberta. O gangbang, a violência do celeiro, o prazer roubado no consultório do Dr. Montez — tudo isso havia sido superado e catalogado como degraus na minha jornada incessante. Eu continuava minha vida dupla: a herdeira impecável sob o olhar frio do meu pai e a devoradora de prazeres insaciável na escuridão. Mas em meio a essa anarquia planejada, eu encontrei uma única constante, um refúgio que era ao mesmo tempo seguro e sexualmente intenso: Arthur. Eu estava no apartamento de Arthur, meu primeiro homem, aquele que, com um beijo proibido, havia libertado meu corpo do cativeiro social e dado início a essa minha saga pessoal. Seu apartamento era um santuário de luz suave e silêncio, sem o luxo opressor da mansão Falcone. Era um lugar onde eu podia ser apenas Madison, despida de títulos e mentiras. Adoro a intensidade de nossos encontros. A cada vez, é um reencontro, não apenas físico,
Último capítulo