Pecados Íntimos

Pecados ÍntimosPT

Romance
Última actualización: 2026-01-12
Gabi Nunes  Recién actualizado
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Resumen
Índice

Madison Falcone aprendeu cedo que alguns desejos não pedem permissão — apenas silêncio. Entre relacionamentos que deveriam ser seguros, escolhas que nunca foram inocentes e encontros que mudaram o curso da sua vida, Madison narra suas experiências mais íntimas como quem abre um diário que jamais deveria ser lido. Cada conto revela um pedaço da mulher que ela é: intensa, contraditória, consciente de seus pecados — e incapaz de negá-los. Nada aqui é romantizado. O prazer caminha lado a lado com a culpa. O desejo nasce onde não deveria existir. E cada entrega deixa marcas invisíveis, mas profundas. Pecados Íntimos é uma coletânea de contos eróticos psicológicos sobre poder, submissão emocional, atração pelo proibido e as escolhas que fazemos quando acreditamos estar sozinhos demais para resistir. Este não é um livro sobre amor. É sobre aquilo que fazemos quando ninguém está olhando. E sobre os segredos que carregamos para sempre. Porque alguns pecados… não precisam ser perdoados. Apenas vividos.

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Capítulo 1

Carta de Madison Falcone aos Leitores.

Se você chegou até aqui, já atravessou uma linha invisível. Não é uma linha que separa o certo do errado, o moral do imoral. É uma linha muito mais perigosa: a que separa o que se diz em voz alta do que se sabe em silêncio.

​E, se você a atravessou, eu também o fiz.

​Meu nome é Madison Falcone — ou ao menos é assim que escolhi me apresentar. Há outros nomes, é claro. Há a "Mad" que os amigos mais próximos conhecem; há os apelidos sussurrados em quartos de hotel; há os rótulos fáceis que a sociedade insiste em colar em qualquer mulher que viva seu desejo sem pedir permissão. Mas, aqui, para você, eu sou Madison. E este livro é o meu nome, escrito em tinta indelével, contando aquilo que nunca deveria ter sido dito em voz alta.

​Este projeto não nasceu de um momento de coragem súbita, não. A coragem é barulhenta, heroica, exige plateia. Este livro, ironicamente, nasceu do silêncio. De um silêncio pesado e sufocante que se acumulou ao longo de anos, preenchendo o espaço entre o que eu sou e o que o mundo esperava que eu fosse. Cada conto que você irá ler carrega um desejo que foi reprimido, uma escolha feita no escuro, um pensamento que nunca encontrou espaço nas conversas socialmente aceitáveis. Eu cansei de ser apenas um sussurro na fantasia alheia. Cansei de ser o corpo comentado em salas fechadas, o nome dito em voz baixa, um link salvo e depois apagado, um segredo que ninguém assumia à luz do dia.

​Antes de me tornar esse "segredo" — antes do dinheiro que se acumulou, das câmeras focadas, dos hotéis luxuosos, dos clientes que juravam ser os únicos a me conhecer —, eu já existia por inteiro dentro de mim.

​O desejo não me encontrou na vida adulta, em uma crise de autodescoberta tardia. Não. Ele apenas esperou. Esperou pacientemente que eu tivesse a coragem de olhar para ele, sem medo, e assumir sua vastidão. Desde muito jovem, descobri que havia algo em mim que não dormia, que não fazia acordos, que não negociava com as convenções. Enquanto as outras pessoas pareciam negociar com o próprio corpo — esperando o momento certo, a pessoa certa, a permissão certa para sentir —, o meu corpo nunca pediu autorização. Ele pulsava. Chamava. Insistia. Eu descobri cedo que meu corpo reagia diferente, que meu desejo era mais alto, e que a minha curiosidade não caberia, de forma alguma, nos limites impostos.

​E eu tentei, juro que tentei, fazer o que esperavam de mim.

​Eu vesti roupas comportadas que mal tocavam a pele, ouvi conselhos enfadonhos de mulheres que confundiam a castidade com virtude, frequentei ambientes onde o desejo feminino precisava ser discreto, educado, quase invisível, uma nota de rodapé na história do homem. Mas nada disso me cabia. Eu não era feita para a contenção. Eu era feita para a intensidade.

​Só levei tempo para aceitar isso e parar de lutar contra a minha própria natureza.

​Quem está escrevendo para você?

​Se a descrição ajuda a desenhar a personagem em sua mente, eu a ofereço, não por vaidade, mas por transparência. Tenho a pele clara, quase translúcida em certos pontos, e um cabelo preto, longo e liso, que contrasta dramaticamente com os meus olhos azuis, intensos, que parecem absorver a luz de qualquer ambiente. Meu corpo é bem definido, resultado de uma disciplina que muitos confundem com obsessão, e meço 1,67 de altura. Eu sei que chamo a atenção sem esforço. Eu sei que sou desejada. Mas, acredite, o que mais me excita não é a validação externa; é o efeito que causo. É o momento exato em que a confusão se instala no olhar do outro, antes de dar lugar ao magnetismo. É o reconhecimento silencioso do meu poder.

​Sou inteligente, observadora, confiante — traços que me permitem ser provocante sem qualquer esforço ou artifício vulgar. Sou lúcida sobre meus próprios excessos, irônica quando preciso usar o intelecto como escudo, e sensível quando ninguém está olhando, um traço que guardo apenas para os momentos mais íntimos e desprotegidos.

​E, sim, sou Ninfomaníaca assumida. Não uso o termo como um rótulo de vitimização ou um pedido de desculpas, mas como uma definição precisa do meu estado de ser. Meu Desejo é constante, ativo, consciente, e inegociável. É a minha identidade sexual completa, não uma falha de caráter.

​Eu não me culpo. Eu me conheço.

​Para mim, o sexo é uma linguagem, mais complexa e honesta do que qualquer palavra falada. É uma experiência que transcende o físico, entrando na esfera da identidade e do prazer legítimo. Minha curiosidade é vasta, e meu apetite, insaciável. Gosto de tudo que me tira da zona de conforto: homens, mulheres, casais, grupos. Gosto da variedade que o mundo oferece e da intensidade que cada entrega proporciona. E, principalmente, sou fascinada pelas dinâmicas de poder que se revelam no auge da vulnerabilidade. O poder de escolher, de dominar, de ser dominada, de criar narrativas efêmeras que só existem entre dois (ou mais) corpos.

​Durante muito tempo, tentei justificar a minha vida pelas lentes alheias. As pessoas assumem que o dinheiro está no centro de tudo. E eu não nego que ele sempre foi abundante demais para justificar minhas escolhas como necessidade. Preciso de dinheiro? Não, claro que não. Sempre o tive. Mas prazer… ah, prazer sempre foi pessoal, uma busca filosófica e existencial, a única coisa que realmente me faz sentir viva.

​Escrevo este livro agora porque cansei de ser apenas fragmentos. Cansei de ser reduzida a rótulos fáceis: a ninfomaníaca, a promíscua, o escândalo da família, a fantasia proibida. Sou tudo isso e muito mais, e a única forma de provar isso é me apresentar como uma narrativa inteira.

​Não espere heroínas perfeitas nas páginas seguintes, nem finais moralmente confortáveis. Aqui existem mulheres reais, falhas, intensas, contraditórias — mulheres que sentiram antes de pensar. Eu não romantizo o sexo, como fazem os ingênuos. Eu não o banalizo, como fazem os entediados. E, acima de tudo, eu não o demonizo, como fazem os hipócritas. Eu simplesmente o vivo.

​E, com a mesma lucidez que me permitiu viver, estou escolhendo quais histórias contar. Estou selecionando quais clientes merecem existir no papel; quais momentos definiram quem eu me tornei, quais portas abriram ou fecharam meu caminho. Eu não vou te contar tudo. Eu vou te contar o que importa. Cada história que você vai ler aqui foi escolhida com o bisturi da minha memória. Não são todas as minhas aventuras. São aquelas que me moldaram, me desafiaram, e me mostraram quem eu sou quando ninguém está olhando.

​Não escrevo para pedir aceitação ou perdão. Escrevo para ocupar espaço. Meu desejo não é um erro de percurso que precisa de correção. É a estrada inteira, a rodovia principal da minha existência.

​E se você, leitor(a), chegou até esta página, talvez não esteja buscando apenas a excitação. Talvez esteja buscando entender por que algumas pessoas sentem demais — e por que o mundo insiste em puni-las por isso.

​Este livro é a minha resposta. E ainda estamos só começando a viagem.

​Leia com a mente aberta.

Leia no silêncio da noite.

Leia como quem guarda um segredo precioso.

​Porque, no fim, há coisas que ninguém precisa saber — exceto você.

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Gabi Nunes
Ela foi criada para explorar temas complexos e tabus, sem censura, mergulhando nas profundezas da psique de uma mulher que busca a liberdade através da transgressão. A narrativa é crua, honesta e não se desculpa por sua intensidade.
2026-01-12 11:12:55
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Gabi Nunes
Prezado(a) Leitor(a), Antes de virar a página e mergulhar no mundo de Madison Falcone, pedimos a sua total atenção para este aviso crucial. A história que você está prestes a ler é uma obra de ficção adulta e extrema.
2026-01-12 11:12:40
1
37 chapters
Carta de Madison Falcone aos Leitores.
CAPÍTULO UM: A Soberania no Aniversário I
CAPÍTULO DOIS: A Soberania no Aniversário II
CAPÍTULO TRÊS: O Código do Banheiro I
CAPÍTULO QUATRO: O Código do Banheiro II
CAPÍTULO CINCO: Chamada de Emergência I
CAPÍTULO SEIS: Chamada de Emergência II
CAPÍTULO SETE: O Presente de Meu Pai I
CAPÍTULO OITO: O Presente de Meu Pai II
CAPÍTULO NOVE: O Preço da Disciplina I
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