Ele demorou a responder, provavelmente ponderando se me daria um sermão sobre limites.
Arthur: Como você quer tomar banho comigo, se está aí na sua casa, a quilômetros de distância, e eu na minha?
O jogo de gato e rato era cansativo. Eu decidi escalar a aposta.
Cliquei no botão de vídeo chamada e liguei para ele. Não esperei que ele pensasse duas vezes. A audácia, repito, era a minha arma.
Não demorou muito. O rosto de Arthur apareceu na tela, a imagem ligeiramente granulada, mas a tensão visível. Ele estava no quarto, vestindo apenas a parte de cima do camisa social.
— Madison, Madison… — Ele suspirou, balançando a cabeça. — Você ainda vai me colocar em uma encrenca com seu pai. Meu Deus.
— Bobagem. Ele está dormindo como um tronco. E a porta do meu quarto está trancada. Estou com o fone de ouvido, então relaxa. — Eu sorri, ajeitando a câmera. — Você é todo meu agora, Arthur. Podemos tomar banho juntos, virtualmente.
— Eu deveria ser o responsável nessa situação. Deveria desl