Acordei no dia seguinte com a satisfação lenta e prolongada de uma batalha vencida. O banho virtual com Arthur tinha sido mais do que um orgasmo; tinha sido a prova de que eu podia quebrar a compostura de um homem a quilômetros de distância, apenas com a minha voz. A urgência estava temporariamente aplacada, mas a curiosidade, essa sim, estava em pico. O mundo era um playground, e eu estava pronta para explorá-lo.
O dia estava quente e a minha escolha de roupa foi um ato de declaração silenciosa. Eu vesti um vestidinho preto, com um tecido leve que parecia flutuar. Era curto, sim, mas não vulgar; era provocante na medida em que revelava a forma do meu corpo sem a menor intenção de escondê-lo. Nos pés, tênis brancos, para deixar claro que eu estava ali para me mover, para agir, e não para posar. Maquiagem leve, mas estratégica: um delineado que intensificava o azul dos olhos e um batom nude que parecia dizer "eu sou naturalmente assim".
Desci as escadas da nossa mansão, o som le