Enquanto ele dirigia, sua atenção estava totalmente na rua, mas a minha estava totalmente nele. Confesso que a excitação era imediata. A rigidez do terno, a nuca forte, a forma como ele segurava o volante com precisão militar. Eu já estava pensando em como faria para foder com aquele segurança gostoso que meu pai, na sua cegueira controladora, tinha me dado de presente. A ideia de quebrar a postura dele, de ver aquele rosto inexpressivo se contorcer em prazer, era mais excitante do que qualquer orgasmo recente.
Chegamos ao shopping, um templo de consumo. Henrique me acompanhava como uma sombra, mantendo uma distância profissional, mas nunca me perdendo de vista. Eu andava lentamente, observando-o pelo canto do olho. Ele era eficiente. O que dificultava o jogo.
Então, decidi que era hora de começar a desconstrução.
Eu parei abruptamente em frente à vitrine de uma loja de lingerie. Uma vitrine cheia de rendas, sedas e promessas. E então, entrei. Henrique hesitou por um segundo,